Dólar sobe após debate presidencial sem Lula enquanto EUA preparam sanções ao Irã
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →O dólar à vista abriu em alta ante o real nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, na faixa de R$ 5,15, depois de recuar 0,93% na sexta-feira, quando fechou a R$ 5,1443. O movimento foi associado a dois fatores: a indefinição da corrida presidencial brasileira, após o primeiro debate ter ocorrido sem Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, e a expectativa por um novo pacote de sanções dos Estados Unidos contra o Irã. O Ibovespa vinha de alta de 1,84%, aos 171.015 pontos, e os preços do petróleo operavam em queda, com o Brent a US$ 93,04 e o WTI a US$ 85,22.
Pelo prisma de direita, o dólar em alta expressa o preço da incerteza. Pesquisas que apontam empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial deixam investidores sem clareza sobre a política econômica de 2027, e essa indefinição cobra prêmio de risco antes de qualquer voto ser depositado.
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As duas coberturas registram o dólar em alta na abertura, na casa de R$ 5,15, e apontam os mesmos dois gatilhos: a indefinição da disputa presidencial brasileira e a espera pelo pacote de sanções dos Estados Unidos contra o Irã, com o Estreito de Ormuz ainda fora de operação normal.
A moeda americana voltou a subir depois de uma sexta-feira de queda, num pregão em que o mercado acompanhou o primeiro debate presidencial sem Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a conversa entre Lula e Donald Trump sobre tarifas e a espera pelo novo pacote de sanções dos Estados Unidos contra o Irã, com o petróleo em queda.
O dólar à vista abriu em alta ante o real nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, cotado na faixa de R$ 5,15. Perto das 9h, a moeda americana avançava 0,06%, a R$ 5,1468, e minutos depois operava com alta de 0,10%, a R$ 5,150 na venda, enquanto o contrato futuro para setembro, o mais negociado na B3, subia 0,25%, a R$ 5,159. O movimento veio depois de uma sexta-feira de queda de 0,93%, quando o dólar fechou a R$ 5,1443, e de alta de 1,84% do Ibovespa, aos 171.015 pontos. Dois vetores foram apontados para explicar a virada: a indefinição da corrida presidencial brasileira e a expectativa por um novo pacote de sanções dos Estados Unidos contra o Irã.
No plano doméstico, o primeiro debate presidencial ocorreu na véspera sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL, os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. Na sexta-feira, 21 de agosto, o Datafolha divulgou levantamento com recortes por segmento e cenários com e sem o pré-candidato Pablo Marçal. Também na sexta-feira, Lula conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que as tarifas americanas aplicadas a produtos brasileiros são infundadas. Trump propôs uma nova rodada de reuniões entre equipes técnicas, cujos detalhes deveriam ser definidos nesta segunda-feira.
No cenário externo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, deve detalhar à imprensa o que descreveu como o conjunto mais duro de medidas já aplicado contra o Irã. Na semana passada, Trump havia anunciado que intensificaria a pressão econômica sobre Teerã e ameaçado punir qualquer país que ajudasse a manter a economia iraniana funcionando. O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu nesta segunda-feira, pela voz do porta-voz Esmaeil Baqaei, que vizinhos que aderirem à campanha americana enfrentarão consequências. No sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, disse ter recebido mensagens de países da região sobre novos arranjos de segurança e cooperação econômica. Com o tráfego pelo Estreito de Ormuz ainda interrompido, os preços do petróleo caíam: o Brent recuava 1,43%, a US$ 93,04, e o WTI cedia 2,11%, a US$ 85,22.
A cobertura de centro relatou o dia de forma descritiva, encadeando cotações, acumulados de semana, mês e ano, o calendário político brasileiro e as declarações oficiais de autoridades iranianas e americanas, sem atribuir responsabilidade a nenhum lado pela alta da moeda. Veículos de direita enfatizaram o componente de risco: descreveram a disputa eleitoral acirrada, com empate técnico apontado em cenários de segundo turno, como fator que adiciona volatilidade, e apontaram a alta global dos juros longos, a preocupação com endividamento soberano e a decisão do Tesouro americano de dobrar as recompras de títulos para US$ 4 bilhões por operação como sinal intervencionista que assustou investidores. Nesse enquadramento, a espera pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole, aparece como a próxima referência para os juros americanos. A cobertura de esquerda não registrou peças sobre este pregão; a leitura habitual desse campo se concentraria no efeito do tarifaço americano sobre exportadores e empregos no Brasil e no impacto do petróleo caro, com o Estreito de Ormuz fechado, sobre o preço de combustíveis e alimentos para as famílias de menor renda.
O que ainda não se sabe é o conteúdo exato das sanções que o governo americano prometeu anunciar, incluindo como pretende punir países que sigam negociando com o Irã. Também não há data definida para a nova rodada de reuniões técnicas entre Brasil e Estados Unidos sobre as tarifas, nem indicação de quando o tráfego pelo Estreito de Ormuz pode ser retomado. Nenhuma das coberturas quantificou quanto da variação do câmbio corresponde ao fator eleitoral e quanto vem do conflito no Oriente Médio.
Na sexta-feira, a bolsa brasileira avançou 1,84%, aos 171.015 pontos. Já a moeda americana recuou 0,93%, cotada a R$ 5,1443.

Disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições presidenciais
