Eduardo pede a Trump retomada de sanções contra Moraes antes de julgamento no STF
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Às vésperas de ser julgado pelo STF, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro voltou a atacar a Corte e o ministro Alexandre de Moraes, pedindo a Trump a retomada de sanções contra o magistrado. Para a cobertura de esquerda, o episódio expõe a tentativa de um político brasileiro de mobilizar um governo estrangeiro para pressionar instituições do Brasil. A acusação de coação no curso do processo, ligada ao 8 de janeiro, foi aceita por unanimidade pela Corte, e o inquérito aponta que Eduardo articulou tarifas e suspensão de vistos contra autoridades nacionais.
Na véspera de seu julgamento no STF, Eduardo Bolsonaro denunciou o que chama de 'condenação em retaliação' e pediu a Trump a retomada de sanções contra Alexandre de Moraes, classificado por ele como 'violador de direitos humanos'.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Esquerda e direita reconhecem que Eduardo Bolsonaro é julgado pelo STF por coação no curso do processo, que ele pediu a Trump a retomada de sanções contra Moraes, e que a denúncia da PGR foi aceita pela Corte no contexto das investigações sobre o 8 de janeiro.
Na véspera de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, marcado para terça-feira, 16 de junho de 2026, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro intensificou os ataques à Corte e ao ministro Alexandre de Moraes. Em publicação na rede social X, ele pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a integrantes do governo americano, os secretários Rubio e Bessent, a retomada de sanções contra o magistrado. Eduardo afirmou que pode sofrer uma 'condenação em retaliação' e classificou o processo como perseguição política.
O ex-deputado, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, é acusado de coação no curso do processo. A acusação integra as investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, aceita pelo STF em novembro do ano anterior, Eduardo atuou junto à equipe de Trump para defender medidas de pressão contra o Brasil, entre elas a imposição de tarifas a produtos brasileiros e a suspensão de vistos de ministros do Supremo e de autoridades federais.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a data do julgamento, a acusação, o teor da postagem de Eduardo e a cronologia da investigação, sem aderir a nenhum dos enquadramentos. Veículos de esquerda enfatizaram que se trata de um ex-deputado cassado recorrendo a um governo estrangeiro para tentar blindar-se de uma ação penal no Brasil, destacando que a denúncia foi aceita por unanimidade pela Corte e que as medidas defendidas por ele, tarifas e suspensão de vistos, prejudicariam o país. Nesse enquadramento, o pedido de sanções a Trump é lido como pressão indevida sobre a soberania nacional e a independência do Judiciário.
Veículos de direita, por outro lado, reproduziram com mais espaço a narrativa do próprio Eduardo, que se diz vítima de 'lawfare', o uso do direito como arma contra adversários. Ele sustenta que criminalizar o diálogo com autoridades do governo americano equivaleria a tratar a administração Trump como uma organização criminosa, e chama Moraes de 'violador de direitos humanos'. Para essa cobertura, o caso é exemplo de perseguição a opositores e de ataque à liberdade de manifestação no exterior.
O que ainda não se sabe é o resultado do julgamento e a pena eventual, caso haja condenação. Também não há definição pública sobre se o governo Trump atenderá ao apelo por novas sanções a Moraes, nem qual seria o impacto diplomático e econômico de uma eventual retomada dessas medidas sobre o Brasil.
Ex-deputado será julgado nesta terça-feira sob a acusação de coação no curso do processo por tentar interferir nos julgamentos dos atos golpistas do 8/1
Ex-deputado afirma que pode sofrer 'condenação em retaliação' e critica investigação sobre atuação nos EUA
