Desenrola Adimplentes é prorrogado até 26 de outubro para informais renegociarem
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A prorrogação foi apresentada como mais uma ação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para aliviar famílias endividadas. O programa mira informais e autônomos sem carteira assinada, que têm dificuldade de comprovar renda e acabam presos a crédito caro. O contexto é de endividamento recorde: segundo o Banco Central, a dívida das famílias chegou a 49,9% da renda acumulada em 12 meses em janeiro. A resistência dos bancos privados é vista como obstáculo que atrasou o acesso dos trabalhadores ao alívio.
O governo federal estendeu por mais 30 dias o Desenrola Adimplentes, programa que permite a trabalhadores informais renegociar até R$ 15 mil em dívidas de crédito pessoal com juros de até 1,99% ao mês.
Pela ótica de responsabilidade institucional, a prorrogação é o reconhecimento de que o programa não decolou como planejado. Lançado por medida provisória em junho, o Desenrola Adimplentes levou mais de um mês para operar, porque o desenho original não atraiu os bancos privados, que viram pouco interesse em renegociar dívidas ainda não vencidas.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura concorda que o prazo foi estendido até 26 de outubro por causa de atrasos operacionais, que as renegociações só começaram em 10 de agosto e que bancos privados resistiram ao modelo original, deixando a adesão abaixo do previsto.
O Desenrola Adimplentes, programa federal de renegociação de dívidas para trabalhadores informais, foi prorrogado até 26 de outubro. A extensão veio na medida provisória do Desenrola 3.0, depois de atrasos operacionais e resistência dos bancos privados, que fizeram as renegociações começarem só em 10 de agosto.
O governo federal prorrogou por mais 30 dias o Desenrola Adimplentes, programa de renegociação de dívidas voltado a trabalhadores informais. As renegociações agora podem ser feitas até 26 de outubro, data em que também termina a vigência da medida provisória que criou a iniciativa. O prazo original era de 90 dias e passa a somar 120 dias de operação.
A extensão foi incluída na medida provisória que instituiu o Desenrola 3.0, nova etapa do programa federal de renegociação de dívidas. Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é permitir que mais pessoas usem o programa depois das dificuldades no início das operações.
As regras descritas são as mesmas em toda a cobertura. O programa permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas sem garantia, contratadas em crédito pessoal não consignado por trabalhadores informais e autônomos sem carteira assinada. Os juros ficam limitados a 1,99% ao mês, ante uma taxa média de cerca de 7% ao mês nessas operações, de acordo com dados do governo. Para participar, o cliente precisa ter pago ao menos quatro parcelas, e a dívida deve estar em dia ou com atraso inferior a 90 dias.
O atraso na largada também é ponto comum. A medida provisória foi publicada em 29 de junho, mas as renegociações só começaram de fato em 10 de agosto, depois de mudanças nas regras de participação das instituições financeiras. Os bancos privados resistiram ao modelo original. O governo incluiu a portabilidade de crédito e autorizou todos os bancos participantes a usar recursos próprios, o que reduziu a concentração no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Ainda assim, a adesão ficou abaixo do previsto.
A cobertura de centro relatou a prorrogação em tom de serviço. Detalhou o funcionamento do programa e a justificativa do ministro da Fazenda, Dario Durigan: trabalhadores informais têm dificuldade para comprovar renda e acabam recorrendo a modalidades de crédito com juros elevados.
Veículos de esquerda destacaram a medida como ação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva contra o endividamento das famílias. Lembraram que, segundo o Banco Central, a relação entre a dívida e a renda das famílias chegou a 49,9% em janeiro, recorde da série, e que o comprometimento mensal da renda com dívidas atingiu 28,9% em junho. Também citaram a estimativa da Fazenda de alcançar de 200 mil a 500 mil pessoas e os até R$ 15 bilhões previstos no Desenrola 3.0 para comprar carteiras de dívidas em atraso.
Veículos de direita não publicaram reportagem sobre a prorrogação até o momento, o que deixa sem contraponto próprio a discussão sobre a resistência dos bancos e a baixa adesão.
O que ainda não se sabe é quantas pessoas já renegociaram dívidas pelo programa e qual o valor total renegociado desde 10 de agosto. As fontes também não informam o que acontece com o programa depois que a medida provisória perder a vigência, em 26 de outubro.
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Programa Desenrola Adimplentes permite renegociar até R$ 15 mil em débitos de trabalhadores informais.
Governo Lula prorrogou até 26 de outubro o Desenrola Adimplentes, voltado a informais e autônomos com dívidas de até R$ 15 mil.

