STF adia decisão sobre investigar Alexandre de Moraes e crise repercute no exterior
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Pelo prisma de direita, o destaque é o fato inédito de um ministro poderoso do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, poder ser investigado por suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A leitura enfatiza a necessidade de controle institucional sobre a própria Corte e a exposição internacional de um tribunal dividido em plena campanha presidencial.
Veículos de esquerda trataram o julgamento como um teste institucional para o Supremo Tribunal Federal, com o risco de a sessão virar acerto de contas entre grupos de ministros. O foco recaiu sobre as dúvidas quanto à validade do relatório da Polícia Federal determinado por André Mendonça, que a Procuradoria-Geral da República pede para anular.
O Supremo Tribunal Federal iniciou em 15 de setembro o julgamento que pode abrir, pela primeira vez, uma investigação contra um ministro em exercício, Alexandre de Moraes, a partir de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados relatam que a sessão é inédita, porque o Supremo Tribunal Federal nunca investigou um ministro em exercício, que o tribunal chegou dividido e que o julgamento terminou sem decisão após o pedido de vista de Flávio Dino, a poucas semanas da eleição presidencial.
O Supremo Tribunal Federal começou a decidir se abre investigação inédita contra o ministro Alexandre de Moraes, com base em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão terminou sem decisão após pedido de vista de Flávio Dino, e jornais estrangeiros viram uma crise sem precedentes às vésperas da eleição.
O Supremo Tribunal Federal começou a julgar, na terça-feira, 15 de setembro, se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. É a primeira vez que a Corte analisa apurar um de seus próprios integrantes em exercício. A base do caso é um relatório da Polícia Federal com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, enviadas a um número atribuído a Moraes. O ministro nega irregularidades. A sessão terminou sem decisão, depois que o ministro Flávio Dino pediu vista.
Antes do mérito, os ministros votaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, sobre julgar em conjunto os casos de Moraes e de André Mendonça, ministro que determinou a produção do relatório. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar votaram pela análise conjunta. O presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a separação. O placar parcial ficou em 4 a 3 pela manutenção dos processos separados. Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição. A sessão teve trocas duras de acusações entre ministros, e Cármen Lúcia disse estar envergonhada com a situação vivida pelo tribunal.
O episódio ganhou destaque na imprensa internacional. Jornais e agências de vários países descreveram uma crise sem precedentes na mais alta corte do Brasil, a poucas semanas da eleição presidencial de outubro. Uma agência de notícias americana registrou que o pedido de vista pode adiar a decisão até dezembro, depois do pleito.
A cobertura de centro concentrou-se no rito da sessão, no placar da questão de ordem e nas citações literais das publicações estrangeiras, incluindo descrições do confronto entre Moraes e Mendonça e a lembrança de que Moraes conduziu o processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Veículos de esquerda destacaram o risco de o julgamento virar um acerto de contas entre grupos de ministros. Essa cobertura deu peso à posição da Procuradoria-Geral da República, que, pelo procurador-geral Paulo Gonet, defende a nulidade do relatório por entender que Mendonça ordenou diligências sem pedido do Ministério Público. Também registrou que o material menciona um contrato de 130 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, e ressaltou que ainda não há denúncia formal contra o ministro.
Veículos de direita publicaram sobretudo o levantamento da repercussão internacional, enfatizando o caráter inédito de investigar um ministro em exercício, as suspeitas sobre os vínculos entre Moraes e Vorcaro e a avaliação de agências estrangeiras de que a controvérsia passou a se sobrepor à campanha presidencial.
Ainda não se sabe quando Flávio Dino devolverá o processo, nem se o plenário vai validar ou anular o relatório da Polícia Federal. Também está em aberto o voto de ministros considerados decisivos, como Fachin e Cármen Lúcia, e se a decisão sairá antes ou depois da eleição.
O plenário decide nesta terça se abre investigação contra o ministro em meio a uma divisão entre integrantes da Corte, questionamentos sobre Mendonça e dúvidas sobre a validade das provas

Jornal espanhol El País afirmou que a sessão desta terça-feira "ficará marcada pelos insultos e ofensas trocadas entre seus ministros"

Veículos estrangeiros destacam o ineditismo da possibilidade de um ministro em exercício da Corte ser alvo de uma investigação

Veículos destacaram a possibilidade de um ministro em exercício da Corte ser alvo de uma investigação, além das divisões internas do tribunal e dos impactos na eleição presidencial

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes

Principais jornais do mundo classificam o momento como "crise sem precedentes" semanas antes de uma eleição presidencial polarizada

Nesta matéria: viés de centro.