Disputa de 2026 se define após fechamento do registro no Tribunal Superior Eleitoral
3 veículos de centro · 4 veículos de direita

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Com o fim do prazo de registro, os eleitores passaram a ter diante de si um quadro competitivo em que governos com resultado a apresentar disputam contra a volta de nomes já conhecidos. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas, engenheiro e ex-ministro da Infraestrutura, tenta a reeleição contra Fernando Haddad, que deixou o Ministério da Fazenda para voltar ao estado. No Paraná, o senador Sérgio Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça, aparece com vantagem de 21 pontos sobre o segundo colocado e reúne coligação com PL, Novo, Podemos e DC, enquanto Ratinho Junior, impedido de disputar novo mandato, aposta em seu ex-secretário de Infraestrutura. Em Goiás, o candidato apoiado por Ronaldo Caiado lidera com 37% em levantamento Genial/Quaest. A publicação das declarações de bens dá transparência ao patrimônio de quem pede voto, permitindo ao eleitor cobrar coerência entre discurso e vida financeira, e no Rio de Janeiro a definição das chapas reforçou candidaturas de renovação e de segurança pública.
O prazo para registro de candidaturas às eleições gerais de 2026 terminou no sábado, 15 de agosto, e fechou o quadro das disputas à Presidência da República e aos governos estaduais. Doze nomes concorrem ao Palácio do Planalto, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Pablo Marçal.
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7 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Toda a cobertura converge nos fatos centrais: o registro de candidaturas terminou em 15 de agosto, as campanhas começaram em 16 de agosto e o primeiro turno será em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Também há convergência sobre o número de candidatos em cada estado e sobre a disponibilidade dos planos de governo no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral.
O prazo de registro de candidaturas terminou em 15 de agosto e fechou o quadro das eleições gerais de 2026. São doze concorrentes à Presidência da República e disputas definidas em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás e Paraná, com campanhas iniciadas em 16 de agosto. As declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral também se tornaram públicas, revelando patrimônios milionários entre candidatos fluminenses.
O encerramento do prazo de registro de candidaturas, no sábado, 15 de agosto, fechou o quadro das eleições gerais de 2026 e permitiu enxergar pela primeira vez o tabuleiro completo da disputa nacional e estadual. As campanhas começaram no domingo, 16 de agosto, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília, com eventual segundo turno em 25 de outubro. No mesmo dia, os eleitores escolhem presidente e vice, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Na corrida presidencial, doze nomes foram registrados: Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Pablo Marçal, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi. Nos estados, São Paulo, maior colégio eleitoral do país com 34.104.226 eleitores aptos, tem sete candidaturas ao Palácio dos Bandeirantes, entre elas a do governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição, e a do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. O Ceará reúne oito nomes na disputa pelo Palácio da Abolição, com o governador Elmano de Freitas tentando novo mandato e Ciro Gomes voltando à disputa estadual depois de mais de três décadas. O Rio de Janeiro fechou com nove candidaturas ao Palácio Guanabara, Goiás com seis e o Paraná com oito.
A cobertura de centro concentrou-se no registro oficial das chapas e nas pendências jurídicas que ainda podem alterar o quadro. O caso mais citado é o de Anthony Garotinho, que disputa o governo fluminense pela quarta vez: em 10 de agosto, a 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça determinou o cumprimento de sentença que o condenou à suspensão dos direitos políticos por oito anos, e a consequência sobre sua elegibilidade ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. A mesma cobertura registrou que, no Ceará, uma das candidaturas anunciadas não havia sido formalizada no sistema da Justiça Eleitoral e seguia sem definição de vice.
Veículos de direita deram mais espaço a perfis biográficos e a pesquisas de intenção de voto. Em Goiás, o levantamento Genial/Quaest divulgado em 30 de julho apontou Daniel Vilela, apoiado pelo governador Ronaldo Caiado, com 37%, seguido de Marconi Perillo com 21% e Wilder Morais com 11%; outros institutos registraram vantagens ainda maiores para o primeiro colocado, e o próprio texto adverte que percentuais variam conforme metodologia e período de entrevistas. No Paraná, onde Ratinho Junior não pode disputar a reeleição, essa cobertura destacou a vantagem de 21 pontos do senador Sérgio Moro sobre Requião Filho e a coligação do ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda neste conjunto de matérias, e o enquadramento que costuma acompanhar esse campo, sobre desigualdade de acesso à disputa e sobre candidaturas ligadas a sindicatos e movimentos sociais, aparece apenas de forma indireta nos perfis de concorrentes de PCB, PCO, PSTU e Unidade Popular.
O ângulo patrimonial veio de uma apuração de centro sobre as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral no Rio de Janeiro. O candidato com maior patrimônio declarado no estado é Francisco Eugênio, pastor e advogado que concorre a segundo suplente na chapa de Marcelo Crivella ao Senado, com R$ 91 milhões distribuídos em cotas empresariais, aplicações financeiras e outros bens. Em seguida aparece Antonio Rueda, presidente do União Brasil e candidato a deputado federal, com R$ 75,6 milhões em imóveis em cinco estados e participações societárias. Entre os candidatos a deputado estadual, Chico Machado declarou R$ 48 milhões; entre os concorrentes ao governo do estado, o valor mais alto é o de Douglas Ruas, com R$ 1,4 milhão.
O que ainda não se sabe é se todos os registros serão homologados pela Justiça Eleitoral, quais candidaturas serão impugnadas e qual será o desfecho do julgamento sobre a elegibilidade de Anthony Garotinho. Também não há, nas matérias, comparação entre os patrimônios declarados agora e os informados em eleições anteriores, nem manifestação dos candidatos citados sobre a origem dos bens. Propostas de governo permanecem disponíveis apenas no sistema DivulgaCandContas, sem análise comparativa publicada até aqui.
Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Pablo Marçal, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi são candidatos à Presidência da República

Disputa em São Paulo tem Tarcísio de Freitas como único representante da direita na disputa, enquanto Fernando Haddad desponta como nome mais competitivo do campo da esquerda

No Ceará, oito nomes foram definidos para disputar o governo estadual durante o período das convenções partidárias

Conheça os seis candidatos ao governo de Goiás nas Eleições de 2026

André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), Garotinho (Republicanos), Juliete Pantoja (UP) e William Siri (PSOL) confirmaram participação na eleição após convenção de seus partidos.

Paraná tem oito candidatos ao governo em 2026, entre eles Sérgio Moro, Sandro Alex e Requião Filho. Veja quem são, as propostas e quando vai ser a eleição.

O candidato com mais bens é Francisco Eugenio, concorrente a segundo suplente, com R$ 91 milhões. Em seguida, Rueda, concorrente a deputado federal, com R$ 75 milhões

Nesta matéria: viés de centro.