BTG/Nexus: 50% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em julho de 2026, uma do BTG Pactual/Nexus e outra da Genial/Quaest, mediram a rejeição dos pré-candidatos à Presidência da República em 2026. Os dois levantamentos mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) com o maior índice de rejeição entre os nomes de peso e o presidente Lula (PT) à frente nas simulações de primeiro e segundo turno.
Veículos de esquerda destacam que, apesar da polarização, Lula mantém vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro nas duas pesquisas, com desempenho especialmente forte entre mulheres, eleitores de baixa renda e pessoas sem religião — grupos historicamente sensíveis a pautas de proteção social e direitos coletivos.
Veículos de direita reconhecem os mesmos números, mas enquadram o cenário como uma disputa equilibrada e desgastante para os dois lados: Lula também carrega rejeição elevada (46% a 50%) apesar da máquina do governo, e a alta recente do presidente é associada a fatores externos, como o anúncio de possíveis sanções dos Estados Unidos ao Brasil, e não a um ganho de confiança genuíno.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita convergem em que Flávio Bolsonaro é o pré-candidato mais rejeitado entre os nomes de peso e que Lula lidera as duas pesquisas no primeiro e no segundo turno, embora dentro ou perto da margem de erro.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em julho de 2026 mostram um quadro de forte rejeição tanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República. O levantamento BTG Pactual/Nexus, divulgado em 13 de julho, apontou que 50% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, contra 46% que rejeitam Lula. Dois dias depois, a pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 15 de julho, elevou a rejeição a Flávio Bolsonaro para 57%, o maior índice entre os pré-candidatos, enquanto Lula aparece com 50% de rejeição.
Os números convergem em um ponto: Flávio Bolsonaro segue como o pré-candidato mais rejeitado entre os nomes de peso, atrás apenas do deputado federal Aécio Neves no levantamento BTG/Nexus. As duas pesquisas também mostram Lula à frente no primeiro turno e com vantagem no segundo turno simulado contra o senador, ainda que dentro ou próximo da margem de erro de dois pontos percentuais. Ambos os institutos ouviram cerca de 2.000 eleitores e as pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de esquerda destacaram, a partir dos mesmos dados do BTG/Nexus, que Lula abre 16 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre as eleitoras mulheres, grupo que representa mais da metade do eleitorado segundo o TSE, e que o presidente também lidera quando o quesito é a capacidade de garantir direitos das mulheres. A cobertura de centro relatou de forma comparativa a rejeição de todos os pré-candidatos, do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Joaquim Barbosa (DC), sem atribuir causas às oscilações. Já veículos de direita, ao reproduzirem os números da Genial/Quaest, associaram a alta recente de Lula no primeiro turno ao anúncio de possíveis novas sanções dos Estados Unidos ao Brasil e mencionaram que o desgaste de Flávio Bolsonaro pode estar ligado ao atrito público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, tema também presente em outro levantamento da própria Quaest.
Entre os homens, o cenário se inverte em relação às mulheres: Flávio Bolsonaro lidera com folga, o que mantém a corrida apertada no comparativo geral de segundo turno. Por renda, Lula domina entre os eleitores de menor poder aquisitivo, enquanto Flávio Bolsonaro cresce nas faixas de renda mais alta. Por religião, o presidente lidera entre católicos e pessoas sem religião, e o senador tem vantagem expressiva entre evangélicos.
O que ainda não está claro é até que ponto o desgaste de imagem de Flávio Bolsonaro decorre de fatores conjunturais, como o racha com Michelle Bolsonaro e as restrições de visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, impostas pelo Supremo Tribunal Federal, ou reflete uma rejeição mais estrutural ao seu nome como sucessor da direita. As pesquisas também não esclarecem se outros nomes hoje com rejeição bem menor, como Caiado e Romeu Zema, teriam desempenho equivalente caso ganhassem exposição nacional semelhante à de Flávio Bolsonaro.

Pesquisa reforça cenário polarizado nas eleições para Presidente da República em outubro

BTG/Nexus mostra Lula 16 pontos à frente de Flávio Bolsonaro entre mulheres; senador tem rejeição de 50% no levantamento.

