Polícia Federal mira Antônio Doido no Pará e apreende R$ 87 mil em envelopes
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A Polícia Federal cumpriu, no domingo, quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará em endereços ligados ao deputado federal Antônio Doido (MDB), candidato à reeleição. Foram apreendidos R$ 87.475,00 em espécie, três veículos, eletrônicos e documentos. Parte do dinheiro estava em envelopes com nomes e uma lista de assinaturas de recebimento, e um celular foi achado no esgoto de um imóvel em Belém. Uma pessoa foi presa em flagrante por corrupção eleitoral.
Pela ótica da proteção do eleitor, a operação da Polícia Federal contra o deputado Antônio Doido (MDB) expõe um possível esquema de compra de votos no Pará: dinheiro vivo em envelopes com nomes de pessoas, lista de recebimentos assinada e um celular escondido no esgoto.
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4 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Todas as fontes relatam os mesmos fatos da operação: quatro mandados do TRE-PA, R$ 87.475,00 apreendidos, envelopes com nomes e lista de assinaturas, celular no esgoto e uma prisão em flagrante por corrupção eleitoral.
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará contra o deputado federal Antônio Doido (MDB), candidato à reeleição. Foram apreendidos R$ 87.475,00, parte em envelopes com nomes, e um celular escondido no esgoto. Uma pessoa foi presa por corrupção eleitoral.
A Polícia Federal cumpriu, no domingo, 27 de setembro, quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Antônio Leocádio dos Santos, o Antônio Doido, do MDB, candidato à reeleição pelo Pará. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará a pedido do Ministério Público Eleitoral, numa investigação de natureza cível-eleitoral que corre sob sigilo. Uma pessoa foi presa em flagrante por corrupção eleitoral.
Os agentes apreenderam R$ 87.475,00 em espécie, três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos. Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro estava distribuída em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de uma lista com assinaturas que confirmariam o recebimento dos valores. Em um imóvel no bairro do Marco, em Belém, os policiais encontraram um celular escondido dentro do sistema de esgoto, perto de duas sacolas com maços de dinheiro vivo. A corporação informou que vai analisar o material para mapear a origem e o destino do dinheiro e identificar outros participantes. O deputado foi procurado e não respondeu.
Toda a cobertura converge sobre o histórico do parlamentar. Em dezembro de 2025, ele foi alvo da Operação Igapó, que investigava corrupção e lavagem de dinheiro. Na ocasião, um assessor parlamentar foi flagrado com R$ 1,1 milhão em espécie logo após um saque.
A cobertura de centro relatou ainda outros capítulos. Em agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a pedido da Procuradoria-Geral da República um inquérito sobre suposta organização criminosa no Pará, que cita o deputado e envolve uma licitação de R$ 142 milhões para obras da COP 30, depois suspensa. O governo do Pará afirma que não houve crime. A mesma cobertura lembrou que, na operação de 2025, segundo a Polícia Federal, o deputado jogou celulares pela janela do apartamento funcional em Brasília. Também registrou que o Tribunal Regional Eleitoral do Pará manteve, em abril, a inelegibilidade dele por oito anos por abuso de poder político e econômico, mas o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu essa decisão em julho, o que permite a candidatura.
O veículo de esquerda que cobriu o caso destacou a combinação de envelopes nominais, lista assinada e celular oculto como indício de um esquema organizado de distribuição de dinheiro com fins eleitorais e de possível ocultação de provas. Veículos de direita não publicaram cobertura própria até o momento, e por isso não há enquadramento desse campo a registrar.
Ainda não se sabe quem é a pessoa presa em flagrante nem qual sua relação com o deputado. Também não foi divulgado a quem se destinavam os envelopes, nem se a investigação vai afetar a candidatura. A defesa do parlamentar ainda não se manifestou.
Antônio Doido (MDB-PA) teve endereços ligados a ele alvo mandados de busca e apreensão neste domingo (27). Em um dos imóveis, os agentes encontraram um celular escondido.

Antonio Doido é citado em operação da PF no Pará que apreendeu R$ 87.475 e encontrou um celular escondido no sistema de esgoto.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos neste domingo (27) a pedido do TRE-PA. Uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral.

Deputado do MDB foi eleito em 2022 e já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
