Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno por 4,4 milhões de votos
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Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito presidente no segundo turno de 25 de outubro de 2026, com vantagem de 4,4 milhões de votos sobre o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e conquista o quarto mandato. As últimas pesquisas Datafolha e Quaest indicavam empate técnico, com Flávio numericamente à frente por 51% a 49% dos votos válidos. A votação foi estendida após denúncias de problemas no transporte, e o mapa por bairros no Triângulo Mineiro mostrou eleitorado dividido.
Pelo prisma da esquerda, a reeleição de Lula para o quarto mandato é uma virada inédita construída pela mobilização popular, sobretudo no Nordeste, contra pesquisas que davam vantagem numérica a Flávio Bolsonaro.
Pelo prisma da direita, a eleição chegou ao segundo turno com Flávio Bolsonaro numericamente à frente nas pesquisas e com previsões otimistas, como a de Eduardo Cunha, de vitória por 3,4 milhões de votos.
8 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente no segundo turno de 25 de outubro de 2026, com 4,4 milhões de votos à frente de Flávio Bolsonaro. As últimas pesquisas Datafolha e Quaest davam empate técnico, com o senador do PL numericamente à frente, e a votação foi estendida por decisão do ministro Cristiano Zanin.
Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, foi reeleito presidente da República no segundo turno realizado em 25 de outubro de 2026. Ele derrotou o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, com vantagem de 4,4 milhões de votos, e chega ao quarto mandato. O resultado reverteu a desvantagem que o petista tinha no primeiro turno.
A disputa chegou às urnas indefinida. As últimas pesquisas Datafolha e Quaest, divulgadas na véspera, apontavam Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Não houve pesquisa nacional de boca de urna, porque os institutos deixaram de fazê-la diante da rapidez da apuração oficial. Os primeiros boletins vieram do exterior, onde Flávio liderava graças à votação no Japão, enquanto Lula vencia na Austrália, na Nova Zelândia e na China. A votação foi estendida em todo o país por decisão do ministro Cristiano Zanin, após denúncias de problemas no transporte, o que atrasou a divulgação dos resultados.
Entre os dois turnos, segundo os números do resultado, Lula somou mais de 10 milhões de votos, e Flávio, 3,72 milhões a mais. A virada passou por Minas Gerais, por grandes colégios eleitorais do Sudeste e pelo reforço da liderança no Nordeste. No Triângulo Mineiro, o mapa por bairros mostrou um eleitorado dividido: em Uberaba, cada candidato venceu em 13 bairros, e em Uberlândia Flávio liderou em 43 de 59, com Lula mais forte nas regiões oeste e norte.
A cobertura de centro concentrou-se nos números: pesquisas, metodologia, horários de apuração e mapas de votação, além do papel da mobilização digital, com a reorganização da campanha petista nas redes depois do primeiro turno. Veículos de esquerda destacaram o Nordeste como base da vitória e trataram o vídeo do deputado Nikolas Ferreira sobre a região como um desastre, que teria provocado reação espontânea de milhares de nordestinos. Esses veículos afirmaram que a campanha de Flávio responsabilizou o deputado pelo desempenho na região, sem apresentar a fonte dessa afirmação. Veículos de direita, antes do resultado, enfatizaram a vantagem numérica de Flávio nas pesquisas e deram espaço à previsão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que apostava em vitória do senador por cerca de 3,4 milhões de votos.
Ainda não se sabe como Lula vai recompor o ministério para acomodar aliados derrotados nas eleições estaduais, nem qual será o rumo da direita depois do novo revés da família Bolsonaro. Também faltam, na cobertura reunida, os números oficiais completos da totalização nacional e uma explicação detalhada sobre o atraso causado pela extensão do horário de votação.

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