Copom corta Selic a 13,75% na quinta queda seguida e evita sinalizar novo corte
5 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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Como decidimos →O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano em 16 de setembro, no quinto corte seguido de 0,25 ponto. A decisão foi unânime e esperada pelo mercado, mas o comunicado não indicou se haverá nova redução na reunião de novembro, citando incerteza externa, expectativas de inflação acima da meta e riscos com viés de alta.
O Banco Central agiu com prudência: reduziu a Selic a 13,75% ao ano, mas se recusou a prometer novos cortes diante de expectativas de inflação desancoradas, riscos com viés de alta e dúvidas sobre a política fiscal do governo. A decisão, tomada na última reunião antes da eleição, preserva a credibilidade da autoridade monetária num ambiente externo pressionado pelo petróleo.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura concorda que o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, por unanimidade e como o mercado esperava, e que o comunicado evitou se comprometer com novos cortes.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, em 16 de setembro. A decisão unânime era esperada, mas o comunicado evitou indicar novos cortes, citando os conflitos no Oriente Médio, expectativas de inflação acima da meta e a política fiscal.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo do mesmo tamanho. A decisão foi unânime e veio em linha com o que o mercado financeiro esperava. Com ela, a Selic chega ao menor patamar desde março de 2025.
Apesar do corte, o comitê não se comprometeu com novas reduções. No comunicado, o Copom afirmou que a magnitude total do ciclo será estabelecida à luz de novas informações. Também disse que o cenário, marcado por aumento da incerteza e desancoragem das expectativas, exige serenidade e cautela na condução da política monetária.
Toda a cobertura convergiu nos fatores apontados pelo Banco Central. No exterior, o comitê citou a indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e a incerteza sobre os juros em economias avançadas. No mesmo dia, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou sua taxa para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. No Brasil, o Copom descreveu uma moderação gradual da atividade econômica, com mercado de trabalho ainda aquecido. A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve deflação de 0,32% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e acumula 4,22% em 12 meses. O número está abaixo do teto de 4,5%, mas acima da meta de 3%. O balanço de riscos segue com viés de alta, e o comitê voltou a dizer que acompanha como a política fiscal doméstica afeta a política monetária.
O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com o mercado, projeta inflação de 4,9% em 2026 e de 4,3% em 2027. A projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante da política monetária, é de 3,2%. O mercado espera que a Selic termine o ano exatamente em 13,75%.
A cobertura de centro relatou a decisão com ênfase no texto do comunicado e no contexto externo. Parte dela destacou que esta foi a última reunião antes das eleições gerais, cujo primeiro turno acontece em 4 de outubro. Outra parte registrou que o comitê opera desfalcado: os mandatos de dois diretores expiraram no fim de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Essa cobertura também lembrou que juros menores barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo, mas dificultam o controle da inflação.
Veículos de direita, em tom predominantemente factual, enfatizaram o calendário eleitoral, a cautela do comunicado, o acompanhamento da política fiscal e os efeitos da decisão sobre investimentos e aplicações. Veículos de esquerda não publicaram cobertura da decisão entre as fontes reunidas, de modo que não há enquadramento próprio desse campo a registrar.
O que ainda não se sabe é se o ciclo de cortes continuará na próxima reunião do Copom, marcada para 3 e 4 de novembro. Também falta conhecer a revisão das projeções de inflação no próximo Relatório de Política Monetária, previsto para o fim de setembro, e quando as vagas abertas na diretoria do Banco Central serão preenchidas.

Decisão de cortar 0,25 p.p. da Selic veio em linha com expectativa de mercado; inflação e atividade mostram desaceleração. Leia no Poder360.

Esse é o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual da Selic

Comitê divulgou decisão nesta quarta-feira (16/9); Decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado financeiro

Com a decisão do Copom, taxa Selic alcançou o menor nível em um ano e meio, desde março de 2025

Com a queda, a taxa vai ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25%

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi linha com o esperado pelo mercado

BRASÍLIA, 16 Set (Reuters) - O Banco Central decidiu ?nesta quarta-feira ?cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a ?13,75% ?ao ?ano, em decisão unânime ?de sua ?diretoria, e deixou os próximos passos em ?aberto ao afirmar que ?o ?atual cenário de incerteza demanda serenidade ?e cautela na condução da política monetária.
Nesta matéria: viés de centro.