Ibovespa cai 0,51% após alta de juros do Fed e antes da decisão do Copom
Resumo da cobertura
Na Superquarta de 16 de setembro, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4%, e o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciaria à noite a decisão sobre a Selic, hoje em 14%, com aposta majoritária de corte de 0,25 ponto. Os juros futuros de prazo mais longo caíram, e analistas atribuíram o movimento ao cenário eleitoral.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
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Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilJuros futuros caem com investidores à espera de ata do CopomTaxa para janeiro de 2028 ficou em 13,675%, com alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,655% da sessão anterior
Análise editorial
Texto de agência sobre a curva de DI: IBC-Br de julho, alta do Federal Reserve para 3,75% a 4,00% e expectativa de corte da Selic de 14%. Atribui a queda das taxas longas ao cenário eleitoral via fala de economista da BGC Liquidez e à preferência da Faria Lima por Flávio Bolsonaro, sempre atribuída. A manchete fala em ata do Copom, enquanto o corpo trata da decisão, diferença menor.
- Qualidade argumentativa
- 66/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Leitura do mercado sobre Lula como empecilho fiscal aparece sem contraponto do governo
- Não cita quais pesquisas mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula
Veículos com viés à direita
- VejaIbovespa desvaloriza com alta em juros nos EUA e à espera de decisão do CopomMercados globais operam de olho em Superquarta, dia em que EUA e Brasil definem futuro de suas políticas monetáriasMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Relato de fechamento: Ibovespa -0,51% a 185,5 mil pontos, Fed eleva juros em 0,25 ponto pela primeira vez em três anos, aposta de corte da Selic para 13,75% e dólar a R$ 5,15. Veículo tido como de direita, mas o texto é descritivo; a menção a preocupações fiscais pressionando emergentes é genérica e não carrega enquadramento ideológico.
- Qualidade argumentativa
- 57/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não menciona o cenário eleitoral nem a crise no STF citados pelo mercado como vetores do dia
- Não explica a origem das preocupações fiscais que menciona
O Ibovespa caiu 0,51% na Superquarta, dia em que o Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos pela primeira vez em três anos. No Brasil, o Copom decidiria a Selic à noite, com aposta de corte para 13,75%, enquanto juros longos caíam com a leitura eleitoral do mercado.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a quarta-feira, 16 de setembro, em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos. O dia ficou conhecido no mercado como Superquarta, porque reuniu as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil.
À tarde, o Federal Reserve, o banco central norte-americano, elevou sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta em três anos, aprovada por unanimidade. As projeções dos membros do Fed indicam ao menos mais uma elevação ainda em 2026. Em entrevista após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que a inflação dos Estados Unidos está alta demais há tempo demais. A bolsa brasileira, que rondava a estabilidade, perdeu força depois do anúncio. O dólar fechou em leve alta, cotado a R$ 5,15.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária, o Copom do Banco Central, anunciaria sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, depois do fechamento do mercado. A taxa está em 14%, e tanto economistas quanto a curva de juros projetam corte de 0,25 ponto, para 13,75%. Pela manhã, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, caiu 0,2% em julho frente a junho, resultado pior que o esperado e que reforça a leitura de perda de fôlego da economia.
A cobertura de centro destacou um movimento aparentemente contraditório nos juros futuros. Mesmo com cenário externo adverso, com o Fed subindo juros e o petróleo Brent perto de US$ 106 o barril, as taxas dos contratos de prazo mais longo caíram. A taxa do Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2035 recuou 14 pontos-base, para 14,22%. Segundo o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, o que está na cabeça do mercado é a eleição, com a sinalização de que a oposição pode vencer. A mesma cobertura registrou que, em pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que operadores acompanharam a crise no Supremo Tribunal Federal, onde o julgamento sobre casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Um veículo de direita tratou o dia de forma mais restrita ao pregão. Relatou o desempenho dos bancos, com alta de 3,04% do Banco do Brasil, e citou a combinação de inflação resistente, petróleo caro e preocupações fiscais como fator de pressão sobre países emergentes. Para o analista Luca Girardi, da Nomad, a combinação das decisões estreita um pouco o diferencial de juros, mas pouco afeta as operações de carry trade, dado o elevado juro real brasileiro. Esse texto não mencionou o cenário eleitoral. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o pregão.
Ainda não se sabe qual foi o tom do comunicado do Copom, nem se ele deixará aberta a porta para novos cortes na reunião de novembro. Também segue incerto quanto do movimento nos juros longos se sustenta caso as pesquisas eleitorais mudem de direção.
Briefing
O que importa para você
- Corte esperado da Selic para 13,75% tende a baratear aos poucos crédito e financiamentos.
- Dólar fechou a R$ 5,15, em leve alta.
- Atividade econômica caiu 0,2% em julho, sinal de desaceleração.
Onde os lados concordam
- O Federal Reserve subiu os juros em 0,25 ponto, para 3,75% a 4%.
- O mercado espera corte da Selic de 14% para 13,75% pelo Copom.
- Petróleo caro e juros altos nos Estados Unidos pressionam o Brasil.
O que ainda está incerto
- O tom do comunicado do Copom e as pistas para a reunião de novembro.
- Se a queda dos juros longos atribuída ao cenário eleitoral se sustenta.
Fontes

Taxa para janeiro de 2028 ficou em 13,675%, com alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,655% da sessão anterior

Mercados globais operam de olho em Superquarta, dia em que EUA e Brasil definem futuro de suas políticas monetárias



