Lynas Rare Earths acerta compra da Meteoric e mira terras raras em Poços de Caldas
3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
- Estado de MinasLynas avança sobre projeto de terras raras em Minas+230 inscrições foram registradas na primeira edição do Elas no Volante, programa da CMOC Brasil – Negócio Ouro, por meio
da Mineração Riacho dos Machados, voltado à capacitação
de mulheres para operação de caminhões(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Negócio de cerca de R$ 3,4 bilhões a R$ 3,5 bilhões por um projeto com operação prevista para 2028.
- Conclusão prevista para março de 2027, sujeita a acionistas, Justiça australiana e autorizações no Brasil.
- Eventual análise pelo conselho da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ligado à Presidência.
O que ainda está incerto
- Se a operação passará pelo conselho da política de minerais críticos, que tem até dezembro para ser instalado.
- Se a Lynas assumirá compromisso formal de separar terras raras no Brasil.
- Como andará o licenciamento ambiental do Projeto Caldeira.
A Lynas Rare Earths anunciou acordo para comprar a Meteoric Resources, que controla o Projeto Caldeira, de terras raras, na região de Poços de Caldas. O negócio ocorre sob a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e levanta dúvidas sobre soberania e aprovação.
A mineradora australiana Lynas Rare Earths firmou um acordo vinculante para comprar 100% das ações da também australiana Meteoric Resources, dona do Projeto Caldeira, de terras raras, na região de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. O anúncio foi feito na quarta-feira, 30 de setembro de 2026. O negócio, por troca de ações, está avaliado em cerca de US$ 672 milhões, o equivalente a algo entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,5 bilhões, conforme a cotação usada. Cada ação da Meteoric dará direito a 0,0207 nova ação da Lynas.
A cobertura de centro relatou que o Projeto Caldeira está em fase pré-operacional, concluiu o estudo de viabilidade definitivo e prevê investimento de US$ 498 milhões, com início das operações em 2028. A Lynas opera na Austrália e na Malásia e se apresenta como a única produtora comercial de óxidos de terras raras leves e pesadas fora da China. As empresas informaram que a Lynas pretende avaliar a separação de terras raras no Brasil. A conclusão está prevista para março de 2027, e a assembleia de acionistas da Meteoric deve ocorrer em janeiro de 2027. O negócio ainda depende da Justiça australiana e de autorizações regulatórias no Brasil.
O movimento acontece no mesmo mês em que a americana USA Rare Earths concluiu a compra da Mineração Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação comercial no país. Segundo fontes do setor ouvidas pela cobertura de centro, esse episódio foi o estopim do conselho previsto na recém-criada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ligado à Presidência da República, que homologará operações sensíveis à soberania nacional. O conselho tem até dezembro para ser instalado, e ainda é incerto se o negócio entre Lynas e Meteoric passará por ele. Em comunicado, as duas empresas disseram ter dialogado com a Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia. A percepção relatada é de que a aprovação não deve enfrentar grandes obstáculos.
A cobertura regional contextualizou a corrida global. O Planalto de Poços de Caldas reúne depósitos de terras raras em argila iônica, perto da superfície, o que barateia a extração. Além da Meteoric, as australianas Viridis Mining and Minerals e Power Minerals têm projetos na região, e a Agência Nacional de Mineração recebeu cerca de 100 pedidos de autorização de pesquisa ali. A China concentra cerca de 70% da produção mundial e quase 90% do processamento, e Estados Unidos e União Europeia buscam outros fornecedores. Uma coluna setorial acrescentou uma fala do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, que defendeu avançar na cadeia produtiva para que o estado não seja só exportador de minério bruto.
Até o momento, apenas a cobertura de centro tratou diretamente da compra. Não houve veículos de esquerda nem de direita que a noticiassem. Por isso, o enquadramento ideológico que cada lado daria ainda é uma leitura provável, e não um fato registrado. Em linhas gerais, a esquerda tende a enfatizar soberania e agregação de valor local, e a direita, atração de investimento e previsibilidade regulatória.
Fontes
+230 inscrições foram registradas na primeira edição do Elas no Volante, programa da CMOC Brasil – Negócio Ouro, por meio da Mineração Riacho dos Machados, voltado à capacitação de mulheres para operação de caminhões


