Daniel Brandão perde o comando do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento cautelar por 180 dias de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, a pedido da Polícia Federal. O conselheiro é sobrinho do governador Carlos Brandão, do MDB, cujas contas são julgadas pela corte que ele presidia. A investigação apura o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, morto em São Luís em agosto de 2022, e um suposto esquema de desvio de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares federais. Daniel Brandão afirmou ser inocente e disse que cumprirá a decisão; a defesa do governador sustenta que o caso deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça.
Para veículos de esquerda, o caso expõe a captura de um órgão de controle por um grupo familiar. O tribunal encarregado de fiscalizar as contas do governo do Maranhão era presidido pelo sobrinho do governador e reúne dezenas de parentes dele em seus quadros, num arranjo que esvazia por dentro a fiscalização do dinheiro público.
Para veículos de direita, o episódio escancara a promiscuidade entre poder político e órgãos de controle no Maranhão e alcança o núcleo do governo estadual: a Polícia Federal descreve o governador Carlos Brandão como provável líder da organização investigada e aponta pagamentos, empresas de fachada e obstrução para blindar a família.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: o afastamento por 180 dias atendeu a pedido da Polícia Federal, alcança o sobrinho do governador Carlos Brandão à frente do órgão que julga as contas do próprio tio, e se apoia em dois eixos de apuração, o homicídio de 2022 em São Luís e o desvio de recursos públicos, inclusive emendas parlamentares. Há convergência também sobre as proibições impostas ao conselheiro e sobre o fato de que a investigação segue em curso, sem julgamento definitivo.
A decisão do ministro Flávio Dino tirou por 180 dias o comando do Tribunal de Contas do Maranhão das mãos de Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão. A Polícia Federal aponta ligação do conselheiro com um homicídio ocorrido em 2022 em São Luís e com o desvio de emendas parlamentares. Abaixo, como esquerda, centro e direita contaram o caso.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão pelo prazo de 180 dias. A medida atendeu a pedido da Polícia Federal e atinge um conselheiro que é sobrinho do governador Carlos Brandão, do MDB, cujas contas são julgadas pela própria corte. Além do afastamento, a decisão proíbe Daniel Brandão de acessar os sistemas e as dependências do tribunal, de usar bens e serviços da instituição, de participar de eventos em razão do cargo e de manter contato com o tio e com os demais investigados. A escolha de quem assumirá o comando caberá ao próprio tribunal, segundo o regimento interno.
O inquérito reúne dois eixos. O primeiro é o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, morto em agosto de 2022 em um edifício de São Luís. O executor, Gilbson César Cutrim Soares Júnior, foi condenado a 13 anos de prisão. A investigação inicial, feita pela Polícia Civil do Maranhão, concluiu que houve desentendimento pessoal, mas apurações posteriores da Polícia Federal sustentam que a morte ocorreu durante uma reunião sobre divisão de propina e que a presença de Daniel Brandão no local foi omitida do primeiro relatório. O segundo eixo trata do desvio de recursos públicos federais, estaduais e municipais, incluindo emendas parlamentares, com suspeita de uso de empresas da família. Na decisão, o ministro registrou indícios de pagamentos para comprar o silêncio do condenado, entre eles 160 mil reais entregues em espécie ao pai dele, e afirmou que um órgão independente de controle externo não pode ser presidido por quem figura no epicentro de investigações sobre homicídio, mau uso de recursos públicos e cobrança de propinas.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão de captura do Estado: o tribunal que fiscaliza o Executivo estadual era presidido por um parente direto do governador e reúne dezenas de familiares dele em seus quadros, arranjo que esvazia a fiscalização por dentro. Essa cobertura também deu relevo aos indícios de que órgãos de segurança do próprio estado teriam sido usados para dificultar a identificação do conselheiro. A cobertura de centro concentrou-se no conteúdo do despacho e nas manifestações das partes, reproduzindo as proibições impostas, a nota em que Daniel Brandão se diz inocente e afirma que cumprirá integralmente a ordem, e o argumento da defesa do governador de que o caso deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça. Veículos de direita enfatizaram a cadeia de obstrução descrita pela Polícia Federal, com a menção ao governador como provável líder da organização criminosa, o detalhamento de empresas familiares e a atuação atribuída ao senador Weverton Rocha, do PDT, junto a um ministro do Superior Tribunal de Justiça, além de dar espaço amplo à tese de que investigações sigilosas contra um governador fora do foro previsto comprometem a validade dos atos.
A divergência principal não está nos fatos da decisão, e sim no que cada lado toma como centro da história. Parte da cobertura trata o afastamento como resposta institucional a um esquema regional de desvio de dinheiro público. Outra parte o lê também à luz da posição do relator, que na semana anterior retirou o sigilo de três decisões do caso em meio a críticas públicas à atuação do Supremo Tribunal Federal, e que governou o Maranhão tendo Carlos Brandão como vice antes do rompimento político entre os dois.
Ainda não se sabe quem ficará com a presidência da corte de contas durante o afastamento, nem se a defesa conseguirá deslocar o processo para o Superior Tribunal de Justiça. Também segue em aberto o alcance final das imputações contra o governador, que nega irregularidades, e o volume exato dos recursos supostamente desviados. O próprio ministro ressalvou que a decisão não representa julgamento definitivo sobre a existência dos crimes, a autoria ou a participação dos investigados, e que a fase atual avalia apenas indícios suficientes para justificar medidas cautelares.
Decisão do ministro Flávio Dino, do STF, atende a pedido da PF, que investiga suposta organização criminosa envolvida em desvio de recursos públicos

Daniel Brandão é suspeito de envolvimento em um assassinato e em desvio de verba pública.

Flávio Dino afastou Daniel Brandão da presidência do TCE do Maranhão por seis meses, após pedido da PF em investigação sobre desvios

A decisão de Flávio Dino atende pedido da PF contra Daniel Brandão, suspeito de interferir em investigações de assassinato e desvios no Tribunal de Contas do Maranhão.

A medida acata um pedido da Polícia Federal (PF)

Suspeita da Polícia Federal é que Daniel Brandão, sobrinho do governador, tenha atuado para encobrir crime ocorrido em 2022

Ministro do STF afirma que Daniel Brandão teve participação em caso de assassinato em 2022. Leia no Poder360.

Ministro do STF determinou afastamento cautelar, por 180 dias, de Daniel Brandão, sobrinho do governador do estado, Carlos Brandão (MDB)

Ministro do STF determinou ainda que Daniel Brandão, que é sobrinho do governador Carlos Brandão, não tenha contato com familiares e investigados em um suposto esquema de corrupção

Decisão foi tomada no âmbito de inquérito que apura assassinato em São Luís; afastamento é por 180 dias; procurada, defesa de Daniel Brandão não se manifestou

Nesta matéria: perspectiva omitida.
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