Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra boato sobre padroeira do Brasil
3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, obteve no Tribunal Superior Eleitoral decisão do ministro André Mendonça para retirar do ar mais de mil publicações que afirmavam que ele pretenderia tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação é falsa e não há projeto em tramitação no Congresso com esse objetivo. Monitoramento apresentado pela própria campanha aponta como origem uma publicação do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada, feita na noite de 23 de setembro. No dia seguinte, um comentário exibido em canal de televisão afirmou que grupos evangélicos se mobilizavam contra o título, e a emissora se retratou horas depois. A campanha também apresentou notícia-crime e pediu a prisão preventiva de George Marques, coordenador da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que teria republicado post estimulando a manutenção do boato. A Secretaria afirmou que as alegações não procedem.
Uma mentira sobre fé foi fabricada e distribuída em rede contra o candidato do Partido Liberal à Presidência, e a Justiça Eleitoral reconheceu o abuso ao mandar remover mais de mil publicações. O levantamento entregue ao Tribunal Superior Eleitoral mostra que a primeira postagem partiu do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, do perfil Dilma Bolada, ligado historicamente ao PT e nomeado para cargo público no atual governo, e que outros perfis replicaram a acusação em minutos, com peças ilustradas por inteligência artificial.
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5 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
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Mais de mil publicações foram retiradas do ar por ordem da Justiça Eleitoral, o que afeta usuários comuns que compartilharam o conteúdo. Um servidor federal responde a pedido de prisão preventiva por uma republicação em perfil pessoal. A campanha listou 29 perfis como disseminadores, e o precedente vale para o restante da disputa presidencial de 2026.
A cobertura de direita trata o episódio como campanha coordenada de desinformação religiosa alimentada por perfis governistas e por um servidor do Planalto, e cobra responsabilização criminal. A cobertura de centro registra a mesma cronologia como alegação da campanha e dá espaço à resposta oficial, segundo a qual a republicação foi ato pessoal e o pedido de prisão é arbitrário, com risco de censura. A divergência de fundo é sobre a proporcionalidade da resposta judicial, não sobre a falsidade do conteúdo.
Toda a cobertura converge em que a informação é falsa: não existe projeto em tramitação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o texto citado nas redes foi apresentado em 2007 por outro parlamentar e arquivado em 2008, a emissora que exibiu o comentário se retratou, e o Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção das publicações.
Não há confirmação independente de que a propagação foi coordenada, já que o monitoramento é da própria campanha e não passou por auditoria externa. Também não se sabe o desfecho da notícia-crime apresentada ao procurador-geral eleitoral, nem se o pedido de prisão do servidor será acolhido, nem quantos dos perfis listados serão alvo de medidas.
A campanha de Flávio Bolsonaro levou ao Tribunal Superior Eleitoral o boato de que o candidato pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação é falsa, a emissora que a amplificou se retratou e mais de mil publicações foram removidas. O caso agora envolve pedido de prisão de um servidor da Presidência.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, obteve no Tribunal Superior Eleitoral uma decisão do ministro André Mendonça para retirar do ar publicações que afirmavam que ele pretenderia tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Segundo a equipe do candidato, mais de mil posts foram alcançados pela ordem. A informação é falsa. Não há projeto em tramitação no Congresso Nacional com esse objetivo, e o senador negou publicamente qualquer intenção nesse sentido.
O monitoramento de redes sociais apresentado pela própria campanha à Justiça Eleitoral aponta como origem uma publicação feita às 21h50 de quarta-feira, 23 de setembro, pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada, que ficou conhecido no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Seis minutos depois, outro usuário afirmou que o senador enfrentaria pressão de apoiadores evangélicos para mudar o título. No dia seguinte, um comentário exibido em um canal de televisão sustentou que parte dos evangélicos articulava uma proposta com esse teor e associou o tema à candidatura. Horas mais tarde, a emissora reconheceu o erro e se retratou. O projeto de lei citado nas redes como prova existe, mas foi apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado Victório Galli e arquivado em agosto de 2008, por parecer que apontou falta de amparo constitucional. Ele nunca teve relação com o senador.
A cobertura de centro relatou a cronologia com atribuição explícita, registrou que o levantamento foi produzido pela equipe do candidato e reproduziu a resposta oficial do governo. Foi por esse caminho que veio o outro lado do caso: a campanha pediu na sexta-feira, 25, a prisão preventiva e busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, sob a alegação de que ele republicou um post orientando usuários a ignorar a retratação e a manter o assunto circulando. Em nota, a Secretaria afirmou que as alegações não procedem, disse que a manifestação foi pessoal, fora do expediente e em equipamento próprio, chamou o pedido de prisão de injusto e arbitrário e manifestou preocupação com o que classificou como patrulhamento e censura.
Veículos de direita enfatizaram a dimensão de responsabilização: destacaram a retratação da emissora, a lista de 29 perfis apontados como disseminadores, o histórico do influenciador ligado ao PT e nomeado para cargo público no atual governo, e a presença de um servidor do Palácio do Planalto na cadeia de propagação. Nessa leitura, o caso é uma campanha estruturada de desinformação religiosa contra um candidato, com uso da máquina de comunicação pública. Veículos de esquerda não registraram o episódio no material reunido até agora, e a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, recai sobre a proporcionalidade da reação: remoção em bloco de mais de mil publicações e pedido de prisão preventiva por uma republicação em perfil pessoal levantam a questão da liberdade de expressão em período eleitoral, sobretudo porque a lista de acusados nasce de um monitoramento feito por parte interessada.
O que ainda não se sabe é decisivo. Nenhuma autoridade confirmou de forma independente que houve ação coordenada, e o monitoramento que sustenta essa tese não passou por auditoria externa. Não há decisão sobre a notícia-crime apresentada ao procurador-geral eleitoral nem sobre o pedido de prisão do servidor. Também não foi divulgado quantos dos perfis listados serão efetivamente alvo de medidas, e o influenciador apontado como origem não respondeu às tentativas de contato, tendo apenas reafirmado em comentário o teor da própria publicação.
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