
Fachin cancela segunda sessão seguida do plenário do STF em meio à crise
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O Supremo Tribunal Federal ficou sem sessões de plenário na semana de 8 a 12 de setembro. O presidente da Corte, Edson Fachin, cancelou na quinta-feira a segunda sessão extraordinária consecutiva, e dois dias antes o ministro Luiz Fux havia cancelado a sessão da Segunda Turma, colegiado que analisa a liminar de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência Leandro Almada. No plenário virtual da turma já há maioria de três votos pela manutenção dos afastamentos, com pedido de vista de Gilmar Mendes.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O Supremo Tribunal Federal ficou sem sessões de plenário na semana de 8 a 12 de setembro. O presidente da Corte, Edson Fachin, cancelou na quinta-feira a segunda sessão extraordinária consecutiva, e dois dias antes o ministro Luiz Fux havia cancelado a sessão da Segunda Turma, colegiado que analisa a liminar de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência Leandro Almada.
Direita
Numa leitura à direita, o quadro expõe o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal: a Corte interrompeu duas sessões seguidas do plenário por causa de um conflito entre seus próprios integrantes, enquanto a Segunda Turma já reuniu maioria pela manutenção dos afastamentos na Polícia Federal.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto descreve o cancelamento da sessão, o placar de três votos pela manutenção dos afastamentos, o pedido de vista de Gilmar Mendes e o efeito prático da liminar sem vocabulário valorativo. Atribui cada informação a um ato processual identificável, o que caracteriza cobertura de centro apesar do assunto altamente polarizado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é curto e reproduz informação de terceiros, mas a seleção editorial constrói a cena como paralisação da Corte por briga interna e desloca o foco para a investigação sobre mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao dono do Banco Master, ângulo de accountability do Supremo típico da cobertura de direita. A confiança fica moderada porque há pouco texto próprio para julgar.
Perspectivas omitidas
O Supremo Tribunal Federal passou a semana sem sessão de plenário. Edson Fachin cancelou a segunda sessão extraordinária consecutiva, e Luiz Fux já havia suspendido a reunião da Segunda Turma, que analisa a liminar de André Mendonça sobre a cúpula da Polícia Federal. O julgamento está parado por pedido de vista, mas o afastamento segue valendo.
O Supremo Tribunal Federal encerrou a semana sem sessão de plenário. O presidente da Corte, Edson Fachin, cancelou na quinta-feira, 10 de setembro, a segunda sessão extraordinária consecutiva do colegiado pleno, em meio ao atrito aberto entre ministros. Dois dias antes, na terça-feira, 8 de setembro, o ministro Luiz Fux havia cancelado a sessão da Segunda Turma, o colegiado encarregado de analisar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.
O afastamento dos dois dirigentes foi determinado por decisão liminar do ministro André Mendonça. O mesmo ato ordenou a abertura de procedimentos investigatórios na Corregedoria da Polícia Federal e suspendeu a produção de relatórios da corporação sobre atos de magistrados, advogados públicos e policiais federais. Com a saída de Andrei Rodrigues, o diretor-executivo William Murad assumiu interinamente a chefia do órgão.
No plenário virtual da Segunda Turma, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção dos afastamentos, o que formou maioria de três votos. Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para análise, e Dias Toffoli ainda não se manifestou. O pedido de vista interrompe a conclusão do julgamento, mas não derruba a liminar, que segue em vigor. A pauta original da Segunda Turma naquela terça-feira previa apenas um processo, sobre a forma de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, sem relação com a crise.
A cobertura de centro relatou o caso pelo roteiro processual: quem votou, em que sentido, o que a liminar determinou e qual o efeito prático de cada movimento dentro do tribunal. Nessa leitura, o cancelamento das sessões aparece como consequência administrativa de um conflito que ainda tramita nos autos, e o placar de três votos é apresentado como dado, não como veredito político.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: a paralisação em si. O acento recai sobre uma Corte que interrompeu duas sessões seguidas por causa de uma disputa entre seus próprios integrantes e sobre a sessão extraordinária marcada para a terça-feira seguinte, quando o plenário deve analisar o caso das mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigação também determinada por André Mendonça. Aí o episódio é tratado como teste de transparência do próprio Supremo Tribunal Federal.
A cobertura de esquerda está ausente no material reunido até agora. Pela leitura que esse campo costuma dar a episódios semelhantes, o ponto sensível seria a decisão individual de um ministro alcançando o comando de um órgão de investigação e suspendendo relatórios sobre autoridades, com os atingidos sem contraditório e com pautas de interesse social represadas enquanto o plenário permanece parado. Não há, porém, texto desse campo neste conjunto que sustente atribuição direta.
Em comunicado, a Presidência da Corte informou que a sessão cancelada era extraordinária e que a sessão da terça-feira seguinte está mantida nos termos da convocação já feita.
O que ainda não se sabe é quanto tempo Gilmar Mendes levará para devolver a vista, como votará Dias Toffoli e se o plenário confirmará ou revisará o entendimento da Segunda Turma. Também não foi divulgado o motivo formal de cada cancelamento, o prazo de permanência de William Murad no comando interino, nem o conteúdo integral das mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro. Andrei Rodrigues, Leandro Almada e a Polícia Federal não aparecem com manifestação própria no material disponível.
As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos: sessões do Supremo Tribunal Federal foram canceladas em meio ao atrito entre ministros, a liminar de André Mendonça que afastou a cúpula da Polícia Federal continua em vigor e a Corte manteve a convocação da sessão extraordinária seguinte.

Luiz Fux cancelou a sessão da Segunda Turma do STF. Colegiado é o responsável por analisar a manutenção do afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da cúpula da PF.

Em meio à crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, cancelou a segunda



