Dark Horse: estreia de filme de Bolsonaro deve ficar para pós-eleição
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A cinebiografia de Bolsonaro vira símbolo de promiscuidade entre dinheiro e política. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, teve mais de um encontro reservado com o banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso por suspeita de fraude bilionária, para negociar até R$ 134 milhões de financiamento ao filme. O PT acionou o Ministério Público Eleitoral por uso eleitoral da obra, e há pedido para ampliar a investigação no STF. Para a cobertura de esquerda, o caso expõe como o projeto serviria à campanha bolsonarista com recursos de origem sob suspeita, enquanto as próprias redes de cinema rejeitam exibir o longa.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo e Brasil 247
A produtora Go Up estuda adiar para depois das eleições de outubro a estreia de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista agora para novembro ou dezembro de 2026. Em paralelo, a PGR defendeu que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, assuma o pedido para investigar os R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro à produção, e Fachin deve dar a palavra final sobre a relatoria.
Veículos deste lado: Metrópoles
A produtora de Dark Horse avalia adiar a estreia da cinebiografia de Jair Bolsonaro para depois das eleições, em meio à pressão judicial e à tentativa da esquerda de barrar a obra. O PT acionou o Ministério Público Eleitoral e o deputado Lindberg Farias pediu investigação no STF, enquanto o PL sustenta que o material é alvo de perseguição e que os recursos do financiamento eram privados.
Veículos deste lado: InfoMoney
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Nesta matéria: falácia identificada.
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Todos os lados reconhecem que a estreia de Dark Horse pode ser adiada para depois das eleições de outubro, que o banqueiro preso Daniel Vorcaro financiou parte da produção e que Flávio Bolsonaro nega ter combinado vantagem indevida.
A produtora Go Up Entertainment avalia adiar para depois das eleições de outubro a estreia de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel. A expectativa agora é que o longa chegue aos cinemas entre novembro e dezembro de 2026, e não antes do pleito, como se planejava. Segundo a produtora, o adiamento se deve à falta de tempo para a divulgação, já que a etapa de distribuição só começaria após a Copa do Mundo, que termina em 19 de julho, encurtando a janela de promoção.
Veículos de centro relataram que a discussão sobre a data também é acompanhada pela família Bolsonaro, dividida sobre o melhor momento para o lançamento. Uma das preocupações citadas é que o filme traga de volta ao debate público a doação feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso sob suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Uma perícia privada juntada a um inquérito estima o custo da produção em R$ 75,1 milhões, e reportagens apontam que Vorcaro teria enviado ao menos R$ 61 milhões para o projeto, com negociações que chegaram a discutir um aporte de R$ 134 milhões em quatorze parcelas.
O caso também avançou no Judiciário. A Procuradoria-Geral da República defendeu que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, assuma o pedido para investigar os pagamentos de Vorcaro ligados ao filme. O pedido partiu do deputado Lindberg Farias, do PT, e foi recebido pelo ministro Alexandre de Moraes, que solicitou parecer e, diante da resposta, pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, dê a palavra final sobre quem deve relatar o caso. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e apontado como quem negociou os recursos com o banqueiro, nega ter combinado qualquer vantagem indevida e afirma que o dinheiro era de origem privada.
A cobertura diverge no enquadramento. Veículos de esquerda enfatizaram a proximidade entre o pré-candidato e o banqueiro preso, destacando que houve mais de um encontro reservado entre Flávio e Vorcaro, inclusive numa mansão em Brasília, e relembrando que o PT acionou o Ministério Público Eleitoral apontando uso eleitoral da obra. Para essa cobertura, o episódio expõe a mistura entre dinheiro sob suspeita e projeto de campanha, reforçada pela informação de que redes de cinema rejeitariam exibir o filme por baixo desempenho previsto e risco de conflito político, e pela investigação de uma ONG ligada à produtora por suposto desvio de verba da Prefeitura de São Paulo. Veículos de direita enfatizaram a tese do PL de que o material é tratado como propaganda eleitoral negativa antecipada e de que há uma tentativa, via Judiciário e do mercado exibidor, de barrar um produto de viés conservador, dando peso à negativa de Flávio de que tenha havido irregularidade.
O que ainda não se sabe é a data definitiva da estreia, quantos cinemas de fato exibirão o longa e qual será a estratégia de distribuição no Brasil. Também permanece em aberto quem relatará o pedido de investigação no STF, qual será o desfecho da apuração sobre a origem dos recursos e se a Justiça Eleitoral acolherá a tese de uso eleitoral do filme.
Redes de cinema demonstram resistência à exibição de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro estrelado por Jim Caviezel

Pré-candidato a presidente do PL e o banqueiro mantiveram ao menos dois encontros presenciais durante negociações para financiar o filme
Inicialmente, a ideia era lançar longa sobre história do ex-presidente até outubro. Produtora espera exibir filme ao público até fim do ano

Caberá ao presidente do STF a decisão final sobre a relatoria do caso
