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O ministro Gilmar Mendes, do STF, aguarda a conclusão de diligências da Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir se autoriza a abertura de inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, sob suspeita de estupro de vulnerável. Gaspar foi anunciado em 5 de agosto de 2026 como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A PF pediu a investigação ao Supremo em 15 de abril; a PGR, antes de se manifestar, requisitou providências adicionais aos investigadores. O deputado nega as acusações, atribui a história a um primo, ofereceu o próprio DNA para exames e acionou PF, PGR e STF contra os parlamentares que o denunciaram.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ainda não decidiu se autoriza a abertura de inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, sob suspeita de estupro de vulnerável. A decisão depende de duas peças que não chegaram ao seu gabinete: a conclusão de diligências pela Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República. O caso ganhou dimensão nacional em 5 de agosto de 2026, quando Gaspar foi anunciado como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O trâmite é descrito da mesma forma por toda a cobertura. A Polícia Federal pediu ao Supremo a abertura da investigação em 15 de abril. Gilmar Mendes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República, à qual cabe dizer se endossa o requerimento policial. Antes de se manifestar, o órgão solicitou novas providências aos investigadores, autorizadas pelo próprio ministro. O teor dessas diligências não foi divulgado. O prazo para concluí-las termina ainda em agosto, e a corporação pode pedir mais tempo, hipótese em que caberá ao ministro decidir sobre a prorrogação.
A origem da apuração também é consensual entre as fontes. Em março, durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, o deputado federal Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke apresentaram uma notícia-crime contra Gaspar, que era relator da comissão encarregada de apurar descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. Os parlamentares afirmam ter entregue registros documentais e conversas que indicariam, em tese, violência sexual contra uma menina de 13 anos à época dos fatos. Segundo a representação, a agressão teria resultado em gravidez e no nascimento de uma criança registrada como filha da avó. O documento menciona ainda uma terceira pessoa que atuaria como intermediária para impedir a comunicação do caso às autoridades e a negociação de pagamentos de até R$ 400 mil para garantir silêncio, dos quais R$ 70 mil já teriam sido pagos. Nada disso foi comprovado judicialmente.
Gaspar nega as acusações. Sustenta que a história divulgada envolve um primo, o juiz Maurício Breda, do Tribunal de Justiça de Alagoas, que quando adolescente teria mantido relação não forçada com outra menor de idade, sem crime. Afirma nunca ter estuprado ninguém, diz não ter filhos fora do casamento, apresentou vídeo de uma mulher que se identifica como filha do primo e nega conhecê-lo, e colocou o próprio DNA à disposição para exames. O parlamentar acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo contra os dois denunciantes sob suspeita de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
As ênfases variam conforme o lado da cobertura. Veículos de esquerda organizaram o texto em torno do que ainda falta para a investigação começar, destacaram o pedido público de arquivamento urgente feito pela campanha presidencial e acrescentaram um segundo episódio envolvendo o deputado, a representação sobre R$ 6,2 milhões em emendas Pix, arquivada pela Procuradoria por falta de elementos que o ligassem pessoalmente às irregularidades, embora as falhas de rastreabilidade apontadas pelo Tribunal de Contas da União permaneçam registradas. A cobertura de centro deu peso equivalente às duas versões, reproduziu trechos literais da notícia-crime e da defesa e explicitou o ponto que ninguém resolveu: as idades das supostas vítimas descritas pela acusação e pela defesa não coincidem, e a assessoria do deputado não respondeu quando questionada sobre a divergência. Veículos de direita não haviam publicado sobre o caso no material reunido até aqui, de modo que a leitura habitual desse campo, centrada na ausência de inquérito formal e na presunção de inocência, aparece apenas pelas manifestações do próprio deputado e da campanha reproduzidas pelas demais fontes.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há informação sobre o conteúdo das diligências em curso, nem sobre quando a Procuradoria apresentará seu parecer. Não se sabe se a Polícia Federal pedirá prorrogação do prazo que se encerra em agosto, nem qual será a decisão de Gilmar Mendes ao final. A divergência de idades entre as duas narrativas segue sem explicação pública, e nenhuma das partes apresentou até agora resultado de exame biológico que resolva a controvérsia.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos processuais: a PF pediu a abertura da investigação em 15 de abril, a PGR devolveu o caso pedindo novas diligências antes de dar parecer, a decisão final sobre instaurar o inquérito é de Gilmar Mendes, o deputado nega as acusações e ofereceu DNA, e nada foi comprovado judicialmente até agora.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O título estrutura a matéria como contagem regressiva para a investigação ('O que falta para PF abrir inquérito'), pressupondo o desfecho acusatório, e a inserção de um post de perfil político reforça o enquadramento das denúncias dos parlamentares governistas. O corpo, porém, registra a negativa do deputado, a oferta de DNA e a nota da campanha, o que mantém o texto dentro do factual com inclinação à esquerda.
Perspectivas omitidas
O texto é mais contido que o do título irmão e registra expressamente que 'as acusações ainda não foram comprovadas judicialmente'. A inclinação à esquerda aparece na escolha de acrescentar, ao fim, um caso distinto de emendas Pix arquivado pela PGR e as falhas de rastreabilidade apontadas pelo TCU, ampliando o acúmulo de suspeitas sobre o parlamentar num item que não integra o processo em análise.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem factual que expõe as duas versões com paridade: reproduz trechos literais da notícia-crime dos parlamentares e, com o mesmo espaço, a negativa do deputado, o vídeo apresentado como prova, a oferta de DNA e as ações que ele moveu contra os acusadores. Registra explicitamente a divergência de idades entre as duas narrativas e informa que procurou a assessoria sem resposta, marca de apuração neutra.
Veículos com viés à direita
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Gilmar Mendes aguarda diligências da PF e parecer da PGR para decidir sobre inquérito contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro.

Gilmar Mendes espera novas diligências da PF e manifestação da PGR sobre acusação contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro.

Alfredo Gaspar nega acusações e diz que a história divulgada envolveria primo e sem crime
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Perspectivas omitidas

