Copom do Banco Central corta Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime
Resumo da cobertura
O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), em decisão unânime e já esperada pelo mercado. O comunicado diz que o corte é compatível com a convergência da inflação para a meta, cita incerteza externa pelos conflitos no Oriente Médio e não sinaliza os próximos passos.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Alguém precisa ver os dois lados disso?

Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- MetrópolesCopom reduz taxa Selic e juros caem para 13,75% ao anoComitê divulgou decisão nesta quarta-feira (16/9); Decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado financeiro
Análise editorial
Relata o corte para 13,75%, a unanimidade, o histórico de 15% e 14%, o trecho do comunicado e as projeções do mercado para 2027 a 2029. Aponta que o comitê não sinalizou próximos passos, contra a expectativa do mercado, sem juízo próprio. Há um deslize factual ao chamar o comunicado de 'desta terça'.
- Qualidade argumentativa
- 56/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 5/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não ouve analistas nomeados sobre a falta de sinalização
- Não traz reação do governo ou do setor produtivo
Veículos com viés à direita
- Jovem PanBC reduz taxa de juros a 13,75% ao anoEsse é o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual da SelicMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Texto descritivo que reproduz o comunicado do Copom (convergência da inflação, riscos 'mais elevados que o usual', cautela diante do Oriente Médio) e dados do IPCA e do Focus, sem vocabulário valorativo. A menção à política fiscal vem do próprio comunicado, não de opinião do veículo.
- Qualidade argumentativa
- 57/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 5/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não ouve economistas, setor produtivo ou governo sobre o corte
- Não informa se a decisão foi unânime
- Não detalha as projeções do mercado para a Selic
O Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, em decisão unânime. O comunicado diz que o corte é compatível com a convergência da inflação para a meta de 3%, cita os conflitos no Oriente Médio e não indica se o ciclo de cortes vai continuar.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi unânime e já era esperado por participantes do mercado financeiro, que precificavam essa queda.
A decisão mantém o ciclo de cortes iniciado depois que a Selic permaneceu em 15% ao ano por cinco reuniões seguidas. Em comunicado, o comitê afirmou que a redução é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Acrescentou que a decisão também implica suavização das flutuações da atividade econômica e fomento do pleno emprego.
A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, está em 4,22% no acumulado anual. O comitê reconheceu que a inflação cheia e os núcleos desaceleraram e ficaram abaixo do limite superior do intervalo, mas ainda acima do centro da meta. O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (14), mostra expectativa de IPCA de 4,90% em 2026 e de 4,30% em 2027.
No cenário externo, o Copom citou a indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e a incerteza sobre a política monetária de algumas economias avançadas. Para o comitê, esse quadro exige cautela de países emergentes, num ambiente de maior volatilidade de ativos e commodities. No cenário doméstico, o colegiado apontou moderação gradual da atividade, com mercado de trabalho ainda aquecido, e disse acompanhar como a política fiscal afeta a política monetária.
A cobertura de centro relatou a decisão de forma descritiva, destacando a unanimidade, o histórico recente da taxa e as projeções do mercado: Selic de 10,50% em 2027, 10% em 2028 e 9,50% em 2029. Essa cobertura observou que o mercado não prevê juros abaixo de dois dígitos até o fim do mandato de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, em 2028.
O veículo de direita que noticiou a decisão enfatizou o tom de prudência do comunicado, que fala em riscos de inflação mais elevados que o usual e em conjuntura que demanda serenidade e cautela, além da menção à política fiscal. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu a decisão do Copom, o que deixa sem registro nesta story a leitura sobre o custo do crédito e o emprego.
O que ainda não se sabe é se o ciclo de cortes continua. O comitê afirmou apenas que a magnitude total do ciclo será definida à luz de novas informações, sem indicar o próximo passo, o que frustrou quem esperava uma comunicação mais objetiva. A próxima reunião está marcada para 3 e 4 de novembro.
Briefing
O que importa para você
- Selic passa a 13,75% ao ano, referência para o custo do crédito.
- Meta de inflação é 3%, e o IPCA acumulado está em 4,22%.
- Mercado projeta Selic de 10,50% em 2027 e 10% em 2028.
- Próxima decisão do Copom sai na reunião de 3 e 4 de novembro.
Onde os lados concordam
A cobertura converge em que o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, e que o comunicado apontou incerteza externa elevada, com conflitos no Oriente Médio, e inflação ainda acima da meta.
O que ainda está incerto
- O Copom não indicou se haverá novos cortes nem de quanto.
- A magnitude total do ciclo depende de novas informações que o comitê não detalhou.
Fontes

Esse é o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual da Selic

Comitê divulgou decisão nesta quarta-feira (16/9); Decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado financeiro



