Tesouro recompra R$ 31,6 bilhões e mercado reduz tensão após reeleição de Lula
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Dólar a R$ 5,4027 após alta de 8,21% na segunda, com recuo de 0,97% na terça
- Taxa do DI para janeiro de 2029 em 14,76%, referência para o custo do crédito
- Tesouro Nacional recomprou R$ 31,6 bilhões em títulos públicos em dois dias
Onde os lados concordam
As duas coberturas registram que a reeleição de Lula foi seguida de forte queda da bolsa e alta do dólar na segunda-feira, e de um pregão menos tenso na terça.
O que ainda está incerto
- O que Gabriel Galípolo disse na coletiva do Relatório de Estabilidade Financeira
- Qual foi a resposta do governo eleito à queda dos ativos
- Se o Tesouro vai manter as recompras nos próximos dias
O mercado teve um pregão menos tenso na terça-feira, 27, depois de o Ibovespa cair 13,88% e o dólar subir 8,21% no dia seguinte à reeleição de Lula. O Tesouro Nacional recomprou R$ 31,6 bilhões em títulos em dois dias, o dólar recuou 0,97% e a bolsa fechou em baixa de 0,51%.
O mercado financeiro brasileiro teve um pregão menos tenso nesta terça-feira, 27 de outubro, depois do tombo registrado no primeiro dia útil após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Para conter a turbulência, o Tesouro Nacional recomprou R$ 31,6 bilhões em títulos públicos em dois dias. O dólar recuou 0,97%, a taxa do contrato de juros futuros, o DI, para janeiro de 2029 caiu a 14,76%, e a bolsa, que chegou a subir mais de 1% durante o dia, encerrou em baixa de 0,51%.
A recuperação veio depois de uma das sessões mais turbulentas da história recente. Na segunda-feira, 26, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 13,88%, a maior perda percentual desde março de 2020. O dólar disparou 8,21%, para R$ 5,4027, a maior alta diária desde 1999. O circuit breaker da B3, mecanismo que suspende os negócios em quedas bruscas, interrompeu as negociações por 30 minutos logo na abertura. A reação seguiu a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno realizado no domingo, 25.
A cobertura de centro relatou os números dos dois pregões e a atuação do Tesouro sem adjetivar o resultado eleitoral. As matérias atribuíram a onda de vendas à revisão das expectativas de parte do mercado e à preocupação com os rumos da política econômica e fiscal do país, que levou investidores a buscar proteção no dólar. Também registraram que a atenção da terça se dividia entre indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos e a agenda do Banco Central: o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, tinha uma entrevista coletiva marcada sobre o Relatório de Estabilidade Financeira, em Brasília.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda nem de veículos de direita com enquadramento próprio sobre o episódio. Os dois textos do cluster têm tom factual. Por isso, as leituras ideológicas possíveis, de um lado a ênfase na ação do Estado para estabilizar o mercado e, de outro, a cobrança por responsabilidade fiscal, não aparecem atribuídas a nenhum veículo nesta reportagem.
O que ainda não se sabe é o que Galípolo disse na coletiva e se o Banco Central sinalizou alguma medida adicional. As fontes também não informam qual foi a resposta do governo eleito ou da equipe econômica à queda dos ativos, nem se o Tesouro pretende manter as recompras nos próximos dias. Os motivos exatos da melhora da terça, além da atuação do Tesouro, também não foram detalhados no material disponível.
Fontes
O calendário corporativo também traz resultados de empresas relevantes para os mercados globais nesta terça-feira, 26

Tesouro recomprou R$ 31,6 bilhões em títulos públicos em dois dias para conter a turbulência; moeda americana recuou 0,97%, e taxa do DI para janeiro de 2029 caiu a 14,76%
