Boeing leva contrato de US$ 20 bilhões para caça da Marinha dos EUA
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, anunciou na noite de 29 de setembro que a Boeing venceu a Northrop Grumman na disputa pelo F/A-XX, o futuro caça de sexta geração da Marinha americana. O contrato de desenvolvimento é estimado em US$ 20 bilhões e inclui aeronaves de teste. Com ele, a Boeing passa a desenvolver os dois caças americanos de sexta geração, já que em 2025 ganhou o F-47 da Força Aérea.
Pelo prisma da direita, a escolha da Boeing reforça a capacidade de dissuasão dos Estados Unidos diante da China, que já testa ao menos dois modelos de caça de sexta geração. A concentração dos dois programas numa só fabricante pode gerar ganhos de escala e comunalidade de componentes, mas exige cobrança de resultados de uma empresa com entregas atrasadas.
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O Pentágono anunciou que a Boeing venceu a Northrop Grumman na disputa pelo F/A-XX, o caça de sexta geração da Marinha americana, em contrato de desenvolvimento estimado em US$ 20 bilhões. O projeto havia sido engavetado no orçamento de Donald Trump e foi recuperado pelo Congresso.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, anunciou na noite de terça-feira, 29 de setembro, que a Boeing venceu a disputa pelo novo caça de sexta geração da Marinha americana. O programa, chamado F/A-XX, tem contrato de desenvolvimento estimado em US$ 20 bilhões. A derrotada foi a Northrop Grumman. A Lockheed Martin já havia sido desqualificada no ano passado.
Com a vitória, a Boeing passa a desenvolver os dois caças americanos de sexta geração. Em 2025, a empresa já havia ganhado o contrato do F-47, o novo caça de superioridade aérea da Força Aérea. O valor agora anunciado cobre a fase de desenvolvimento, com aeronaves de teste e integração de sistemas e armas. A produção em série deve vir depois, com entrada em operação prevista para a década de 2030.
As duas coberturas convergem nos dados técnicos. O caça vai operar em porta-aviões, deve substituir aos poucos os F/A-18E/F Super Hornet e voar ao lado do F-35C. A Marinha busca maior alcance para atuar a grandes distâncias, furtividade ao radar, guerra eletrônica e a capacidade de coordenar drones guiados por inteligência artificial. Também há acordo de que o projeto quase não saiu. Houve dúvida sobre a capacidade da indústria americana de tocar dois caças ao mesmo tempo, mas o Congresso manteve os recursos.
Até o momento, dois veículos cobriram o caso, e os dois em tom descritivo. A cobertura de centro foi mais crítica e contextual. Relatou que o presidente Donald Trump, em seu primeiro orçamento militar do mandato, havia engavetado o projeto para concentrar o investimento no F-47, e que pressão bipartidária no Congresso o recuperou. Destacou ainda dúvidas do mercado sobre a capacidade industrial da Boeing: a entrega do novo avião presidencial Air Force One foi adiada de 2024 para 2028, e o avião de reabastecimento KC-46 já custou US$ 8 bilhões à empresa em problemas técnicos. Esse texto também situa o programa na disputa com a China, que tem ao menos dois modelos de sexta geração em testes.
O veículo de direita que cobriu o caso se concentrou nas especificações e no papel da aeronave na frota. Não abordou os problemas de contratos anteriores da Boeing nem o fato de o projeto ter sido cortado pelo próprio governo Trump. Veículos de esquerda não cobriram o assunto até agora.
Ainda não se sabe quantos F/A-XX a Marinha pretende comprar nem qual será o custo total do programa, que vai superar o valor contratado. O nome do avião não foi escolhido. Também não há previsão sobre a venda dos novos caças a países aliados.

A Boeing venceu a disputa com a Northrop Grumman e recebeu um contrato de mais de US$ 20 bilhões para
