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Encerrado às 19h de sábado, 15 de agosto de 2026, o prazo de registro de candidaturas tornou públicas as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral. Na disputa presidencial, Ronaldo Caiado, do PSD, declarou R$ 52,56 milhões, e o candidato a vice, Gilberto Kassab, informou R$ 21 milhões, somando R$ 73,5 milhões na chapa. Nas disputas ao Senado, Marina JHC, do PSDB, declarou R$ 47,04 milhões em Alagoas, com quase 89% do total em participações societárias; Lahesio Bonfim, do Novo, declarou R$ 3,67 milhões no Maranhão, R$ 936,9 mil a menos que em 2022; e Túlio Gadêlha, do PSD, declarou R$ 1,31 milhão em Pernambuco, alta de 148% sobre 2022. No Pará, o candidato ao governo Daniel Santos, do Podemos, declarou R$ 4 milhões, e sua mulher, a deputada federal Alessandra Harber, informou R$ 2,6 milhões.
Com o encerramento do prazo de registro de candidaturas, em 15 de agosto de 2026, as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral ficaram públicas. Os números vão de R$ 1,3 milhão a R$ 52,5 milhões entre candidatos à Presidência, ao Senado e a governos estaduais, e revelam saltos patrimoniais de até 148% desde a eleição anterior.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto amarra a declaração patrimonial a um episódio de vida privada já noticiado, escolha de enquadramento que serve à moralização da candidatura adversária, padrão típico da cobertura de esquerda sobre políticos de partidos do centro-direita. O corpo confirma o título (R$ 4 milhões declarados, vídeo vazado em julho, decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará em 31 de julho), mas a matéria trata os valores como apêndice do escândalo, sem comparação histórica de patrimônio nem contraditório atualizado.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto de registro público sem vocabulário valorativo: lista bem a bem, compara com a declaração de 2022 e nomeia os onze concorrentes às duas vagas do Senado maranhense. Não sugere ilicitude nem defende o candidato, apenas expõe a variação patrimonial e o encerramento do prazo de registro.
Veículos com viés à direita
A apuração é sólida e numérica, mas o enquadramento desloca o eixo do crescimento patrimonial para a agenda programática da chapa: metade do texto detalha o plano de governo, a proposta de emenda constitucional para acabar com a reeleição no Executivo e a defesa do distrital misto, apresentadas sem contraponto. A ênfase em reforma institucional e a ausência de cobrança sobre a variação de 111% caracterizam enquadramento de direita.
O encerramento do prazo de registro de candidaturas para as eleições de 2026, às 19h de sábado, 15 de agosto, abriu à consulta pública as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral. Os números tornaram visível uma distância patrimonial larga entre concorrentes de um mesmo pleito, do candidato que informou pouco mais de R$ 1 milhão ao que declarou mais de R$ 52 milhões.
Na corrida presidencial, Ronaldo Caiado, do PSD, declarou R$ 52,56 milhões, e o candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, informou R$ 21 milhões, somando R$ 73,5 milhões na chapa. A composição do patrimônio de Caiado inclui R$ 36,21 milhões em outros bens imóveis, R$ 10,49 milhões em rebanho, R$ 4,29 milhões em aplicações e investimentos e R$ 1,01 milhão em quotas de capital. Em 2022, quando disputou e venceu o governo de Goiás, ele havia declarado cerca de R$ 25 milhões, o que representa alta de 111%. Kassab declarou R$ 5,1 milhões em 2008, na última vez em que concorreu diretamente a um cargo eletivo, valor cerca de 311% menor que o atual.
Nas disputas ao Senado, os contrastes se repetem. Em Alagoas, Marina JHC, do PSDB, declarou R$ 47,04 milhões, sendo R$ 42,02 milhões em participações societárias, quase 89% do total, além de seis apartamentos que somam R$ 3,59 milhões, três veículos de R$ 704 mil e R$ 180 mil em dinheiro em espécie. É a primeira eleição disputada por ela, o que impede comparação com pleitos anteriores. Em Pernambuco, Túlio Gadêlha, do PSD, declarou R$ 1,31 milhão, alta de 148% sobre os R$ 528 mil de 2022, com a maior parte em fundos de investimento, um apartamento financiado no Recife e dois carros. No Maranhão, Lahesio Bonfim, do Novo, declarou R$ 3,67 milhões, R$ 936,9 mil a menos que em 2022, com a Fazenda Água Bonita avaliada em R$ 1,25 milhão e um rebanho que subiu de 214 para 400 cabeças, mas caiu de R$ 642 mil para R$ 435 mil em valor declarado. No Pará, o candidato ao governo Daniel Santos, do Podemos, declarou R$ 4 milhões em carros, imóveis e terrenos, e sua mulher, a deputada federal e candidata à reeleição Alessandra Harber, informou R$ 2,6 milhões, dos quais R$ 125 mil em espécie.
Toda a cobertura converge em três pontos: os valores vêm do pedido de registro apresentado à Justiça Eleitoral, o prazo legal se encerrou no sábado e as declarações são autodeclaratórias, com avaliação atribuída pelo próprio candidato. Também há consenso sobre a existência de saltos patrimoniais expressivos entre uma eleição e outra em vários casos.
A divergência está no que cada lado faz com esses números. Veículos de esquerda enfatizaram o ângulo do enriquecimento durante o exercício de mandato e a distância entre a riqueza declarada por quem disputa o poder e a renda da população, tratando a transparência da Justiça Eleitoral como insuficiente sem fiscalização efetiva; parte dessa cobertura ainda ligou a declaração patrimonial de um candidato ao vazamento de um vídeo íntimo ocorrido em julho, episódio que levou o Tribunal Regional Eleitoral do Pará a determinar, em 31 de julho, que a Meta removesse sete publicações no Instagram e mantivesse indisponíveis reproduções equivalentes. A cobertura de centro se concentrou no detalhamento item a item dos bens, na série histórica de declarações anteriores e na busca por resposta dos candidatos, com registro explícito quando não houve retorno. Veículos de direita destacaram a origem produtiva do patrimônio, imóveis e rebanho no caso do candidato presidencial, e deram espaço à agenda programática apresentada na mesma semana, incluindo a proposta de emenda constitucional para acabar com a reeleição no Executivo e a defesa do sistema distrital misto.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das coberturas apresentou explicação dos candidatos para as variações mais acentuadas, nem cruzou os valores declarados com rendimentos formais, declarações de imposto de renda ou contratos públicos. Não há identificação das empresas que respondem pelos R$ 42,02 milhões em participações societárias declarados em Alagoas, nem detalhamento da composição dos R$ 21 milhões do candidato a vice-presidente. Também não se sabe se a Justiça Eleitoral abrirá qualquer procedimento de verificação sobre a evolução patrimonial dos registrados, nem quando os registros de candidatura serão julgados.
Todos os lados tratam como legítima e obrigatória a publicidade das declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, e reconhecem que os valores são autodeclarados pelos próprios candidatos. Há convergência também sobre os números centrais: R$ 52,56 milhões de Ronaldo Caiado, R$ 21 milhões de Gilberto Kassab, R$ 47,04 milhões de Marina JHC, R$ 3,67 milhões de Lahesio Bonfim e R$ 1,31 milhão de Túlio Gadêlha.

Dr. Daniel Santos, candidato do Podemos ao governo do Pará, declarou R$ 4 milhões em bens; sua mulher informou patrimônio de R$ 2,6 milhões

Patrimônio declarado pelo candidato do Novo caiu R$ 936 mil em relação a 2022, quando disputou o governo do Maranhão, mas não foi eleito.

Ronaldo Caiado declara R$ 52,5 milhões em bens ao TSE, alta de 111% desde 2022; Gilberto Kassab informa patrimônio de R$ 21 milhões.

Marina JHC, candidata ao Senado por Alagoas, informou patrimônio de R$ 47 milhões ao TSE, com a maior parte dos bens concentrada em participações societárias e imóveis.

Dados do Divulgacand, do TSE, mostram crescimento de 148% no patrimônio do candidato desde 2022, quando ele foi eleito deputado federal pela segunda vez.
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Perspectivas omitidas
Descrição neutra do pedido de registro: participações societárias, seis apartamentos, três veículos, aplicações e dinheiro em espécie, sem adjetivação. Registra expressamente que procurou a candidata e não obteve resposta, o que evidencia tentativa de contraditório e não enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Reportagem de série histórica: recupera as declarações de 2012, 2014, 2018 e 2022 para dimensionar a alta de 148%, publica a nota da campanha afirmando compatibilidade com os rendimentos e ainda abre os valores dos suplentes. Não há vocabulário valorativo nem insinuação de irregularidade.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas



