
Fim da taxa das blusinhas tem 62% de aprovação, aponta AtlasIntel
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 10 de setembro de 2026, no Palácio do Planalto, a medida provisória que encerra a chamada taxa das blusinhas, o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional na semana anterior, às vésperas de a medida provisória perder a validade. Para compras acima de 50 dólares, permanece a alíquota de 60%. Em paralelo, a rodada de agosto do levantamento Latam Pulse Brasil, do instituto AtlasIntel em parceria com a agência Bloomberg, mostra que 62% dos entrevistados consideram a revogação um acerto, contra 27% que a classificam como erro.
Esquerda
A revogação da taxa das blusinhas é lida como correção de uma cobrança que pesava sobre o consumo popular e como parte de um conjunto de políticas que aliviam o orçamento das famílias. A aprovação saltou de 55% em julho para 62% em agosto, e o topo do ranking do levantamento AtlasIntel é ocupado justamente pelas medidas de proteção social: a gratuidade no Farmácia Popular, com 78%, e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com 76%.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
A revogação da taxa das blusinhas é apresentada como decisão de cálculo eleitoral antes de política tributária. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares foi criada e desfeita pelo mesmo governo, e a reversão veio pela avaliação de que o imposto prejudicava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela reeleição, tema que opôs o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento organiza os dados em torno dos ganhos do governo: o selo 'DEU MATCH', o verbo 'dispara' e a sequência de medidas sociais bem avaliadas (Farmácia Popular com 78%, isenção do Imposto de Renda com 76%) constroem a narrativa de acerto do Estado provedor. Os números são reproduzidos com fidelidade e a matéria chega a citar o arcabouço fiscal empatado em 44% a 44% e o saldo negativo das privatizações, mas o custo fiscal da renúncia e as objeções do varejo ficam de fora. É enquadramento de esquerda com base factual sólida.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
O texto é predominantemente informativo, com alíquotas, data e rito corretos, mas o eixo interpretativo é o cálculo eleitoral: a medida é descrita duas vezes como bandeira e ativo de campanha, a reaproximação com os presidentes do Senado e da Câmara é lida como movimento de interesse eleitoral, e o único interesse setorial citado é o receio do varejo doméstico diante da concorrência estrangeira. Esse conjunto puxa o artigo levemente para a direita, daí a confiança moderada: um leitor razoável poderia lê-lo como centro factual.
Perspectivas omitidas
A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares acabou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional, e a revogação já aparece entre as decisões mais bem avaliadas do governo, com 62% de aprovação na rodada de agosto do levantamento do instituto AtlasIntel. A leitura sobre o motivo da mudança, porém, divide as coberturas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 10 de setembro de 2026, em cerimônia às 11h no Palácio do Planalto, a medida provisória que encerra a chamada taxa das blusinhas. O termo designa o Imposto de Importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até 50 dólares, alíquota que na prática estava zerada antes da criação da cobrança. Para compras acima de 50 dólares, segue valendo o imposto de 60%. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional na semana anterior, às vésperas de a medida provisória perder a validade, depois de um encontro entre o presidente e os chefes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre entre eles.
A sanção chega no momento em que a revogação aparece entre as decisões mais bem avaliadas do governo federal. A rodada de agosto do levantamento Latam Pulse Brasil, produzido pelo instituto AtlasIntel em parceria com a agência Bloomberg, mostra que 62% dos entrevistados consideram a revogação um acerto, contra 27% que a classificam como erro e 11% que não souberam responder. Em julho, a aprovação estava em 55%, o que representa avanço de sete pontos percentuais em um mês e saldo de 35 pontos positivos. A pesquisa ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026.
No ranking geral do mesmo levantamento, a gratuidade no Farmácia Popular lidera, com 78% de avaliações positivas e 12% negativas. Em seguida aparece a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, com 76% de aprovação e 16% de rejeição. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado acerto por 68% dos entrevistados, e o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, por 64%. Na outra ponta, o arcabouço fiscal divide exatamente os ouvidos, 44% a 44%, e a retirada de empresas públicas do programa de privatizações é a única medida com saldo negativo, com 35% de aprovação e 52% de rejeição.
Veículos de esquerda organizaram a cobertura em torno da curva de aprovação e do conjunto de políticas de renda e de saúde que ocupam o topo da lista, tratando o salto de sete pontos como reconhecimento popular de um Estado que reduz o peso sobre o orçamento das famílias. Nessa leitura, o Farmácia Popular gratuito e a nova faixa de isenção do Imposto de Renda explicam por que a revogação da taxa colou no eleitorado, e a rejeição às privatizações é apresentada como sinal na direção oposta à agenda de ajuste.
Veículos de direita enfatizaram o cálculo eleitoral por trás da decisão. Nessa cobertura, a cobrança foi criada e desfeita pelo mesmo governo, e a reversão foi adotada depois da avaliação de que o imposto prejudicava o presidente na disputa pela reeleição. O tema dividiu o Palácio do Planalto em 2025, com o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, temendo desgaste junto ao setor produtivo, e o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, defendendo o aceno ao eleitorado. O mesmo enquadramento registra a resistência do varejo doméstico, que passou a defender a tributação como forma de equilibrar a concorrência com plataformas estrangeiras. A cobertura de centro esteve ausente neste caso, e sem esse contraponto factual os dois enquadramentos ficam sem mediação: o número da pesquisa aparece de um lado, a motivação política do outro, e nenhum dos dois textos junta as duas dimensões.
O que ainda não se sabe é o tamanho da renúncia de receita provocada pelo fim da cobrança, que nenhuma das coberturas quantifica, nem o efeito prático sobre preços e sobre o comércio eletrônico nacional a partir da entrada em vigor. Também não há informação sobre eventual compensação orçamentária, sobre a reação formal das entidades do varejo após a sanção e sobre se o Congresso Nacional pretende retomar o debate da tributação de compras internacionais de pequeno valor em outra proposta.
Os dois lados registram que a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares foi encerrada por medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que o tema tem peso político relevante no ano eleitoral.

Presidente vai assinar medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada

Pesquisa AtlasIntel mostra alta na aprovação da revogação da “taxa das blusinhas”; Farmácia Popular e isenção do IR lideram os acertos de Lula.



