Ibovespa cai 0,51% com alta de juros do Federal Reserve e espera pelo Copom
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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,51% na quarta-feira, 16 de setembro, para 185,5 mil pontos, no dia em que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto percentual pela primeira vez em três anos e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu para decidir a Selic, que estava em 14%.
A decisão do Federal Reserve e a combinação de inflação resistente, petróleo caro e preocupações fiscais reforçaram a cautela dos investidores, que tiraram o Ibovespa do azul e mantiveram atenção sobre a disciplina do Banco Central e sobre o rumo fiscal que a eleição presidencial pode definir.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as coberturas registram que o Federal Reserve subiu os juros em 0,25 ponto, que a bolsa brasileira perdeu força depois do anúncio e que o mercado esperava corte de 0,25 ponto na Selic pelo Copom.
O Ibovespa caiu 0,51% e fechou aos 185,5 mil pontos no dia em que o Federal Reserve elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4% e o Copom se reuniu para decidir a Selic, então em 14%. Os juros futuros longos caíram, com o mercado atento ao cenário eleitoral.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,51% na quarta-feira, 16 de setembro, aos 185,5 mil pontos. O dia ficou conhecido no mercado como Superquarta, porque o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, anunciaram decisões sobre juros na mesma data.
À tarde, o Federal Reserve elevou sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta em três anos, com decisão unânime. Os membros do comitê americano indicaram pelo menos mais uma alta em 2026, e o presidente da instituição, Kevin Warsh, afirmou que a inflação do país está alta demais há tempo demais. A bolsa brasileira rondava a estabilidade e perdeu força depois do anúncio. O dólar fechou em leve alta, cotado a 5,15 reais.
No mercado de juros futuros, o movimento foi diferente. As taxas de médio e longo prazo caíram. O contrato para janeiro de 2035 terminou a 14,22%, queda de 14 pontos-base. Pela manhã, o Banco Central informou que seu índice de atividade econômica, o IBC-Br, recuou 0,2% em julho, resultado pior que o esperado. O dado reforçou a leitura de perda de fôlego da economia e de espaço para cortar a Selic, que estava em 14%. Economistas e a própria curva de juros projetavam redução de 0,25 ponto, para 13,75%. Após a reunião, uma análise indicou que o Copom manteve sua mensagem praticamente intacta e deixou uma nova queda em novembro dependente da evolução dos dados.
A cobertura de centro deu destaque ao peso do cenário eleitoral sobre os preços. Segundo um economista ouvido, com o Fed subindo juros e o petróleo acima de 100 dólares o barril, a curva brasileira deveria estar subindo, mas o mercado reagia à sinalização de que a oposição pode vencer. A mesma cobertura registrou que o senador Flávio Bolsonaro aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em algumas pesquisas, e que agentes acompanhavam a crise no Supremo Tribunal Federal. Veículos de direita enfatizaram a combinação de inflação resistente, petróleo mais caro e preocupações fiscais, que aumenta a chance de juros elevados por mais tempo e pressiona países emergentes como o Brasil. Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, o que deixa sem registro nesse corpus o ângulo do custo dos juros altos para emprego e crédito.
Ainda não se sabe, a partir das fontes disponíveis, qual foi o texto completo do comunicado do Copom nem quais dados o comitê considerará decisivos para novembro. Também segue em aberto quantas altas adicionais o Federal Reserve fará e por quanto tempo o fator eleitoral continuará sustentando a queda dos juros longos no Brasil.
O que vale são as condições que o Copom vai encontrar na sua próxima reunião

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