Javier Milei é exceção na América do Sul e não reconhece reeleição de Lula
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FK%2Fu%2FIjgCZsQvmhQNWBRfOVjw%2Ffotojet-4-.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FK%2Fu%2FIjgCZsQvmhQNWBRfOVjw%2Ffotojet-4-.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
O presidente da Argentina, Javier Milei, era até segunda-feira o único líder sul-americano que não havia reconhecido a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que venceu o senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 51,79% dos votos válidos. No Brasil, o deputado Nikolas Ferreira disse ser impossível reconhecer a eleição, sem apresentar provas, enquanto a direção do PL reformulou sua nota e passou a reconhecer o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A contestação da reeleição de Lula perdeu força dentro da própria direita: o PL, presidido por Valdemar Costa Neto, apagou a primeira nota e reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral, menos de 24 horas depois de Flávio Bolsonaro anunciar que tentaria anular a eleição. No exterior, Javier Milei ficou isolado como o único presidente sul-americano a não reconhecer a vontade das urnas.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos contra Flávio Bolsonaro. Até segunda-feira, Javier Milei era o único presidente da América do Sul a não reconhecer o resultado. No Brasil, Nikolas Ferreira contestou a eleição sem provas, e o PL passou a reconhecer a decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
O presidente da Argentina, Javier Milei, era até a segunda-feira (26) o único chefe de Estado da América do Sul que ainda não havia reconhecido a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno realizado no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%, segundo os dados finais do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Foram 64,2 milhões de votos para o petista e 59,8 milhões para o senador.
O silêncio de Milei contrasta com a reação da maior parte da região. Os presidentes da Bolívia, do Chile, da Colômbia, do Equador, da Guiana, do Paraguai, do Peru, do Suriname, do Uruguai e da Venezuela se manifestaram sobre o resultado. Entre eles estão líderes de direita que tiveram apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o chileno José Antonio Kast, o equatoriano Daniel Noboa e o colombiano Abelardo de La Espriella. Este último apoiou publicamente a campanha de Flávio, mas estendeu a mão para que os dois países continuem cooperando. Milei também apoiou Flávio e chamou Lula de ladrão corrupto às vésperas da votação.
No Brasil, a oposição se dividiu. Na noite de domingo, Flávio declarou que não reconheceria o resultado e anunciou uma tentativa de anular a eleição, com base na prorrogação do horário de votação das 17h para as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. A prorrogação foi decidida após relatos de problemas no transporte público, e as duas campanhas haviam pedido a ampliação em locais afetados. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não provocou nenhuma alteração no resultado. Na segunda-feira, Flávio mudou de estratégia e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin, por suposto abuso de poder político e econômico.
O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, classificou a vitória como inacreditável e disse ser impossível reconhecer a eleição até que tudo seja esclarecido, sem apresentar provas de interferência. Já a direção nacional do PL, presidida por Valdemar Costa Neto, apagou uma primeira nota e publicou outra em que reconhece o resultado proclamado pelo TSE, sem parabenizar Lula e mantendo críticas à campanha petista.
A cobertura de centro concentrou-se no isolamento de Milei e no peso da relação bilateral. Em 2025, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, com mais de 12,8 bilhões de dólares, e a maior origem das importações do país vizinho, com 18,4 bilhões. Esses veículos relembraram a escalada de agosto, quando Milei chamou Lula de presidiário na convenção do PL e o Itamaraty convocou o embaixador argentino. A cobertura de centro registrou ainda que Nikolas recorreu a pesquisas que ele próprio havia criticado após o primeiro turno.
Veículos de esquerda destacaram o recuo do PL como sinal de que a contestação perdeu força entre aliados e advogados, que apontaram fragilidade jurídica na tentativa de anulação, e sublinharam que as acusações de abuso de poder ainda dependem de comprovação. Veículos de direita não publicaram cobertura própria do episódio entre as fontes reunidas nesta história, o que deixa sem registro direto a leitura desse campo sobre o resultado.
Ainda não se sabe se Milei vai se manifestar sobre a vitória de Lula, nem se o pedido de cassação será de fato apresentado à Justiça Eleitoral e com quais provas. O PL também não detalhou quais questionamentos sobre o processo eleitoral pretende ver esclarecidos.
A direção nacional do PL mudou de posição nesta segunda-feira (26) e reconheceu formalmente a reeleição de Lula (PT), depois de retirar das redes sociais uma

Presidentes da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela se manifestaram sobre o resultado das eleições do último domingo.

Deputado mineiro questionou resultado das urnas e criticou decisão do STF que prorrogou horário de votação em todo o país
