TSE anula votos de Garotinho e Douglas Ruas deve ser eleito governador do Rio
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Anthony Garotinho no primeiro turno para governador do Rio de Janeiro, o que deve levar Douglas Ruas (PL) a superar 50% dos votos válidos e ser eleito sem segundo turno. Eduardo Paes (PSD) reconheceu a derrota.
A cobertura sob o prisma da esquerda destaca que a eleição fluminense foi definida por uma decisão judicial e não pelo voto, e que a vontade de eleitores que foram às urnas pode ter sido ignorada. Também realça as suspeitas que cercam o vencedor e seu grupo político.
A cobertura sob o prisma da direita celebra a vitória do PL no Rio, enfatiza que a decisão do TSE seguiu a lei e destaca a derrota de Paes, que teria tentado manobrar na Justiça. Ruas é apresentado como o rosto da mudança diante de uma geração política tradicional.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O Tribunal Superior Eleitoral anulou os votos de Anthony Garotinho por inelegibilidade, e Douglas Ruas, do PL, deve ser eleito governador do Rio de Janeiro sem segundo turno. Eduardo Paes reconheceu a derrota, e a retotalização está marcada para sábado, às 15h.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na quinta-feira, 8 de outubro, anular os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para governador do Rio de Janeiro. Com isso, o candidato do PL, Douglas Ruas, deve superar 50% dos votos válidos e ser eleito já no primeiro turno. O adversário Eduardo Paes (PSD) reconheceu a derrota.
A cobertura de centro relatou que Ruas teve 49,27% dos votos válidos no domingo, 4 de outubro, contra 42,76% de Paes. Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17%. Como esses votos passam a ser considerados nulos, Ruas chegaria a 50,88% e Paes a 44,16%. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) marcou a retotalização para sábado, 10, às 15h, o que deve oficializar o resultado.
Os veículos concordam sobre a origem do caso. O TRE-RJ negou o registro de Garotinho em 11 de setembro, por causa de uma suspensão de direitos políticos de oito anos decorrente de condenação por improbidade. A defesa recorreu ao TSE, e por isso o nome dele estava na urna. No dia 2 de outubro, o relator, ministro Floriano Marques, determinou que os votos fossem registrados como anulados sub judice, mas o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, decidiu que continuariam valendo no cálculo até o julgamento do plenário. Um dia depois da eleição, a defesa de Garotinho pediu desistência do recurso.
No julgamento, cinco dos sete ministros seguiram o relator: consideraram Garotinho inelegível e anularam os votos. Os ministros Sebastião Junior e Ricardo Villas Bôas Cueva também rejeitaram a candidatura, mas defenderam novo turno, porque os eleitores não haviam dado mais de 50% a Ruas. Paes recorreu ao Supremo Tribunal Federal, e o ministro Cristiano Zanin negou o pedido por falta de esgotamento dos recursos no TSE. Paes afirmou que decisão judicial se respeita.
Veículos de direita enfatizaram a derrota de Paes e a vitória do PL, que também elegeu senadores e 21 deputados estaduais. Segundo essa cobertura, Paes passou a defender a validade dos votos de Garotinho depois de ter pedido a inelegibilidade dele. Ruas foi citado dizendo que a população deu um recado de mudança e que terá postura republicana com todos.
A cobertura de centro, por sua vez, deu mais espaço às controvérsias. Foram destacadas as divergências no tribunal, o pedido da coligação de Paes e do PSOL por segundo turno e as suspeitas sobre o vencedor. O Ministério Público do Rio investiga empresas ligadas a Ruas por suspeita de enriquecimento ilícito, e uma auditoria estadual apontou contratos de R$ 702 milhões na Secretaria das Cidades, que ele comandou. Ruas nega irregularidades e diz defender o avanço das apurações. Foi lembrada ainda a acusação de nepotismo, rejeitada pela prefeitura de São Gonçalo. Nenhum veículo de esquerda apareceu entre os que cobriram o caso, de modo que o enquadramento de esquerda aqui é apenas uma leitura provável a partir dos fatos: a ênfase estaria na decisão judicial que altera o resultado depois da votação.
O que ainda não se sabe é se haverá novos recursos no TSE ou no Supremo contra a anulação dos votos, e se a retotalização transcorrerá sem contestação. Também não está claro o que a investigação do Ministério Público concluirá sobre as empresas ligadas a Ruas.
TSE formou maioria para declarar nulos os votos de Anthony Garotinho, o que daria ao candidato do PL mais de 50% dos votos válidos. Horas depois, Eduardo Paes reconheceu sua derrota após a decisão judicial.

Eduardo Paes (PSD) reconhece derrota e desiste de tentar levar eleição para o segundo turno

TSE formou maioria para declarar nulos os votos de Anthony Garotinho, o que daria ao candidato do PL mais de 50% dos votos válidos. Horas depois, Eduardo Paes reconheceu sua derrota após a decisão judicial.

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