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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu uma análise da área técnica da Corte antes de decidir qual ministro relatará a notícia-crime sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A petição, apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), pede a inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro no inquérito relatado por Alexandre de Moraes. A PGR defende redistribuir o caso a André Mendonça, relator do caso Banco Master.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu pedir uma análise da área técnica da Corte antes de definir qual ministro será o relator da notícia-crime que pede investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Em despacho assinado no fim de junho, no âmbito da Petição 16.292, Fachin determinou que a Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária esclareça os critérios de distribuição do processo. Com isso, o caso permanece sem relator definido, e não há prazo para a conclusão da análise.
A petição foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. Ele pede a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no inquérito que apura a atuação internacional do ex-deputado Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras. Segundo o parlamentar, haveria conexão entre os recursos destinados ao filme e a campanha por sanções estrangeiras contra ministros do Supremo e contra o próprio Brasil. O pedido foi protocolado no inquérito relatado por Alexandre de Moraes, que encaminhou a questão à Presidência da Corte. A Procuradoria-Geral da República, pela manifestação do procurador-geral Paulo Gonet, defendeu que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, por prevenção.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil e do Metrópoles, relatou o trâmite de forma procedimental: descreveu o caminho do pedido entre Moraes, a PGR e a Presidência do STF, registrou que a defesa de Flávio pediu a suspeição de Moraes e que Flávio negou qualquer irregularidade, afirmando que os recursos do filme eram privados. Sobre os fatos centrais há convergência entre todos os lados. Todos relatam que o site The Intercept Brasil revelou áudios em que Flávio teria pedido cerca de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, e que aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados à produção.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda, como o ICL Notícias e o Brasil 247, enfatizaram as suspeitas de financiamento irregular, a ausência de prestação de contas pública do filme e a tese de que o longa e a ofensiva internacional fariam parte de uma estratégia para reconstruir a imagem do ex-presidente e pressionar por anistia aos envolvidos na trama golpista. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, enquadraram a notícia-crime como mais um capítulo de perseguição judicial à família Bolsonaro, deram destaque à negativa de Flávio e levantaram a questão da imparcialidade do Supremo, sugerindo que o objetivo seria tornar o senador inelegível e até barrar a exibição do filme.
O que ainda não se sabe é qual ministro ficará com o caso, já que a decisão depende da análise técnica sem prazo definido. Também segue em aberto o mérito das acusações, que Fachin não examinou no despacho, e a destinação detalhada dos valores repassados pela produção, uma vez que a prestação de contas completa do filme não foi divulgada publicamente.
Todos os lados relatam que Fachin pediu análise técnica antes de definir a relatoria, que o caso seguia com Moraes e que a PGR defende enviá-lo a Mendonça. Há consenso de que áudios revelados pelo The Intercept mostram Flávio pedindo recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Relato majoritariamente factual e detalhado, mas o enquadramento de veículo de esquerda enfatiza as suspeitas de financiamento irregular, a conexão com o Banco Master e a falta de prestação de contas, dando centralidade à apuração.
Perspectivas omitidas
Relato factual com crédito ao UOL e ao The Intercept, mas o enquadramento de veículo de esquerda destaca os R$ 134 milhões pedidos, os R$ 61 milhões repassados e a atuação por sanções contra o Brasil, centrando a narrativa na suspeita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relato procedimental neutro: cita despacho de Fachin, manifestação de Gonet, encaminhamento de Moraes e os argumentos da petição de Lindbergh com atribuição direta ('argumenta Lindbergh'). Sem vocabulário valorativo do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é factual, mas o enquadramento editorial inclina à direita: remete a coluna 'O Supremo tem lado', destaca a negativa de Flávio e a leitura de que o pedido visa torná-lo inelegível. Reforça accountability institucional do Judiciário sob suspeita.
Perspectivas omitidas

Presidente do STF solicitou manifestação da área técnica da Corte para definir qual ministro ficará responsável pelo pedido de Lindbergh

Presidente da Corte vai decidir se apuração ficará com Moraes ou Mendonça

Fachin determina análise técnica e mantém indefinição sobre a distribuição do caso Dark Horse no STF, que segue sem relator definido.

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Cobertura neutra e factual: descreve o pedido de análise técnica, o trâmite Moraes->PGR->Mendonça, o pedido de suspeição da defesa de Flávio e a conexão alegada por Lindbergh, com atribuição direta a cada fonte. Sem vocabulário ideológico.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



