Renan Santos acusa Augusto Cury de sociedade na Fictor por R$ 31,5 milhões
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O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, publicou um vídeo nas redes sociais associando o adversário Augusto Cury, do Avante, ao grupo Fictor e ao escândalo do Banco Master. Cury aplicou R$ 31,5 milhões em uma Sociedade em Conta de Participação gerida pela Fictor Invest em 2025 e, com a anulação judicial dos contratos, tornou-se um dos maiores credores pessoa física do grupo, que está em recuperação judicial com dívida declarada de R$ 4,2 bilhões. A Fictor nega ter tentado comprar o Banco Master de forma fraudulenta e afirma que a proposta partiu de um consórcio do qual participava um de seus sócios. Até agora, Cury não é investigado na operação Compliance Zero nem foi apontado como participante de atos ilícitos.
A ofensiva de Renan Santos mira a credibilidade de um adversário que subiu rápido nas pesquisas sem tomar posição sobre temas concretos, e o argumento central é de coerência: quem se apresenta como candidato de fora da política precisa explicar o próprio histórico financeiro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Toda a cobertura confirma os mesmos fatos: Augusto Cury aplicou R$ 31,5 milhões em uma Sociedade em Conta de Participação da Fictor Invest, hoje figura como credor do grupo em recuperação judicial com dívida de cerca de R$ 4,2 bilhões, e não é investigado na operação Compliance Zero. Todos registram também que quatro perfis apurados pela Polícia Federal publicaram conteúdo favorável à sua candidatura.
Renan Santos publicou um vídeo associando Augusto Cury ao grupo Fictor e ao escândalo do Banco Master. O escritor aplicou R$ 31,5 milhões em uma sociedade em conta de participação do grupo e hoje é um dos maiores credores pessoa física da recuperação judicial. A Fictor nega ter tentado comprar o banco de forma fraudulenta, e Cury não é investigado na operação Compliance Zero.
A corrida presidencial de 2026 ganhou um confronto direto nesta semana, quando o candidato do Missão, Renan Santos, publicou um vídeo nas redes sociais associando o adversário Augusto Cury, do Avante, ao grupo Fictor e ao escândalo do Banco Master. Na gravação, Renan afirma que Cury tem cotas da Fictor, empresa que, segundo ele, tentou comprar o banco de maneira fraudulenta, e sustenta que a candidatura do escritor foi impulsionada por influenciadores ligados ao mesmo caso.
O vínculo financeiro é o ponto em que a cobertura converge. Em 2025, Augusto Cury aplicou R$ 31,5 milhões em uma Sociedade em Conta de Participação, a SCP, gerida pela Fictor Invest, com a promessa de financiar operações de compra e venda de grãos apresentadas como de baixo risco. Depois da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o grupo enfrentou corrida de saques, e em fevereiro de 2026 entrou em recuperação judicial com dívida declarada de cerca de R$ 4,2 bilhões. Com a paralisação dos pagamentos e a anulação judicial dos contratos, o valor aplicado por Cury virou crédito comum, e ele passou a figurar como um dos maiores credores pessoa física do processo. Nenhuma das reportagens aponta o escritor como investigado: ele não é alvo da operação Compliance Zero nem foi acusado de participação em atos ilícitos.
A cobertura de centro relatou o episódio como acusação atribuída, separando a fala do candidato dos fatos apurados, e trouxe a resposta do grupo citado. Em nota, a Fictor afirmou que não corresponde aos fatos a declaração de que teria tentado adquirir a instituição financeira de maneira fraudulenta, sustentou que a proposta foi apresentada por um consórcio do qual participava um de seus sócios e classificou como grave o uso da acusação como instrumento de retórica política. Essa mesma cobertura registrou que a assessoria de Cury não respondeu até a publicação.
Veículos de direita enfatizaram a dimensão financeira e regulatória do caso: a exposição de crédito do candidato, a recuperação judicial do grupo e a investigação aberta pela Polícia Federal para apurar possíveis crimes financeiros na tentativa de aquisição do Banco Master. Essa leitura insiste na distinção entre credor e sócio e faz a ressalva de que a relação financeira, por si só, não coloca o escritor entre os investigados. Veículos de esquerda não cobriram o episódio no material reunido, e a leitura provável desse lado recai sobre a opacidade das sociedades em conta de participação vendidas como investimento seguro e sobre o efeito da propaganda paga disfarçada de conteúdo espontâneo na competição eleitoral.
O segundo eixo da acusação é a atuação de influenciadores. Quatro páginas de entretenimento investigadas pela Polícia Federal por supostos repasses para promover ataques coordenados ao Banco Central publicaram ao menos 17 conteúdos favoráveis a Cury, somando cerca de 3,7 milhões de interações. O movimento coincidiu com a disparada do escritor nas pesquisas. A campanha nega ter comprado seguidores ou contratado influenciadores e atribui o crescimento a adesão espontânea. Caso a contratação ou a manipulação artificial de métricas seja comprovada, a legislação eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral preveem desde multa até a cassação do registro da candidatura.
O pano de fundo é a mudança no tabuleiro. Em pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro, Augusto Cury alcançou 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno e assumiu a terceira colocação, à frente de nomes tradicionais da chamada terceira via, enquanto Renan Santos marcou 3%. Em agenda de campanha em Olinda, no dia 4, o candidato do Missão avaliou que o adversário cresce justamente por não se posicionar e previu que a rejeição virá quando ele for obrigado a tomar partido. Na mesma ocasião, ele associou a crise no Supremo Tribunal Federal ao caso Banco Master e cobrou responsabilização de ministros.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há definição pública sobre se Cury detém participação societária na Fictor ou apenas crédito no processo de recuperação judicial, distinção que decide o mérito da acusação. Também não há resposta pública da campanha do escritor sobre a suposta contratação das páginas, nem conclusão da investigação da Polícia Federal sobre a proposta de compra do Banco Master. E não está claro se o Tribunal Superior Eleitoral vai abrir procedimento sobre o impulsionamento das publicações.
Candidato afirmou que aliados de Flávio Bolsonaro buscam integrantes da Corte para reduzir a tensão

Candidato do Missão à Presidência comentou sobre crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais e a polarização da disputa pelo governo estadual e fez críticas ao STF.

Candidato do Missão postou vídeo ligando políticos e ministros a Daniel Vorcaro, fundador do caso Master. Leia no Poder360.

Candidato investiu em uma operação do grupo por meio de uma SCP e aparece hoje como credor de R$ 31,5 milhões
