Disputa ao governo de São Paulo tem segunda baixa em 48h
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As desistências de Kim Kataguiri e Paulo Serra mostram a fragmentação do campo da direita e do centro na disputa por São Paulo, deixando o caminho mais livre para a polarização entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad. Kataguiri vinculou sua saída a um projeto presidencial de Renan Santos (MBL), prometendo um Ministério da Reforma do Estado e um corte de R$ 1,1 trilhão na máquina pública, proposta apresentada com ceticismo por veículos progressistas, que lembram que Renan Santos aparece com apenas 3% nas pesquisas presidenciais, muito atrás de Lula (41%).
Veículos deste lado: CartaCapital e Brasil 247
Em 48 horas, a disputa pelo governo de São Paulo em 2026 perdeu dois pré-candidatos. No sábado, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) desistiu; no domingo, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) fez o mesmo.
Veículos deste lado: CNN Brasil
A consolidação das candidaturas em São Paulo favorece o governador Tarcísio de Freitas, que lidera com folga e pode vencer já no primeiro turno. As desistências de Kataguiri e Serra são leituras pragmáticas: ambos migraram para disputas em que têm mais competitividade, a Câmara dos Deputados.
Veículos deste lado: Veja
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Nesta matéria: falácia identificada.
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Todos os lados reconhecem que Kim Kataguiri e Paulo Serra desistiram da disputa ao governo de São Paulo em 48 horas e que a corrida fica concentrada entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, com Tarcísio na liderança.
A disputa pelo governo de São Paulo nas eleições de 2026 perdeu dois pré-candidatos em apenas 48 horas. No sábado, o deputado federal Kim Kataguiri, do Missão, anunciou que desistiu de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes e buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados. No domingo, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, do PSDB, tomou a mesma decisão e também se lançou pré-candidato a deputado federal. Com as duas saídas, a corrida estadual passa a girar em torno de dois nomes: o atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que busca a reeleição, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT.
Os números ajudam a explicar o movimento. Segundo o último levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado na sexta-feira, Tarcísio aparece com 45,6% das intenções de voto e Haddad com 34,1%. Paulo Serra registrava 4,6% e Kim Kataguiri, 3%. A cobertura de centro relatou que as desistências reforçam a possibilidade de a eleição paulista ser definida ainda no primeiro turno, com favoritismo do governador. Em nota, Serra afirmou que sua decisão veio após um amplo processo de reflexão e que pretende levar sua experiência de gestão do ABC Paulista para Brasília.
As leituras sobre o que as saídas significam variam conforme o veículo. Veículos de direita enfatizaram o cálculo pragmático dos dois pré-candidatos, que migraram para a disputa pela Câmara, onde são mais competitivos, e destacaram a agenda de redução do Estado defendida por Kataguiri, que prometeu um corte de 1,1 trilhão de reais na máquina pública e a montagem de uma equipe econômica inspirada nos formuladores do Plano Real. Veículos de esquerda, por sua vez, deram relevo ao fato de Kataguiri condicionar sua desistência a um projeto presidencial de Renan Santos, do MBL, e trataram com ceticismo tanto o suposto Ministério da Reforma do Estado quanto o corte bilionário prometido. A cobertura progressista lembrou ainda que Renan Santos aparece com apenas 3% nas pesquisas presidenciais, segundo o Datafolha, muito atrás de Lula, com 41%, e de Flávio Bolsonaro, com 31%, e enquadrou o pleito de 2026 como um momento em que o futuro democrático estaria novamente em jogo.
O que ainda não se sabe é se PSDB e Missão lançarão outros nomes para o governo paulista. Os dois partidos não confirmaram substitutos, e o cenário pode mudar com a eventual entrada de candidatos de outras legendas. Também permanece em aberto se a desistência de Kataguiri se converterá, de fato, em um papel central na campanha presidencial de Renan Santos, cujo desempenho nas pesquisas ainda é incipiente.
O deputado, que buscará um novo mandato, afirmou que assumiria o suposto Ministério da Reforma do Estado em uma eventual gestão de Renan Santos

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