Federal Reserve eleva juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde 2023
3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 25 pontos-base por unanimidade, para a faixa de 3,75% a 4,00%, a primeira alta desde 2023, e sinalizou ao menos mais um aumento em 2026. As bolsas de Nova York reverteram ganhos e fecharam em queda, o dólar se fortaleceu no exterior e, no Brasil, a moeda fechou estável a R$ 5,1519, enquanto o mercado aguardava a decisão do Copom sobre a Selic.
O Federal Reserve mostrou disciplina ao subir juros por unanimidade e prometer novos apertos até a inflação convergir à meta de 2%, gesto que o mercado lê como defesa da estabilidade de preços. No Brasil, o câmbio ficou estável e os juros longos caíram porque investidores passaram a ver mais chance de vitória da oposição em outubro, associada a um ajuste fiscal que parte do mercado não espera do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura concorda que o Federal Reserve subiu os juros em 25 pontos-base, pela primeira vez desde 2023, sinalizou novas altas e provocou queda nas bolsas de Nova York e fortalecimento do dólar no exterior, com impacto limitado no câmbio brasileiro.
O Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, na primeira alta desde 2023. As bolsas de Nova York caíram, o dólar se fortaleceu no exterior e, no Brasil, o câmbio ficou estável enquanto o mercado aguardava a decisão do Copom sobre a Selic.
O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou nesta quarta-feira, 16 de setembro, sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Foi a primeira alta desde 2023, aprovada por unanimidade. Em comunicado, a instituição indicou que novos apertos são prováveis, e as projeções dos dirigentes apontam ao menos mais um aumento ainda em 2026.
Na entrevista coletiva, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a economia americana se fortaleceu, mas que a inflação está alta demais há tempo demais e não converge para a meta de 2% com rapidez suficiente. A pressão vem em boa parte do petróleo, que subiu mais de 20% em duas semanas e meia durante a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A reação dos mercados foi convergente em toda a cobertura. As bolsas de Nova York, que subiam antes do anúncio, fecharam em baixa: o Dow Jones caiu 1,21%, o S&P 500 recuou 0,44% e o Nasdaq terminou praticamente estável. Os juros dos títulos do Tesouro americano de curto prazo avançaram, e o dólar ganhou força frente a outras moedas. O Bitcoin recuou 0,40%, num dia em que o Senado americano também barrou, por 49 votos a 50, o avanço do Clarity Act, projeto de regulação das criptomoedas.
No Brasil, o efeito foi contido. O dólar à vista fechou praticamente estável, a R$ 5,1519, e acumula queda de 6,14% no ano. Nos juros futuros, os contratos de prazo curto subiram com a postura do Fed, enquanto os de prazo longo mantiveram a queda. O mercado aguardava ainda no mesmo dia a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, com apostas de corte da Selic de 14% para 13,75%. Pela manhã, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, caiu 0,2% em julho.
A cobertura de centro concentrou-se na descrição técnica da decisão e dos números de fechamento, explicando o raciocínio de Warsh sobre inflação e condições financeiras. Veículos de direita, voltados ao mercado financeiro, enfatizaram o componente eleitoral brasileiro: relataram que parte dos investidores vê o quadro mais favorável à oposição após a sessão do Supremo Tribunal Federal, o STF, que discute casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e que a Faria Lima prefere o senador Flávio Bolsonaro por enxergar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como obstáculo ao ajuste fiscal. Veículos de esquerda não cobriram o episódio até o momento, de modo que leituras sobre o custo dos juros altos para trabalhadores e consumidores não aparecem com voz própria nas matérias analisadas.
O que ainda não se sabe é quantas altas adicionais o Fed fará e em que ritmo, qual foi a decisão final do Copom sobre a Selic e se o Clarity Act voltará à pauta do Senado americano. Também segue em aberto quanto o noticiário eleitoral brasileiro continuará pesando sobre o câmbio e a curva de juros nas próximas semanas.
Criptomoeda operava em baixa de 0,40%, a 75.726,25, enquanto o Ethereum subia 0,26%, a 2.404,80

Fed afirmou que sua decisão foi unânime e que é provável que haja mais medidas de aperto monetário no futuro próximo para promover uma queda mais rápida da inflação

Em reação ao Fed, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real

Agora, os investidores aguardam pelo término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,00% a 13,75%

O mercado enxergou o tom do presidente da autarquia, Kevin Warsh, com um viés mais conservador, o que provocou um forte avanço das taxas dos Treasuries de curto prazo e do dólar no exterior
