Polícia Federal apreende R$ 87 mil em operação contra Antônio Doido no Pará
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- G1Dep. federal Antônio Doido é alvo de operação da PF que encontrou celular no esgoto e R$ 87 mil em dinheiroMandados de busca e apreensão foram cumpridos neste domingo (27) a pedido do TRE-PA. Uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- G1Quem é Antônio Doido, deputado alvo de operação da PF que apreendeu R$ 87 mil em dinheiro vivo, no ParáDeputado do MDB foi eleito em 2022 e já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- O alvo é candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados pelo Pará na eleição de outubro de 2026, e o eleitor decide com a investigação em curso.
- A apuração trata de suposta compra de voto: envelopes com nomes e lista de assinaturas, segundo a Polícia Federal.
- Há inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre licitação de R$ 142 milhões ligada a obras da COP 30, já suspensa, que envolve dinheiro público estadual.
- O patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2026 é de R$ 2,23 milhões, contra R$ 2,53 milhões em 2024.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura converge nos fatos centrais: quatro mandados cumpridos no domingo 27 de setembro, autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Pará a pedido do Ministério Público Eleitoral, apreensão de R$ 87.475,00 em espécie, três veículos e documentos, prisão em flagrante de uma pessoa por corrupção eleitoral, dinheiro em envelopes nominais com lista de assinaturas e celular escondido na tubulação de esgoto em Belém. Também há convergência de que o deputado foi procurado e não se manifestou, e de que a investigação corre sob sigilo.
O que ainda está incerto
- Quem é a pessoa presa em flagrante e qual sua relação com o parlamentar.
- De onde veio e para onde iria o dinheiro apreendido, objeto central da análise do material recolhido.
- Qual foi o desfecho da investigação aberta em dezembro de 2025, quando um assessor foi flagrado com R$ 1,1 milhão.
- Se haverá algum efeito sobre o registro da candidatura à reeleição, e qual a versão do deputado, que não respondeu aos pedidos de posicionamento.
Quatro mandados de busca e apreensão autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará alcançaram endereços ligados ao deputado federal Antônio Doido, candidato à reeleição em 2026. A Polícia Federal apreendeu R$ 87.475,00 em espécie, parte em envelopes com nomes de pessoas, e prendeu uma pessoa em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral.
A Polícia Federal cumpriu no domingo, 27 de setembro, quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Antônio Doido, do MDB do Pará, candidato à reeleição em 2026. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará a pedido do Ministério Público Eleitoral, em investigação de natureza cível-eleitoral. A ação terminou com a apreensão de R$ 87.475,00 em espécie, três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos, além da prisão em flagrante de uma pessoa por suspeita de corrupção eleitoral.
O que organizou toda a cobertura foi o modo como o dinheiro estava guardado. Segundo a corporação, parte das cédulas estava distribuída em envelopes identificados com nomes de pessoas, ao lado de uma lista com registros de assinaturas que confirmavam o recebimento dos valores. Em um dos imóveis fiscalizados, no bairro do Marco, em Belém, os agentes encontraram um aparelho celular escondido dentro do sistema de esgoto, perto de duas sacolas com maços de dinheiro vivo. A investigação corre sob sigilo, e o parlamentar foi procurado pelas reportagens sem responder até o fechamento das matérias.
Os veículos de esquerda destacaram o conjunto formado pelos envelopes nominais, pela lista de assinaturas e pelo aparelho escondido como indício de uma distribuição organizada e rastreada de recursos com finalidade eleitoral, e sublinharam que o pedido de deflagração partiu do Ministério Público Eleitoral, isto é, de um órgão de controle em funcionamento. A cobertura de centro relatou os mesmos fatos com atribuição estrita à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e acrescentou a camada documental do caso: o deputado, nascido em Dom Macedo Costa, na Bahia, fez carreira política no interior paraense, foi prefeito de São Miguel do Guamá em 2016, elegeu-se para a Câmara dos Deputados em 2022 e perdeu a disputa pela Prefeitura de Ananindeua em 2024. À Justiça Eleitoral, declarou em 2026 patrimônio de R$ 2,23 milhões, concentrado em terrenos.
A mesma cobertura de centro registrou que esta não é a primeira investigação a alcançá-lo. Em dezembro de 2025, um assessor parlamentar seu foi flagrado com R$ 1,1 milhão em espécie logo após um saque, em apuração sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Em agosto de 2026, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito pedido pela Procuradoria-Geral da República sobre suposta organização criminosa no Pará, com indícios de ligação do deputado a um grupo suspeito de crimes eleitorais, corrupção e fraude em uma licitação de R$ 142 milhões relacionada a obras para a COP 30. A licitação foi depois suspensa, e o governo do Pará afirmou que não houve crime. Até o momento, não foi identificada cobertura de veículos de direita sobre o caso, e por isso este texto não atribui a esse campo nenhum enquadramento; os pontos que costumam organizar essa leitura, como accountability institucional e presunção de inocência, aparecem aqui apenas como possibilidade de leitura dos mesmos fatos, não como cobertura existente.
O que ainda não se sabe é justamente o que decide o caso. Nenhuma fonte informou a identidade da pessoa presa em flagrante nem sua relação com o parlamentar. A origem e o destino final do dinheiro apreendido seguem em apuração, e é esse mapeamento que a Polícia Federal aponta como objetivo da análise do material recolhido. Não há manifestação do deputado ou de sua defesa, não se conhece o desfecho da investigação aberta em 2025 e nenhuma cobertura esclarece se o episódio terá efeito sobre o registro da candidatura à reeleição. O inquérito segue em andamento, sob sigilo, e nada foi julgado.
Fontes

Antonio Doido é citado em operação da PF no Pará que apreendeu R$ 87.475 e encontrou um celular escondido no sistema de esgoto.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos neste domingo (27) a pedido do TRE-PA. Uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral.

Deputado do MDB foi eleito em 2022 e já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.