Abelardo de la Espriella ordena militarização de Cúcuta após onda de violência
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Veículos de esquerda publicaram o despacho de agência sobre a ordem de Abelardo de la Espriella de militarizar Cúcuta, com linha fina que apresenta o presidente como de direita e destaca a ofensiva dele contra acampamentos guerrilheiros. O corpo do texto é factual e não avalia a medida.
A cobertura de centro relatou que o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou na quinta-feira, 29 de outubro, a militarização temporária de Cúcuta, principal cidade na fronteira com a Venezuela, após o assassinato de um aspirante a prefeito e um atentado que feriu quatro policiais. O texto destacou que é a segunda cidade militarizada desde a posse, em agosto.
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2 fontes políticas
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Veículos de esquerda e de centro publicaram o mesmo relato de agência: a militarização de Cúcuta é temporária, foi motivada pelo assassinato de um aspirante a prefeito e por um atentado que feriu quatro policiais, e é a segunda do governo, depois de Santa Marta.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou em 29 de outubro a militarização temporária de Cúcuta, principal cidade na fronteira com a Venezuela, depois do assassinato de um aspirante a prefeito e de um atentado com explosivos que feriu quatro policiais. É a segunda cidade militarizada desde a posse, em agosto.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou na quinta-feira, 29 de outubro, a militarização temporária de Cúcuta, a principal cidade do país na fronteira com a Venezuela. A decisão veio depois de uma onda de violência e de assassinatos atribuídos a grupos ilegais. Nos dias anteriores, a cidade registrou o assassinato de um aspirante a prefeito e um atentado com explosivos que deixou quatro policiais feridos.
"Ordeno a militarização imediata de Cúcuta. Será temporária, enquanto estabilizamos a ordem pública", declarou o presidente, referindo-se à capital do departamento de Norte de Santander. Segundo ele, a polícia e o Exército foram mobilizados na cidade.
Os dois textos analisados reproduzem o mesmo despacho de uma agência internacional e convergem nos detalhes. Cúcuta é a segunda cidade militarizada por De la Espriella desde que ele assumiu o poder, em agosto. A primeira foi Santa Marta, cidade litorânea e turística, depois de uma onda de ataques a estabelecimentos comerciais e veículos promovida por um grupo do narcotráfico no mês anterior. A região de fronteira com a Venezuela é reduto de grupos guerrilheiros, como o Exército de Libertação Nacional e dissidentes da extinta guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, que disputam a receita do narcotráfico e da mineração ilegal.
A cobertura de centro relatou o fato com ênfase na sequência de cidades militarizadas, destacando na linha fina que Cúcuta é a segunda desde a posse do presidente. Veículos de esquerda publicaram o mesmo relato, mas destacaram na linha fina que o presidente de direita promove uma ofensiva contra acampamentos guerrilheiros. Os dois textos registram que essa ofensiva, em meio à pior crise de violência da última década no país, já deixou dezenas de mortos, entre eles oito menores. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Os dois textos se limitam à versão do governo. Nenhum deles traz a avaliação de autoridades locais de Cúcuta, de moradores, de organizações de direitos humanos ou de críticos da medida, nem menciona reação do governo venezuelano.
Até a madrugada de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia informação sobre o efetivo de policiais e militares enviado a Cúcuta, sobre o prazo da militarização nem sobre os critérios que definiriam a estabilização da ordem pública. Também não havia detalhes sobre a autoria do assassinato do aspirante a prefeito e do atentado contra os policiais.
O presidente de direita promove uma ofensiva contra acampamentos guerrilheiros

Cúcuta é segunda cidade militarizada desde que Abelardo De la Espriella assumiu poder
