
Decisão de Romário sobre salário na Copa ameniza críticas, mas abre novo desgaste para o PL
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O senador Romário (PL-RJ) anunciou em 30 de junho de 2026, por videoconferência ao plenário, que devolverá os salários recebidos enquanto está nos Estados Unidos comentando a Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho. Ele enviou ofício à presidência do Senado pedindo a suspensão dos pagamentos e disse que manteve o mandato, sem pedir licença, para poder votar a PEC que trata do fim da escala 6x1. Um senador recebe R$ 46.366,19 por mês. As sessões semipresenciais e o Sistema de Deliberação Remoto permitem presença e voto à distância sem desconto automático.
Esquerda
Sob pressão de bolsonaristas nas redes sociais, o senador Romário (PL-RJ) decidiu abrir mão do salário durante a cobertura da Copa do Mundo. Aliados como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, saíram em sua defesa e enquadraram os ataques como fruto da polarização política que tem prejudicado o trabalho parlamentar.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
A permanência de Romário nos Estados Unidos comentando a Copa enquanto recebia do Senado gerou desgaste, e a devolução do salário buscou conter o dano à imagem do senador e do PL. Veículos de direita destacaram que o episódio expõe fragilidades nos controles das atividades parlamentares e, sobretudo, corrói a narrativa bolsonarista de 'moralização da coisa pública' erguida desde 2018.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda relata o fato de forma direta, mas dá destaque à fala de Alcolumbre de que Romário é 'vítima de agressões' e enquadra a pressão como decorrente da polarização. O bloco institucional de autopromoção do jornalismo progressista e a ênfase na defesa do parlamentar sinalizam framing LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículo declaradamente de esquerda, porém esta matéria é a mais factual do cluster: informa o valor exato do salário (R$ 46.366,19), explica o Sistema de Deliberação Remoto e a PEC 6x1, e reproduz a defesa de Alcolumbre contra os 'ataques nas redes'. A ênfase na defesa institucional do parlamentar e no enquadramento da pressão como polarização mantém o tom LEFT.
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Publisher de direita enquadra o episódio pelo desgaste ao PL e à narrativa bolsonarista de 'moralização da coisa pública', citando o esfacelamento do lema 'família em primeiro lugar'. Foco em accountability institucional e no custo político para o campo conservador, com vocabulário de cobrança sobre controle de gastos — sinais RIGHT, embora crítico ao próprio campo.
Perspectivas omitidas
O senador Romário (PL-RJ) anunciou, em 30 de junho de 2026, que devolverá os salários recebidos enquanto permanece nos Estados Unidos atuando como comentarista da Copa do Mundo. A decisão foi comunicada por videoconferência ao plenário e formalizada em ofício enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo a suspensão dos pagamentos referentes ao período entre 11 de junho e 19 de julho. "Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. O que for pago será devolvido aos cofres públicos", afirmou o parlamentar.
O episódio nasceu de críticas nas redes sociais à decisão do senador de conciliar o mandato com o trabalho de comentarista na CazéTV e uma coluna sobre a competição no jornal O Globo. Romário fez questão de esclarecer que não pediu licença para permanecer apto a votar a proposta de emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6x1. "Fiz questão de permanecer no exercício do mandato e garantir a minha participação nas discussões e na votação da proposta", disse. Um senador recebe hoje R$ 46.366,19 por mês, e, até o recesso, as sessões são semipresenciais: o Sistema de Deliberação Remoto permite registrar presença e votar sem estar em Brasília e sem desconto automático no salário.
A cobertura de centro relatou os fatos com paridade: o anúncio, o ofício, o valor da remuneração e o mecanismo remoto que garante a participação à distância. Nesse ponto todos os lados convergem — o senador esteve nos Estados Unidos, recebeu do Senado e decidiu ressarcir os cofres públicos.
É na leitura política que as coberturas se separam. Veículos de esquerda enfatizaram a defesa institucional feita por Alcolumbre, que classificou Romário como vítima de agressões e atribuiu a pressão à polarização que, segundo ele, tem prejudicado o trabalho de todos os parlamentares. Nessa chave, o gesto de devolver o dinheiro aparece como demonstração de boa-fé, e a permanência no mandato é valorizada por permitir o voto favorável à PEC do fim da escala 6x1, pauta de proteção aos trabalhadores. Já veículos de direita enfatizaram o desgaste: para o editor de VEJA José Benedito da Silva, a atitude foi correta, mas o episódio expõe fragilidades nos controles do Senado, porque sem a devolução o pagamento correria normalmente. O cientista político Leandro Consentino foi além e sustentou que o caso corrói a narrativa bolsonarista de "moralização da coisa pública" erguida desde 2018, somando-se a outros escândalos que, segundo ele, vão demolindo essa bandeira e atingem não só o PL, mas todo o movimento. Ambos os analistas ponderaram que o prejuízo eleitoral direto para Romário é limitado, já que ele só volta às urnas em 2030.
O que ainda não se sabe é se o Senado adotará regras mais claras para casos de parlamentares em exercício de outra atividade remunerada no exterior, e qual será o desfecho da PEC da escala 6x1, cuja votação motivou a permanência do senador no mandato.
Todos os lados reconhecem que Romário permaneceu nos EUA comentando a Copa enquanto era pago pelo Senado e que decidiu devolver os salários do período. A permanência no mandato, sem licença, é atribuída à votação da PEC da escala 6x1.

O parlamentar e ex-jogador tem faltado as sessões do Senado por estar nos Estados Unidos

Romário pediu ao Senado que suspenda seu salário durante a Copa, enquanto comenta jogos nos EUA e vota remotamente.

Senador afirma que ressarcirá os vencimentos recebidos enquanto trabalhou como comentarista nos Estados Unidos
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