Mateus Simões apoia Flávio Bolsonaro e se afasta de Romeu Zema em debate de Minas
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência durante o debate da TV Globo entre os candidatos ao governo mineiro, na terça-feira, 29 de setembro. A fala o afasta do ex-governador Romeu Zema (Novo), seu antecessor e padrinho político, que também disputa o Palácio do Planalto, e do próprio partido, que lançou Ronaldo Caiado.
No debate da TV Globo entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, o governador Mateus Simões (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, afirmando que não é possível continuar convivendo com Lula no poder. O gesto consolida a convergência da direita mineira em torno do candidato do PL e vem acompanhado de uma proposta para destravar recursos da dívida estadual para as rodovias.
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Candidato à reeleição em Minas Gerais, o governador Mateus Simões, do PSD, declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência no debate da TV Globo. A fala o afasta de Romeu Zema, seu antecessor e padrinho político, e do próprio partido, que lançou Ronaldo Caiado. Compare como cada lado cobriu o episódio.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do PSD, declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, na disputa pela Presidência da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo entre os candidatos ao governo mineiro, na terça-feira, 29 de setembro. Candidato à reeleição, Simões afirmou: "Eu espero que seja Flávio Bolsonaro, porque não é possível a gente continuar convivendo com o Lula no poder".
Com a fala, o governador deixa de lado o ex-governador Romeu Zema, do Novo, seu antecessor e padrinho político, que também concorre ao Palácio do Planalto. Os dois formaram a chapa que venceu a eleição estadual de 2022, com Simões como vice.
A declaração surgiu numa rodada com o candidato Flávio Roscoe, do PL, sobre a dívida de Minas Gerais com a União. Simões disse que, se Flávio Bolsonaro for eleito, vai propor que a parcela mensal da dívida, de cerca de 700 milhões de reais, seja aplicada na recuperação de rodovias federais, entre elas a BR-262, a BR-381 e a BR-040.
As coberturas convergem sobre o pano de fundo. Segundo relatos de bastidores, Simões teria pedido a Zema, em agosto, aval para acenar a Flávio Bolsonaro já no primeiro turno, e o pedido teria sido negado. A assessoria de Zema afirmou desconhecer o episódio. Na campanha de Simões, havia a avaliação de que o apoio exclusivo a Zema limitava o crescimento eleitoral do governador. Desde o início da campanha, os dois não fizeram nenhum ato conjunto.
A cobertura de centro foi além do episódio do debate. Relatou que Roscoe concordou com o apoio a Flávio Bolsonaro, mas disputou o mesmo eleitorado ao dizer que a melhor opção para tirar o PT do segundo turno em Minas é ele próprio. Lembrou também que Simões se filiou ao PSD em outubro de 2025, partido que tem candidato próprio à Presidência, Ronaldo Caiado. E descreveu um racha no Novo, cujos candidatos evitam declarar apoio tanto a Zema quanto a Simões, em parte pela promessa não cumprida de que a vaga de vice ficaria com o partido. A vaga acabou com Danilo de Castro, do União Brasil.
O veículo de direita que cobriu o caso concentrou o relato na adesão a Flávio Bolsonaro, na frase contra Lula e na proposta para as rodovias, e tratou o gesto como afastamento de Zema, sem mencionar a réplica de Roscoe nem o conflito com o próprio partido de Simões. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura sobre o episódio.
Ainda não se sabe como Zema e o Novo vão reagir publicamente à declaração, nem se o PSD, que apoia Caiado, tomará alguma medida em relação ao governador. O suposto pedido de agosto segue sem confirmação oficial.
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