André Esteves projeta eleição presidencial decidida por 51% a 49%
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →O chairman e sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, afirmou em 14 de setembro de 2026, no seminário Brasil Hoje promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo, que a eleição presidencial deve ser decidida por margem estreita, em torno de 51% a 49%, sem que seja possível dizer hoje para qual lado. Ele considerou estatisticamente improvável um desfecho já no primeiro turno e disse que o voto mais provável, entre eleitores com maior propensão a comparecer, está ligeiramente favorável à direita, padrão que teria se repetido nas três últimas disputas presidenciais. Na mesma fala, defendeu ajuste fiscal capaz de levar a Selic de 14% para 7%, propôs uma PEC de transição já em novembro e apontou o risco institucional como sua maior preocupação.
O chairman do BTG Pactual, André Esteves, leu o quadro eleitoral com frieza de mercado: empate técnico, decisão em 51% a 49% e uma vantagem discreta da direita entre os eleitores efetivamente dispostos a votar, padrão observado nas três últimas eleições.
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As coberturas convergem no relato central: a disputa presidencial está virtualmente empatada, o segundo turno tende a terminar em 51% a 49% e o banqueiro enxerga vantagem discreta da direita entre os eleitores mais propensos a votar. Também convergem em que a fala trata o resultado como incerto até o fim.
O chairman do BTG Pactual, André Esteves, disse em seminário em São Paulo que a eleição presidencial de 2026 deve terminar em 51% a 49% no segundo turno, sem favorito definido, e que o voto mais provável hoje pende levemente para a direita. Na mesma fala, defendeu um ajuste fiscal capaz de derrubar a Selic de 14% para 7% e apontou o risco institucional como sua maior preocupação.
O chairman e sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, afirmou em 14 de setembro de 2026 que a eleição presidencial brasileira deve ser decidida por margem estreita, em torno de 51% a 49%, e que ninguém é capaz de dizer hoje para qual lado. A declaração foi feita no seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo. Para o banqueiro, a disputa está virtualmente empatada e é estatisticamente muito difícil que se resolva já no primeiro turno.
Esteves acrescentou que o chamado likely vote, o voto entre os eleitores mais propensos a comparecer, aparece neste momento ligeiramente favorável à direita, padrão que, na leitura dele, se repetiu nas três últimas eleições presidenciais. Ele ponderou ainda que o número de disputas estaduais resolvidas logo no primeiro turno pode alterar o nível de abstenção em cada estado e, por consequência, o desenho do segundo turno nacional.
A fala não se limitou ao prognóstico eleitoral. O banqueiro disse que o principal desafio do próximo governo, seja ele qual for, é completar a estabilização econômica com a redução dos juros. Classificou a Selic em 14% como sufocante para qualquer empresa, inclusive para os bancos, e afirmou que levar a taxa a 7% teria efeito maior sobre a economia do que programas específicos de governo. O caminho, segundo ele, passa pelo equilíbrio fiscal, com corte de despesas e medidas de receita que não ampliem a carga tributária, como a revisão do volume de títulos isentos de imposto. Ele defendeu que o novo governo apresente uma PEC de transição já em novembro, sem esperar janeiro, e disse esperar que o Congresso aprove o que for necessário, como fez com as reformas trabalhista, previdenciária e tributária. Questionado sobre cortes, preferiu falar em bisturi e em eficiência do gasto, criticando regras que obrigam governos locais a destinar recursos a áreas específicas mesmo quando a necessidade da população é outra. Perguntado sobre o maior risco do país, respondeu que o aspecto institucional o preocupa mais do que o econômico, sem citar nomes nem episódios.
A cobertura de centro concentrou-se exatamente nesse arranjo, tratando a previsão eleitoral e a agenda econômica como partes da mesma fala e reproduzindo as citações na íntegra, sem contraditório de economistas de outras correntes. Um dos textos ficou restrito ao prognóstico do segundo turno e à leitura de que o mercado vê vantagem discreta da direita; o outro estendeu o relato aos juros, ao ajuste fiscal, ao investimento privado e ao alerta institucional. Veículos de direita tendem a ler o episódio pela chave econômica, com ênfase na Selic de 14% como trava do investimento, na responsabilidade fiscal como caminho conhecido e na ideia de que cabe ao Estado apenas regular bem para que o setor privado eleve a taxa de investimento dos atuais 16% para mais de 20%. Veículos de esquerda não trataram do seminário até o momento, e a leitura provável desse campo iria na direção oposta: questionaria a autoridade de um banqueiro sem mandato para antecipar resultado eleitoral e pautar o orçamento do próximo governo, lembraria que o próprio setor financeiro é beneficiário direto de juros altos e apontaria que um ajuste que exclui de saída o aumento de tributos concentra o esforço sobre a despesa pública e sobre os pisos legais de áreas sociais.
O que ainda não se sabe é o essencial para julgar as duas partes do discurso. Nenhuma das coberturas informa em que dado se apoia a estimativa de 51% a 49%, nem qual metodologia sustenta a percepção de vantagem da direita entre os eleitores prováveis. Também não há detalhamento das três ou quatro medidas de ajuste que o banqueiro considera suficientes, do tamanho fiscal da revisão dos títulos isentos, nem de qual crise institucional está por trás do alerta que ele apresentou como sua maior preocupação. Sem esses elementos, o prognóstico permanece opinião qualificada de um ator relevante do mercado, e não previsão verificável.
O sócio-fundador do banco de investimentos avalia que disputa terá margem estreita e que é difícil que se resolva no primeiro turno

Chairman do BTG Pactual vê 2º turno praticamente empatado, com “likely vote” ligeiramente favorável à direita. Leia no Poder360.
