Dólar cai 0,30% a R$ 5,072 e Ibovespa sobe com empate técnico entre Flávio e Lula
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A cobertura de centro mostra um mercado que oscila ao ritmo das pesquisas, enquanto o debate de fundo é quem arca com o ajuste fiscal. A leitura de proteção social destaca o risco das medidas que a equipe de Flávio Bolsonaro estudaria, como limitar o ganho real de benefícios previdenciários e do BPC e acabar com os pisos de saúde e educação, o que Flávio nega.
O dólar fechou em queda de 0,30%, a R$ 5,072, nesta sexta-feira, e o Ibovespa subiu 0,54%, aos 205.430 pontos. Os dois movimentos reverteram a alta do dólar e a queda da Bolsa de quinta-feira, quando a moeda subiu 1,15%, a R$ 5,087. O mercado acompanhou o enfraquecimento global do dólar e o empate técnico nas pesquisas do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula.
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O dólar fechou a R$ 5,072, em queda de 0,30%, e o Ibovespa subiu 0,54%, aos 205.430 pontos, em 16 de outubro. O mercado acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana e o empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula nas pesquisas do segundo turno.
O dólar fechou em queda de 0,30%, a R$ 5,072, nesta sexta-feira (16), e o Ibovespa subiu 0,54%, aos 205.430 pontos. Os dois resultados reverteram o movimento da véspera, quando o dólar avançou 1,15%, a R$ 5,087, e a Bolsa recuou 1,06%, aos 204.324 pontos. A cobertura de centro relatou que o mercado operou entre dois fatores: o enfraquecimento global da moeda americana e o empate técnico nas pesquisas do segundo turno presidencial.
Segundo a cobertura de centro, o analista Leonel Oliveira Matos, da StoneX, atribuiu a queda do dólar à rotação de investimentos para fora dos Estados Unidos, ligada a dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,26% na sexta. Na quinta, a mesma cobertura registrou que o dólar subiu no Brasil na contramão do exterior, com investidores atentos a uma nova pesquisa eleitoral e à notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.
No campo eleitoral, o Datafolha mostrou Flávio Bolsonaro, do PL, com 51% dos votos válidos e Lula, do PT, com 49%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Uma semana antes, a diferença era de quatro pontos, com 52% a 48%. Nos votos totais, Flávio tem 47% e Lula 45%. A pesquisa PoderData apontou 50% para cada um. O segundo turno é em 25 de outubro.
A cobertura de centro explicou que a candidatura de Flávio é associada à expectativa de ajuste fiscal mais rigoroso, um dos fatores da valorização recente da Bolsa e do real. Após o primeiro turno, o Ibovespa superou 200 mil pontos pela primeira vez, o dólar recuou para menos de R$ 5 e os juros futuros caíram mais de 100 pontos-base na semana seguinte. Outro dado do dia foi o IBC-Br de agosto, prévia do PIB do Banco Central, que subiu 0,30% sobre julho, em linha com as projeções.
Há divergências de ênfase sobre a política econômica. Pela cobertura de centro, a equipe de Flávio estuda um ajuste inicial de cerca de 2% do PIB, ou R$ 250 bilhões, com limite ao ganho real de benefícios previdenciários e do BPC e fim dos pisos constitucionais de saúde e educação. Flávio nega que pretenda adotar essas medidas. Leitores que priorizam proteção social tendem a ver nessas medidas o principal risco do ajuste, enquanto leitores que priorizam responsabilidade fiscal enxergam na redução do prêmio de risco o benefício. No material analisado, não houve veículos de esquerda ou de direita com enquadramento próprio; essas leituras são a projeção dos fatos do centro para cada lado.
O que ainda não se sabe é qual será a política econômica de 2027, em especial a trajetória da dívida pública. Também não está claro se o governo anunciará a tarifa zero aos fins de semana nem qual seria o impacto fiscal. Para o economista Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, a continuidade da alta da Bolsa dependerá de maior clareza sobre esses pontos. O resultado do segundo turno segue imprevisível.
Ibovespa caiu 1,06%, com investidores atentos ao cenário eleitoral e a possíveis medidas econômicas do governo, como a proposta de emenda à Constituição da tarifa zero aos fins de semana.
