Defesa de Vorcaro pede que Fachin devolva a Mendonça o pedido de soltura
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Resumo da cobertura
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Sob o prisma da cobertura de esquerda, o episódio expõe o impasse institucional em torno do caso Master: um investigado por fraudes financeiras que envolvem banco público segue preso enquanto a Corte decide quem pode apreciar seus pedidos.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que libere para o ministro André Mendonça um pedido de liberdade parado desde que as investigações do caso Master foram concentradas na presidência da Corte.
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As fontes concordam que a defesa pediu a Fachin, em 8 de outubro, que o pedido de liberdade seja analisado por Mendonça, e que as investigações do Master estão na presidência do tribunal desde setembro.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que libere para o ministro André Mendonça o pedido de liberdade parado desde que o caso Banco Master passou à presidência da Corte.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu, na quinta-feira, 8 de outubro, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, libere para análise do ministro André Mendonça um pedido de liberdade apresentado em setembro. Mendonça era o relator do caso Banco Master na Corte quando o documento foi protocolado.
Segundo a cobertura de centro, o requerimento foi enviado a Fachin porque, em 12 de setembro, o presidente do tribunal direcionou as investigações relacionadas ao Master para o próprio gabinete. Em 18 de setembro, a defesa acionou Fachin para tentar reverter a prisão. De acordo com os advogados, o tribunal informou que o despacho deveria ir a Mendonça, por se tratar de uma demanda emergencial. Na quarta-feira, 7 de outubro, os advogados procuraram o gabinete de Mendonça e ouviram que os autos haviam sido enviados à presidência por determinação própria. Também foi dito que, havia mais de duas semanas, um ofício pedindo a devolução dos autos para apreciar pedidos urgentes teria sido encaminhado, ao que parece sem resposta.
Na petição, a defesa afirma que o direito de Vorcaro não pode ficar em um limbo e pede que Fachin determine ao relator, descrito como juiz sorteado e natural, que decida sobre este e os demais pedidos urgentes. Os advogados sustentam que ele está preso há mais de oito meses, sem indiciamento e sem ação penal, em situação semelhante à de outros implicados que foram colocados em liberdade.
Vorcaro foi preso em março deste ano e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Ele é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
Os veículos que cobriram o caso convergem nos fatos: a data da petição, a decisão de Fachin de manter os processos na presidência, o tempo de prisão e o local de custódia. A cobertura de esquerda enfatizou o contexto da investigação e o envolvimento de um banco público, registrando a alegação de falta de indiciamento como argumento da defesa. A cobertura de centro deu mais espaço à cronologia dos pedidos e das respostas entre os gabinetes. Não há, entre os textos analisados, cobertura de veículos de direita, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo a partir de fontes do caso.
O que ainda não se sabe é se Fachin vai atender ao pedido, em que prazo, e se Mendonça decidirá sobre a liberdade de Vorcaro. Também não há resposta pública da presidência do tribunal sobre o ofício de devolução dos autos, nem informação sobre se haverá denúncia contra o ex-banqueiro.
Quando o documento foi inicialmente protocolado, o ministro André Mendonça era relator do caso

Defesa enviou requerimento ao presidente da Corte uma vez que o magistrado Corte direcionou as investigações relacionadas ao Master para o seu gabinete
