Bruno Souza, eleito em Santa Catarina, propõe plebiscito sobre secessão do Sul
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O deputado estadual eleito Bruno Souza, do Partido Liberal de Santa Catarina, anunciou em 26 de outubro, um dia depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que vai convocar um plebiscito para consultar a população catarinense, e depois a do Paraná e do Rio Grande do Sul, sobre a saída da região Sul do Brasil. A proposta esbarra no artigo 1º da Constituição, que define a união dos estados como indissolúvel.
O deputado eleito Bruno Souza, do Partido Liberal de Santa Catarina, propõe ouvir a população do Sul sobre a relação da região com a União. Pela leitura de direita, a iniciativa expressa a insatisfação de estados que votaram em peso em Flávio Bolsonaro e se dizem explorados econômica, tributária e politicamente, embora a separação seja vedada pela Constituição.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Toda a cobertura afirma que a proposta é inconstitucional: o artigo 1º da Constituição define a união dos estados como indissolúvel, e um plebiscito estadual não altera esse limite.
Um dia depois da reeleição de Lula, o deputado estadual eleito Bruno Souza, do Partido Liberal de Santa Catarina, anunciou um plebiscito sobre a separação do Sul e criou o comitê Sul Livre. Flávio Bolsonaro venceu nos três estados da região, mas o artigo 1º da Constituição define a união dos estados como indissolúvel.
O deputado estadual eleito Bruno Souza, do Partido Liberal de Santa Catarina, anunciou na segunda-feira, 26 de outubro, que vai convocar um plebiscito para consultar a população catarinense sobre a separação do estado do restante do Brasil. A manifestação veio nas redes sociais um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, sobre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal.
Segundo o deputado, a ideia é começar por Santa Catarina e depois convidar o Paraná e o Rio Grande do Sul. Ele disse cumprir uma promessa de campanha e anunciou a criação do comitê Sul Livre, aberto a parlamentares de outros partidos. Para Bruno Souza, as diferenças de valores entre o Sul e o resto do país ficaram claras na eleição, e a região seria explorada economicamente, tributariamente e politicamente.
Toda a cobertura converge em dois pontos. O primeiro é o contexto eleitoral: Flávio Bolsonaro venceu nos três estados do Sul, com 69,42% dos votos válidos em Santa Catarina, 62,58% no Paraná e 57,84% no Rio Grande do Sul, enquanto Lula foi reeleito com 51,74% no total nacional. O segundo é o obstáculo jurídico. O artigo 1º da Constituição Federal define o Brasil como união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, e nenhum plebiscito estadual pode mudar isso. O artigo 60 ainda proíbe emenda que tenda a abolir a forma federativa.
A cobertura de centro concentrou quase todo o caso e foi além da declaração. Relatou que Bruno Souza foi eleito com 40.327 votos, que já foi vereador em Florianópolis e secretário de Assistência Social da capital, e que a publicação trazia a imagem do movimento O Sul é Meu País, fundado em 1992. Esse movimento organizou consultas informais em 2016 e 2017, com participação de cerca de 3% e de 1,7% do eleitorado da região. A cobertura de centro também registrou que o deputado diz rejeitar violência e defende uma secessão pacífica e negociada, e que ele argumenta que o país já teve sete constituições. Houve ainda a lembrança de que, em 2025, deputados do Partido dos Trabalhadores pediram à Procuradoria-Geral da República que investigasse o governador Jorginho Mello por uma fala sobre separação do Sul.
O único veículo de direita que tratou do assunto se limitou a resumir a proposta a partir de outra cobertura e a explicar a barreira constitucional, sem endossar nem criticar o deputado. Nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre o caso até o momento, o que deixa sem registro próprio, nesta história, a leitura desse campo sobre a iniciativa.
Ainda não se sabe se a proposta será apresentada formalmente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina depois da posse, marcada para 1º de fevereiro, nem se outros deputados aderiram ao comitê Sul Livre. Também não houve, nas reportagens, reação do governador, de outros parlamentares ou do Ministério Público à iniciativa.
Bruno Souza disse que pretende consultar a população sobre a saída dos 3 Estados da região do Brasil. Leia no Poder360.

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O deputado Bruno Souza (PL-SC) afirmou que pretende propor um plebiscito para consultar a população sobre a separação da Região

Bruno Souza (PL) sugere

Deputado do PL quer plebiscito para separar Sul do Brasil; isso é possível? UOL Notícias