DR entre Lula e Jaques pode ditar futuro da campanha do presidente
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O presidente Lula deve se reunir nesta semana com Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para definir se o senador permanece no cargo após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A PF investiga supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo a compra de um apartamento de R$ 2,4 milhões, uso de jatinhos e dólares e euros apreendidos. Jaques afirma que não pedirá para sair e diz que Lula não tocou no assunto na conversa após a operação.
Veículos deste lado: CNN Brasil
A operação da PF contra Jaques Wagner expõe o governo Lula a um novo escândalo de corrupção às vésperas da campanha de reeleição. As investigações apontam que o líder do governo no Senado teria recebido vantagens indevidas do Banco Master, com apartamento de luxo, jatinhos, ingressos para shows nos EUA e dinheiro vivo apreendido.
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Todos os lados reconhecem que Jaques Wagner foi alvo de uma operação da PF ligada ao Banco Master, que há pressão interna no PT por uma resposta e que o senador, popular na Bahia, resiste a deixar a liderança do governo no Senado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta semana com Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para definir se o senador continua no cargo após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal. A conversa, segundo a cobertura, pode determinar o tom da campanha de reeleição de Lula nos próximos meses, num momento em que o Palácio do Planalto tenta evitar que o caso se transforme em munição eleitoral.
Jaques Wagner foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira. A investigação apura um possível vínculo entre o entorno familiar do senador e estruturas societárias ligadas ao liquidado Banco Master. A cobertura de centro relatou, com base em documentos da PF, que foram apreendidos cerca de 55 mil dólares, 33 mil euros e relógios em endereços do parlamentar em Brasília e Salvador. Entre as supostas vantagens estariam a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, o uso gratuito de jatinhos particulares e ingressos para shows internacionais em Los Angeles. A PF aponta ainda uma conversa interceptada em que o senador teria encaminhado o contato de uma construtora para a negociação do imóvel.
Todos os lados convergem em pontos centrais: a operação mirou o líder do governo no Senado, há pressão interna no PT por uma resposta, e o próprio Jaques afirmou publicamente que não pedirá para deixar o cargo, dizendo que Lula não mencionou o tema no telefonema que tiveram após a operação. Questionado por jornalistas, o presidente acenou com um gesto de aprovação, mas não respondeu. Também há consenso sobre o peso eleitoral do senador na Bahia, onde busca a reeleição e divide com Rui Costa a liderança nas pesquisas de intenção de voto.
A cobertura diverge no enquadramento. Veículos de direita enfatizaram que o episódio aproxima a corrupção das gestões do PT justamente às vésperas da campanha, reforçando a estratégia de opositores de associar o partido a escândalos. A cobertura de centro relatou o caso de forma mais descritiva, detalhando as evidências da PF, o histórico de articulação desgastada do senador desde a derrota de Jorge Messias na indicação ao Supremo Tribunal Federal, e os dois argumentos que pesam pela permanência: o cálculo eleitoral na Bahia e a relação de proximidade e confiança entre Jaques e Lula. Pelo prisma da esquerda, aliados do presidente ponderam que a saída do senador poderia enfraquecer outras candidaturas petistas no estado e lembram que o campo adversário, ligado a Flávio Bolsonaro, teria conexões ainda mais delicadas com o Banco Master.
O que ainda não se sabe: não há definição sobre a permanência de Jaques na liderança, a data exata da reunião com Lula depende da agenda presidencial, e a defesa técnica do senador ainda não se manifestou formalmente sobre as acusações. Também permanece em aberto o desfecho da própria Operação Compliance Zero e eventuais desdobramentos no Supremo Tribunal Federal.
Petistas devem conversar nesta semana sobre operação da PF que teve como alvo o líder do governo no Senado

Encontro deve ser realizado nos próximos dias para discutir os desdobramentos político da operação da PF