Federal Reserve sobe juros dos EUA para a faixa de 3,75% a 4% apesar de Trump
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O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, na primeira alta desde julho de 2023. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado, diante da inflação de 3,4% em agosto e da alta do petróleo. O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que a inflação está alta há muito tempo, e o presidente Donald Trump voltou a cobrar juros mais baixos.
A alta dos juros pelo Federal Reserve encarece o crédito para famílias e empresas, com efeitos que vão das hipotecas aos títulos corporativos, e chega em meio à escalada do conflito com o Irã, que pressiona combustíveis. Para países como o Brasil, a decisão fortalece o dólar e reduz a margem de alívio para quem depende de crédito, já que a diferença de juros com os EUA diminui enquanto a Selic começa a cair.
O Federal Reserve preservou sua independência ao subir os juros para a faixa de 3,75% a 4% mesmo sob pressão pública de Donald Trump e da Casa Branca. Com a inflação acima da meta de 2% desde 2021, o presidente do Fed, Kevin Warsh, priorizou a estabilidade de preços, e o mercado leu a decisão como recuperação de credibilidade, com dólar mais forte e alta das taxas de curto prazo.
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Todas as coberturas relatam a alta unânime de 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4%, a primeira desde julho de 2023, motivada pela inflação acima da meta de 2%, e registram a pressão de Donald Trump por juros menores.
O Federal Reserve elevou por unanimidade os juros dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4%, a primeira alta desde julho de 2023. Kevin Warsh citou a inflação persistente, enquanto Donald Trump cobrou juros de 1% ou menos. A análise compara como a cobertura de cada lado tratou a decisão e seus efeitos.
O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, 16 de setembro, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. É a primeira alta desde julho de 2023. A decisão foi unânime e já era amplamente esperada: momentos antes do anúncio, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 93% de chance de aumento.
Em comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica segue em expansão sólida, com gastos domésticos resilientes, produtividade forte e mercado de trabalho estável. Reconheceu, porém, que a inflação continua elevada e disse que a decisão contribuirá para um retorno mais rápido à meta de 2%. Em agosto, a inflação americana chegou a 3,4% em doze meses, puxada pelos combustíveis, num momento de nova escalada do conflito entre Washington e Teerã e de petróleo acima de 100 dólares o barril. A economia criou 162 mil vagas no mês, bem acima das 55 mil esperadas.
Nas projeções divulgadas junto com a decisão, a mediana dos dirigentes para os juros em 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, o que indica mais uma alta ainda neste ano. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou em entrevista coletiva que a inflação está muito alta há muito tempo. Questionado sobre como explicaria a decisão a Donald Trump, respondeu que não tinha nada a discutir com o presidente.
A pressão política é o pano de fundo da decisão. Trump vinha cobrando publicamente juros menores e, no domingo anterior, disse que nenhum país deveria ter taxas inferiores às americanas. Depois do anúncio, afirmou que os juros deveriam estar em 1% ou menos.
A cobertura de centro, que concentrou a maior parte das matérias, destacou a leitura do mercado de que o tom duro de Warsh recuperou parte da credibilidade do Fed, abalada pela decisão de julho, e detalhou as projeções e a avaliação de economistas de bancos estrangeiros. Esses textos também explicaram o efeito sobre o Brasil: dólar mais forte e pressão sobre ativos de risco. Veículos de esquerda reproduziram o texto de agência sobre a decisão e acrescentaram o paralelo com a Selic, cuja queda para 13,75% era esperada no mesmo dia, o que reduziria a diferença de juros entre os dois países para 9,75 pontos percentuais. Veículos de direita, com foco em mercado, acompanharam a expectativa antes do anúncio e registraram a posição da Casa Branca, expressa por Christopher Phelan, presidente do Conselho de Assessores Econômicos, para quem subir os juros seria um erro.
O que ainda não se sabe é se o Fed vai de fato promover nova alta em dezembro, como parte dos analistas passou a projetar, e se Trump vai além das críticas verbais contra o banco central. Também não está claro qual será o efeito prático sobre o câmbio e o fluxo de capital para o Brasil nas próximas semanas.
Há uma expectativa generalizada de que o Fed suba as taxas nesta quarta-feira pela primeira vez em três anos

O Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, aumentou a taxa básica de juros nesta quarta-feira (16) em 0,25 ponto percentual


Aperto de 0,25 ponto percentual, 3,75% a 4% ao ano, foi amplamente precificado pelo mercado nos últimos dias

Em seu comunicado, o BC dos EUA afirmou que a inflação continua elevada e a atividade, em ritmo sólido, e que a decisão “favorecerá um retorno mais rápido à meta de 2%”

Por conta de inflação e efeitos da Guerra do Irã, taxa dos EUA sofre o primeiro aperto em três anos

O mercado precifica uma alta de 0,25 ponto percentual, que seria a primeira elevação da taxa de juros desde 2023
