Lula e Flávio Bolsonaro estreiam nas ruas sob a bandeira da segurança pública
3 veículos de esquerda · 17 veículos de centro · 4 veículos de direita

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No domingo, 16 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro abriram a campanha presidencial em redutos simbólicos: o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, e a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Segurança pública foi o tema dominante nos dois discursos, com propostas opostas. Lula falou por cerca de 35 minutos, prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, defendeu a asfixia financeira das facções e a exploração das terras raras pelo Brasil. Flávio prometeu um tesouraço a partir de janeiro, classificar Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e milícias como organizações terroristas e reduzir a maioridade penal. Ambos acenaram ao eleitorado feminino e citaram Deus. Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury também iniciaram agendas no mesmo dia.
A largada da campanha expôs dois projetos de país em disputa. Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao lugar onde nasceu sua militância sindical para ligar a candidatura à história dos trabalhadores brasileiros e defender que investir em educação custa menos do que prender.
O primeiro dia de campanha mostrou um governo na defensiva diante da violência e do bolso do eleitor. O senador Flávio Bolsonaro chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de caloteiro da esperança, prometeu um tesouraço com corte de impostos, de burocracia e de corrupção, e disse que vai tratar Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e milícias como organizações terroristas.
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No domingo, 16 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro iniciaram a campanha presidencial em redutos simbólicos: São Bernardo do Campo e a Praia de Copacabana. Segurança pública, aceno ao eleitorado feminino e menções a Deus apareceram nos dois palanques, com propostas opostas para o combate ao crime organizado.
O primeiro dia da campanha eleitoral de 2026, no domingo, 16 de agosto, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em palanques escolhidos pelo peso simbólico. Lula discursou no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, o mesmo espaço das assembleias de metalúrgicos do fim dos anos 1970 que o projetaram nacionalmente. Flávio Bolsonaro subiu em um trio elétrico na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde o pai, Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, reuniu suas maiores manifestações. No mesmo dia, Ronaldo Caiado fez carreata por municípios de Goiás, Romeu Zema discursou em Montes Claros, Renan Santos ocupou o largo São Francisco, em São Paulo, usando colete à prova de balas, e Augusto Cury abriu agenda em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Toda a cobertura converge em um ponto: a segurança pública dominou os dois discursos principais. Lula falou por cerca de 35 minutos, resgatou a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública, citou a PEC da Segurança em tramitação no Congresso e defendeu a asfixia financeira das facções, com a frase de que é fácil matar o bandido na favela enquanto quem manda está no apartamento de cobertura. Prometeu ainda apresentar o plano de governo em dez a quinze dias, defendeu que o Brasil industrialize suas terras raras em vez de exportar minério bruto e cobrou da militância que compare indicadores de emprego, inflação e educação com o governo anterior. Flávio Bolsonaro prometeu um tesouraço a partir de janeiro, com corte de impostos e de burocracia, disse que classificará o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital e as milícias como organizações terroristas, defendeu prisão mínima de oito anos para ladrão de celular e castração química para estupradores. Há convergência também em outros dois traços: os dois acenaram ao eleitorado feminino, com promessas contra a violência de gênero, e os dois invocaram Deus repetidamente.
As divergências de cobertura começam no que cada lado escolheu iluminar. Veículos de esquerda compararam os programas de governo palavra por palavra e destacaram que o texto petista dedica páginas a cultura, educação e direitos humanos, enquanto o do senador se concentra em presídios e facções, com a proposta de cinco unidades de segurança máxima inspiradas no modelo de El Salvador, onde entidades de direitos humanos denunciam prisões sem acusação formal e condenações coletivas. Essa mesma cobertura tratou a entrada do deputado Nikolas Ferreira na campanha do senador como parte de uma estratégia de amplificação digital da direita e denunciou assimetria no tratamento jornalístico das investigações que atingem os dois campos. A cobertura de centro concentrou-se no que os candidatos evitaram dizer: o senador não pronunciou as palavras tarifaço, Estados Unidos nem Trump, e o presidente não mencionou corrupção, o INSS, o filho Fábio Luís nem o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro. Veículos de direita enfatizaram o flanco fiscal e o desgaste do governo, com o discurso sobre 80 milhões de endividados e o corte de R$ 4,2 bilhões nas Forças Armadas, e colunistas cobraram um debate propositivo em vez da repetição da polarização de 2022, apontando vitimismo nos dois palanques.
Os números disponíveis situam a disputa. Pesquisa Datafolha divulgada em julho apontou 40% para Lula e 32% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Levantamento Quaest divulgado em 14 de agosto mostrou empate técnico na avaliação do governo, com 48% de desaprovação e 46% de aprovação, e segurança citada por 33% do eleitorado como principal preocupação. O monitoramento de redes indica que os dois concentram 67,4% das menções aos presidenciáveis, o que estreita o espaço da terceira via. O Tribunal Superior Eleitoral, por sua vez, ampliou as regras para uso de inteligência artificial na campanha, com obrigação de aviso em conteúdo gerado por IA, proibição de circulação desse material nas 72 horas anteriores ao pleito e possibilidade de inversão do ônus da prova em casos de manipulação digital, medida que divide juristas.
O que ainda não se sabe é considerável. O plano de governo detalhado do presidente foi prometido para os próximos dias e não havia sido apresentado. Nenhuma das duas campanhas confirmou presença no primeiro debate televisivo, marcado para 23 de agosto, embora ambas tenham enviado representantes à reunião sobre as regras.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, prometeu neste sábado (22) “declarar guerra aos narcoterroristas” caso seja eleito e disse que pretende classificar facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além das milícias, como grupos terroristas. As declarações aconteceram no ato de lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio, no Maracanãzinho, na Zona Norte. No evento, Ruas e o candidato a deputado federal Eduardo Pazuello (PL) fizera

Partido mostrou Praça da Estação cheia durante lançamento de Patrus Ananias e disse que imagens fariam candidato do PL “chorar”. Leia no Poder360.

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Senador e candidato cita investigações contra filho do presidente durante live semanal e critica condução da economia

Candidatos petistas derrapam no Rio Grande do Norte e tentam colar em Lula para melhorar intenções de voto

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Ato também marcou o lançamento da candidatura do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), escolhido para encabeçar o palanque bolsonarista no Rio de Janeiro neste ano

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Levantamento analisa 15 palavras-chave nas propostas dos candidatos e expõe visões opostas para o país…

Em São Bernardo do Campo, o presidente relembrou sua trajetória, acenou ao eleitorado feminino e prometeu prender os líderes do crime organizado. Em Copacabana, o senador do PL homenageou o pai e criticou com dureza a política de segurança do governo federal. Governo dos EUA estaria estudando novas sanções contra Alexandre de Moraes. Para regenerar o solo, floresta amazônica recorre a um grupo de 18 espécies de árvores. Morre nos EUA, aos 36 anos, a atriz Hayden Panettiere, de Heroes e Nashville
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Em São Bernardo do Campo, presidente relembrou sua trajetória, acenou ao eleitorado feminino e prometeu prender líderes do crime organizado. Em Copacabana, senador do PL homenageou o pai e criticou a política de segurança do governo federal. Governo dos EUA estaria estudando novas sanções contra Alexandre de Moraes. Para regenerar solo, floresta amazônica recorre a um grupo de 18 espécies de árvores. E Google permite
Ao Live CNN, Larissa Rodrigues aponta que candidatos à Presidência deixaram de lado assuntos considerados pontos vulneráveis nos discursos inaugurais de campanha

Ambos destacam o papel das mulheres, citam Deus e fazem promessas para segurança pública

Presidente discursou em São Bernardo do Campo lembrando atuação sindical na ditadura e comparou resultados com o mandato do antecessor

Discursos apresentados nos atos deste domingo delinearam divergências que vão além da polarização irracional e isso é um bom começo

Presidente faz balanço da gestão e pede para militância comparar; senador ataca facções

Flávio Bolsonaro iniciou a campanha eleitoral 2026 em Copacabana com promessas de cortes de gastos, homenagens ao pai e críticas à gestão do presidente Lula.

Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira fazem primeiro ato conjunto em Belo Horizonte, enquanto o PL tenta ampliar a mobilização digital.

Entorno do presidente afirma que ele não deve participar do debate da emissora, o primeiro da campanha

Nos últimos sete dias, segundo dados da AP Exata Inteligência, Lula concentrou 40,5% das menções online aos presidenciáveis, e, Flávio, 26,9%.

Presidente do TSE disse que uso indevido de IA ameaça processo democrático. Entre as regras, está a proibição da circulação de conteúdos gerado por IA nas 72 horas antes do pleito

Petista fez discurso em São Bernardo do Campo (SP), enquanto seu principal adversário no pleito de outubro subiu em trio elétrico em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Durante o discurso, que também contou com falas de outras autoridades, como o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a deputada federal Benedita da Silva

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Nesta matéria: viés de centro.