Trump suspende por ordem executiva sanções e tarifas da Lei Graham contra Rússia
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira uma ordem executiva que suspende sanções e tarifas previstas na Lei Lindsey Graham, sancionada por ele em meados de setembro. As medidas entrariam em vigor poucos dias depois, e a Rússia comemorou enquanto a Ucrânia e legisladores americanos criticaram.
A cobertura sob o prisma da esquerda enfatiza que a suspensão das sanções enfraquece a pressão sobre Moscou e premia o agressor. O foco recai sobre o custo humano da guerra para a população ucraniana e sobre a ruptura entre Washington e Kiev.
A cobertura sob o prisma da direita enfatiza o cálculo de interesse nacional e o peso dos preços da energia sobre os consumidores americanos. A decisão aparece como exercício de uma prerrogativa legal do Executivo, dentro de uma lógica de proteção do bolso do contribuinte e de mercado.
12 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu por ordem executiva as sanções e tarifas da Lei Lindsey Graham contra a Rússia, dias antes de entrarem em vigor. A Rússia comemorou, a Ucrânia criticou e legisladores americanos reagiram. A página compara a cobertura da esquerda, do centro e da direita.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (16) uma ordem executiva que suspende sanções, restrições e tarifas previstas na Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026. A norma foi sancionada por ele em meados de setembro, e as medidas entrariam em vigor poucos dias depois. Na ordem, divulgada pela Casa Branca, Trump afirma ter enviado ao Congresso uma certificação de que a isenção, neste momento, atende aos interesses nacionais dos Estados Unidos. A suspensão vale até que ele ou integrantes de alto escalão do governo determinem que uma nova ação é apropriada.
A lei leva o nome do falecido senador republicano Lindsey Graham, seu principal defensor no Congresso. Ela previa tarifas de até 100% sobre todos os produtos importados dos cinco maiores compradores de petróleo e gás russos, entre eles China e Índia, além de punições a quem ajudasse a Rússia a driblar sanções, à chamada frota fantasma de navios e a autoridades russas, incluindo o presidente Vladimir Putin. O texto permite que o presidente isente as sanções simplesmente informando o Congresso.
A cobertura de centro relatou que a decisão ocorre em meio ao agravamento da relação entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Dias antes, Trump anunciou um acordo com Putin para que a Rússia forneça diesel ao mercado mundial, em troca de alívio de sanções, na tentativa de baixar os preços dos combustíveis, que subiram desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro. Os veículos de centro destacaram também que as eleições legislativas de 3 de novembro se aproximam e que a rejeição ao governo atingiu o maior patamar desde a posse, puxada pelo custo de vida.
As reações foram imediatas. Kirill Dmitriev, enviado de Putin para assuntos econômicos, classificou a suspensão como um momento importante e verdadeiramente histórico. Zelensky lamentou que os EUA tenham decidido ignorar a lei, disse que a medida recompensa Putin financeiramente e afirmou que a Rússia atacou mais de 15 instalações de energia ucranianas na noite anterior. Entre os parlamentares americanos, a senadora democrata Elizabeth Warren e o deputado democrata Don Beyer criticaram o recuo, e o deputado republicano Don Bacon disse que Trump prolonga a guerra. Já a senadora republicana Darline Graham, irmã de Lindsey Graham, disse que manteria a pressão sobre a Rússia, embora tenha afirmado que ela e o presidente compartilham o objetivo de encerrar a guerra e reduzir os preços dos combustíveis.
Os veículos de esquerda destacaram que a medida abre uma fissura na pressão ocidental sobre Moscou e representa uma vitória política para o governo russo. Nessa leitura, o recuo amplia o afastamento entre Washington e Kiev, enquanto os governos europeus mantêm o apoio à Ucrânia e o presidente francês, Emmanuel Macron, já havia criticado o acordo do diesel.
Os veículos de direita enfatizaram o cálculo de interesse nacional e o peso dos preços da energia sobre os americanos, lembrando que a lei autoriza a isenção e que o recuo é uma suspensão, não uma revogação. Também registraram a celebração de Moscou e a crítica de Zelensky, que pediu aos aliados europeus recursos adicionais de mais de US$ 70 bilhões para financiar o esforço de guerra em 2027.
O que ainda não se sabe é por quanto tempo a suspensão vai durar e se a Casa Branca pretende ampliá-la, como Zelensky disse acreditar. Também não está claro qual interesse nacional específico motivou a decisão, já que a ordem não o explica, nem como o Congresso, onde cresce a oposição dentro do próprio Partido Republicano, vai reagir. As equipes ucraniana e americana poderiam se reunir na próxima semana.
remlin saúda decisão de Trump de suspender sanções à Rússia - Moscou fala em "momento histórico". Presidente americano alega que suspensão de novo pacote de sanções aprovado pelo Congresso atend...
Ordem executiva de Trump impede a aplicação de sanções previstas na Lei Graham; Kremlin chamou a decisão de “momento histórico” após acordo com Putin para exportar diesel russo.

"Lei Graham" previa tarifas contra países que tivessem adquirido petróleo ou gás russo; presidente americano afirmou que nova medida "atende aos interesses nacionais dos EUA"

Presidente afirmou que decisão atende aos interesses dos EUA; legislação previa taxas de até 100%.


A isenção, por parte de Donald Trump, de importantes sanções contra a Rússia, que haviam sido aprovadas pelo Congresso americano, foi classificada neste sábado (17) como um momento "histórico" pelo principal…

O presidente dos EUA paralisou temporariamente muitas das restrições a Moscou, recentemente aprovadas pelo Congresso, sob a justificativa de preocupações com a "segurança nacional".

Darline Graham, irmã que assumiu a vaga após o falecimento de Lindsey Graham, defensor da medida, afirmou que preferiria manter a pressão sobre Moscou, acrescentando que não confia em Putin

O recuo de última hora gerou críticas dentro do partido dele e aumentou a tensão com a Ucrânia.

Moscou celebrou a medida, enquanto Zelensky lamentou a decisão do republicano

Trump tem se aproximado da Rússia e criticado publicamente o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy

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