Posse de Cristiano Zanin no TSE atrasa e gera atrito entre STF e Nunes Marques
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O ministro Cristiano Zanin, reconduzido pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) como ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 3 de setembro, ainda não tomou posse. O gabinete dele cobrou a presidência do TSE, comandada por Kassio Nunes Marques, que alega uma sequência de posses já prevista. Ministros do STF contestam a explicação, e o caso se cruza com a ação do Solidariedade que tenta tirar Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização da propaganda eleitoral.
A presidência do Tribunal Superior Eleitoral, sob Kassio Nunes Marques, sustenta que a posse de Cristiano Zanin segue um rito ordenado de posses e que o gabinete do ministro só formalizou o pedido na terça-feira. O episódio expõe a pressão de ministros do Supremo e de um partido para mudar, às vésperas da eleição, quem julga a propaganda eleitoral, o que levanta dúvidas sobre interferência entre tribunais.
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As coberturas concordam que Zanin foi reconduzido em 3 de setembro, que a cadeira segue vaga no site do Tribunal Superior Eleitoral e que a presidência da corte alega uma sequência de posses, contestada por ministros do Supremo.
Cristiano Zanin foi reconduzido ao Tribunal Superior Eleitoral pelo Supremo em 3 de setembro, mas segue sem posse. A presidência de Kassio Nunes Marques alega uma sequência de posses, e ministros do Supremo contestam. O atraso pesa na ação do Solidariedade sobre quem fiscaliza a propaganda eleitoral.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ainda não tomou posse como ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral, quase quatro semanas depois de ter sido reconduzido ao cargo. O plenário do Supremo aprovou a recondução em 3 de setembro, mas até esta terça-feira, 29, o site da corte eleitoral ainda indicava como vaga a cadeira de substituto reservada a um ministro do Supremo. O atraso gerou questionamentos de integrantes do Supremo sobre a condução do tribunal eleitoral pelo seu presidente, o ministro Kassio Nunes Marques.
Zanin exercia a função desde agosto de 2024, quando foi eleito pelo Supremo e empossado pela então presidente do tribunal eleitoral, Cármen Lúcia. Com o fim do primeiro mandato, em agosto de 2026, o próprio tribunal passou a registrá-lo como integrante que deixou a composição. O gabinete de Zanin procurou a presidência da corte para saber a data da nova posse, não teve resposta inicialmente e encaminhou um novo pedido de informações nesta terça-feira.
A presidência do tribunal eleitoral respondeu que existe uma sequência de posses prevista. Primeiro toma posse o ministro titular Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, marcado para terça. Na quinta-feira é a vez do corregedor eleitoral, também titular. Só depois viria Zanin. A nota afirma ainda que o gabinete do ministro telefonou na segunda-feira e formalizou o pedido por e-mail apenas na terça, ao meio-dia. Ministros do Supremo contestaram a explicação. Eles dizem que a recondução costuma ser automática após o envio do ofício com o resultado da votação e que as posses de titulares não deveriam impedir a formalização da vaga do Supremo.
O caso ganha peso por causa de outra disputa. O partido Solidariedade pediu ao ministro Flávio Dino, relator da ação no Supremo, que afaste Nunes Marques e André Mendonça da função de juízes auxiliares responsáveis pela propaganda eleitoral, a poucos dias do primeiro turno. Se o pedido for acolhido, os dois seriam substituídos por Gilmar Mendes e Zanin, o que depende de a recondução de Zanin estar oficializada.
A cobertura de centro trouxe a apuração original, com a nota do tribunal eleitoral e a crítica de ministros do Supremo, e enquadrou o episódio como um novo embate entre as duas cortes sob a gestão de Nunes Marques. Um veículo de direita também noticiou o caso, em tom descritivo, reproduzindo a justificativa da sequência de posses e destacando o contexto da ação do Solidariedade, sem acrescentar juízo próprio. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura sobre o assunto.
Ainda não se sabe em que data Zanin tomará posse, nem quando Flávio Dino decidirá o pedido do Solidariedade. Também não foram identificados os ministros do Supremo que contestam a explicação da presidência do tribunal eleitoral.
A demora na posse do ministro Cristiano Zanin como integrante substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) provocou questionamentos entre integrantes

Demora de recondução de Zanin no TSE por gestão de Nunes Marques gera novo embate com STF
