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Ibovespa cai 0,51% após alta de juros do Fed e antes da decisão do Copom

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•16/09/2026•atualizado em 17/09/2026•Mercado Financeiro

Resumo da cobertura

Na Superquarta de 16 de setembro, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4%, e o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciaria à noite a decisão sobre a Selic, hoje em 14%, com aposta majoritária de corte de 0,25 ponto. Os juros futuros de prazo mais longo caíram, e analistas atribuíram o movimento ao cenário eleitoral.

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Ibovespa cai 0,51% após alta de juros do Fed e antes da decisão do Copom
Imagem: Veja

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

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Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • CNN BrasilJuros futuros caem com investidores à espera de ata do CopomTaxa para janeiro de 2028 ficou em 13,675%, com alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,655% da sessão anterior
    Análise editorial

    Texto de agência sobre a curva de DI: IBC-Br de julho, alta do Federal Reserve para 3,75% a 4,00% e expectativa de corte da Selic de 14%. Atribui a queda das taxas longas ao cenário eleitoral via fala de economista da BGC Liquidez e à preferência da Faria Lima por Flávio Bolsonaro, sempre atribuída. A manchete fala em ata do Copom, enquanto o corpo trata da decisão, diferença menor.

    Qualidade argumentativa
    66/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Leitura do mercado sobre Lula como empecilho fiscal aparece sem contraponto do governo
    • Não cita quais pesquisas mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula
Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • VejaIbovespa desvaloriza com alta em juros nos EUA e à espera de decisão do CopomMercados globais operam de olho em Superquarta, dia em que EUA e Brasil definem futuro de suas políticas monetárias
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.

    Análise editorial

    Relato de fechamento: Ibovespa -0,51% a 185,5 mil pontos, Fed eleva juros em 0,25 ponto pela primeira vez em três anos, aposta de corte da Selic para 13,75% e dólar a R$ 5,15. Veículo tido como de direita, mas o texto é descritivo; a menção a preocupações fiscais pressionando emergentes é genérica e não carrega enquadramento ideológico.

    Qualidade argumentativa
    57/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    15/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não menciona o cenário eleitoral nem a crise no STF citados pelo mercado como vetores do dia
    • Não explica a origem das preocupações fiscais que menciona

O Ibovespa caiu 0,51% na Superquarta, dia em que o Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos pela primeira vez em três anos. No Brasil, o Copom decidiria a Selic à noite, com aposta de corte para 13,75%, enquanto juros longos caíam com a leitura eleitoral do mercado.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a quarta-feira, 16 de setembro, em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos. O dia ficou conhecido no mercado como Superquarta, porque reuniu as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil.

À tarde, o Federal Reserve, o banco central norte-americano, elevou sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta em três anos, aprovada por unanimidade. As projeções dos membros do Fed indicam ao menos mais uma elevação ainda em 2026. Em entrevista após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que a inflação dos Estados Unidos está alta demais há tempo demais. A bolsa brasileira, que rondava a estabilidade, perdeu força depois do anúncio. O dólar fechou em leve alta, cotado a R$ 5,15.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária, o Copom do Banco Central, anunciaria sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, depois do fechamento do mercado. A taxa está em 14%, e tanto economistas quanto a curva de juros projetam corte de 0,25 ponto, para 13,75%. Pela manhã, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, caiu 0,2% em julho frente a junho, resultado pior que o esperado e que reforça a leitura de perda de fôlego da economia.

A cobertura de centro destacou um movimento aparentemente contraditório nos juros futuros. Mesmo com cenário externo adverso, com o Fed subindo juros e o petróleo Brent perto de US$ 106 o barril, as taxas dos contratos de prazo mais longo caíram. A taxa do Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2035 recuou 14 pontos-base, para 14,22%. Segundo o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, o que está na cabeça do mercado é a eleição, com a sinalização de que a oposição pode vencer. A mesma cobertura registrou que, em pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que operadores acompanharam a crise no Supremo Tribunal Federal, onde o julgamento sobre casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Um veículo de direita tratou o dia de forma mais restrita ao pregão. Relatou o desempenho dos bancos, com alta de 3,04% do Banco do Brasil, e citou a combinação de inflação resistente, petróleo caro e preocupações fiscais como fator de pressão sobre países emergentes. Para o analista Luca Girardi, da Nomad, a combinação das decisões estreita um pouco o diferencial de juros, mas pouco afeta as operações de carry trade, dado o elevado juro real brasileiro. Esse texto não mencionou o cenário eleitoral. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o pregão.

Ainda não se sabe qual foi o tom do comunicado do Copom, nem se ele deixará aberta a porta para novos cortes na reunião de novembro. Também segue incerto quanto do movimento nos juros longos se sustenta caso as pesquisas eleitorais mudem de direção.

Briefing

O que importa para você

  • Corte esperado da Selic para 13,75% tende a baratear aos poucos crédito e financiamentos.
  • Dólar fechou a R$ 5,15, em leve alta.
  • Atividade econômica caiu 0,2% em julho, sinal de desaceleração.

Onde os lados concordam

  • O Federal Reserve subiu os juros em 0,25 ponto, para 3,75% a 4%.
  • O mercado espera corte da Selic de 14% para 13,75% pelo Copom.
  • Petróleo caro e juros altos nos Estados Unidos pressionam o Brasil.

O que ainda está incerto

  • O tom do comunicado do Copom e as pistas para a reunião de novembro.
  • Se a queda dos juros longos atribuída ao cenário eleitoral se sustenta.
Mercado FinanceiroJurosPolítica Monetária

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Fontes

Espectro: Centro
Juros futuros caem com investidores à espera de ata do Copom
Juros futuros caem com investidores à espera de ata do Copom

Taxa para janeiro de 2028 ficou em 13,675%, com alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,655% da sessão anterior

CNN BrasilCNN Brasil
Espectro: Direita
Ibovespa desvaloriza com alta em juros nos EUA e à espera de decisão do Copom
Ibovespa desvaloriza com alta em juros nos EUA e à espera de decisão do Copom

Mercados globais operam de olho em Superquarta, dia em que EUA e Brasil definem futuro de suas políticas monetárias

VejaVeja

Centro

1 fonte

Na Superquarta de 16 de setembro, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4%, e o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciaria à noite a decisão sobre a Selic, hoje em 14%, com aposta majoritária de corte de 0,25 ponto. Os juros futuros de prazo mais longo caíram, e analistas atribuíram o movimento ao cenário eleitoral.

Direita

1 fonte

A Superquarta mostrou o peso do ambiente externo e da confiança fiscal sobre a economia brasileira. Com o Federal Reserve subindo juros e o petróleo acima de US$ 100, a bolsa recuou 0,51%, e inflação resistente somada a preocupações fiscais mantém pressão sobre emergentes.

Esquerda

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    Banco Central informa queda de 0,2% do IBC-Br em julho ante junho
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  2. 16 de set. de 2026, 00:00
    Federal Reserve eleva juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano
    cnnbrasil.com.brveja.abril.com.br
  3. 15 de set. de 2026, 00:00
    Pedido de vista do ministro Flávio Dino suspende no STF julgamento sobre casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça
    cnnbrasil.com.br

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