A inflação anual do Reino Unido subiu para 3,1% em agosto. A alta foi impulsionada pelos preços da gasolina e do diesel e veio em linha com as expectativas dos economistas. É a primeira leitura acima de 3% desde março, quando os preços da energia dispararam com a deflagração da guerra no Irã.
O dado chega às vésperas da decisão de juros do Banco da Inglaterra, o banco central britânico, marcada para quinta-feira. Com a inflação bem acima da meta da instituição, a pressão sobre os preços permanece no centro do debate sobre o rumo da taxa básica.
A cobertura de centro relatou o número dentro de um quadro mais amplo de aperto monetário. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve, o banco central americano, também anunciava sua decisão na mesma quarta-feira. O mercado precificava uma alta de 0,25 ponto percentual, com probabilidade superior a 90%. Seria a primeira elevação desde 2023. A expectativa ganhou força com a persistência da inflação e com o petróleo acima de 100 dólares por barril. O rendimento do título americano de 10 anos superou 5%, o maior nível em 19 anos.
A decisão americana ocorre sob pressão da Casa Branca. Christopher Phelan, presidente do Conselho de Assessores Econômicos, afirmou que seria um erro subir os juros agora e disse que os dados de inflação apontam na direção certa. Na Europa, as bolsas operavam em queda, e o índice FTSE 100, de Londres, recuava 0,75%.
As duas matérias que cobriram o assunto trataram o tema de forma descritiva, com números e sem enquadramento ideológico próprio. Até o momento, nenhum veículo de esquerda nem veículo de direita deu ao caso uma leitura particular. Um dos textos, um boletim de mercados, apresentou inconsistências: descreveu os mercados europeus como em alta enquanto listava todos os índices em queda, e afirmou que o petróleo caía enquanto as cotações mostradas subiam.
Ainda não se sabe qual será a resposta do Banco da Inglaterra na quinta-feira, nem se o Federal Reserve confirmará a alta esperada pelo mercado. A cobertura disponível também não detalhou o peso de cada componente na inflação britânica além dos combustíveis, nem informou o nível atual dos juros no Reino Unido.