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O Brasil entrou na reta final das definições eleitorais de 2026. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções que oficializam candidaturas, com registro na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha começa em 16 de agosto, a propaganda gratuita no rádio e na TV em 28 de agosto e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Em paralelo, o TSE atualizou o aplicativo e-Título e lançou, com o Observatório da Democracia da AGU, uma cartilha de boas práticas sobre uso de inteligência artificial na campanha.
O Brasil entrou na semana decisiva do calendário eleitoral de 2026. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções que oficializam candidaturas, e os nomes escolhidos precisam ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha começa oficialmente em 16 de agosto, a propaganda gratuita no rádio e na televisão entra no ar em 28 de agosto e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro para os cargos majoritários, como presidente e governador.
No plano nacional, cinco candidatos à Presidência entre os mais bem colocados nas pesquisas já encerraram suas convenções. O Partido Liberal oficializou em 25 de julho, em ato no Pacaembu, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Também fizeram convenção os partidos que lançaram Lula, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Dois desses candidatos ainda não anunciaram seus vices. No discurso de lançamento, o senador do PL apostou em tom emocional, citou o legado do pai e apresentou como propostas o endurecimento das leis penais, incluindo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para condenados por pedofilia.
Nos estados, o quadro ainda estava aberto. No Tocantins, até o fechamento das reportagens apenas a federação PSOL-Rede havia definido candidatura, com a maioria das legendas concentrando os encontros entre o domingo, dia 2, e o fim do prazo legal.
Em paralelo às definições partidárias, a Justiça Eleitoral mexeu na infraestrutura do pleito. O Tribunal Superior Eleitoral atualizou o e-Título, versão digital do título de eleitor, que passou a reunir serviços antes espalhados por outras plataformas: acompanhamento de pedidos feitos no Título Net, emissão de certidão de filiação partidária, token temporário de autenticação liberado por vídeo-selfie, sincronização automática de dados biométricos, pagamento de multas eleitorais por Pix ou cartão via PagTesouro e o módulo Boletim na Mão, para consulta e compartilhamento de boletins de urna. Em 3 de agosto, o mesmo tribunal lançou, com o Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União, uma cartilha de boas práticas sobre uso de inteligência artificial na campanha, com orientação sobre onde denunciar conteúdo falso: o sistema de alertas do tribunal, o aplicativo Pardal, previsto para 16 de agosto, o Ministério Público Eleitoral, uma organização não governamental de direitos digitais e as próprias plataformas.
A cobertura de centro tratou o conjunto como serviço ao eleitor, com ênfase em prazos, datas e passo a passo das ferramentas oficiais, e foi também a que trouxe o resumo dos discursos de convenção. Veículos de esquerda destacaram o lado de acesso e proteção: a digitalização que reduz barreiras para votar e o esforço institucional contra desinformação apresentado como responsabilidade compartilhada entre poder público, plataformas e sociedade civil. Entre os veículos de direita, o tema não apareceu no conjunto de matérias reunidas até o momento, de modo que a leitura habitual desse campo, de cobrança sobre o alcance do poder regulatório do tribunal e sobre a coleta de dados biométricos do eleitor, não está representada por cobertura própria neste caso.
O que ainda não se sabe é quem serão os candidatos majoritários na maior parte dos estados, já que muitas convenções ocorreram na virada do prazo, e quem ocupará as duas vagas de vice ainda em aberto nas chapas presidenciais. Também não há confirmação de que o aplicativo de denúncias estará disponível na data prevista, nem informação sobre o volume de denúncias que a Justiça Eleitoral espera processar e em quanto tempo. Nenhuma das matérias detalha como o tribunal pretende distinguir, na prática, conteúdo manipulado por inteligência artificial de peça de campanha legítima.
Toda a cobertura trata o calendário eleitoral como dado objetivo e não contestado: convenções até 5 de agosto, registro até 15 de agosto, campanha a partir de 16 de agosto e primeiro turno em 4 de outubro. Há convergência também sobre o fato de o TSE ter ampliado as funções do e-Título e publicado orientação sobre uso de inteligência artificial na campanha.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o veículo ter perfil editorial à esquerda, o texto é republicação de material de agência e se limita a descrever funções do e-Título: certidão de filiação, token de autenticação, sincronização biométrica, pagamento de multas via PagTesouro e o módulo Boletim na Mão. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, o que classifica o artigo como CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Mesma matéria de agência distribuída por outro veículo, com estrutura de tópicos e atribuição recorrente ao TSE. Linguagem descritiva, sem adjetivação política. A chamada final para uma pesquisa de intenção de voto é elemento de navegação, não afeta o enquadramento do texto.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Nova versão do e-Título reúne serviços que antes exigiam outras plataformas da Justiça Eleitoral


Candidatos à Presidência como Lula, Flávio Bolsonaro e Zema oficializam candidaturas com foco em propostas de segurança, economia e críticas contundentes aos adversários.

Cartilha lançada por TSE e AGU indicam canais de denúncia para reportar uso indevido da tecnologia

Primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. Pagamento previsto é de R$ 600 por família, com possíveis adicionais.

As convenções são realizadas para oficializar os pré-candidatos aos cargos públicos e as alianças com outras legendas e federações.
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O título promete o que disseram os presidenciáveis, no plural, e o lead cita cinco convenções, mas o corpo entregue só desenvolve o discurso de Flávio Bolsonaro, o que caracteriza descompasso entre manchete e texto. A narração em si é descritiva e atribui as falas ao candidato, sem endosso do repórter, o que sustenta a classificação CENTER apesar do desequilíbrio de espaço.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Texto de serviço que descreve a cartilha do TSE com o Observatório da Democracia da AGU e lista canais: sistema de alertas do tribunal, aplicativo Pardal previsto para 16 de agosto, Ministério Público Eleitoral, uma organização não governamental e as próprias plataformas. Cita a cartilha entre aspas e não adota posição sobre a regulação, o que mantém o enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
Texto de serviço puro: lista datas por final de NIS, valores mínimos (R$ 600) e adicionais, o corte de renda de R$ 218 por pessoa e as contrapartidas de escola e vacinação. Não avalia o programa, não cita governo como mérito nem como problema, não usa vocabulário valorativo. Padrão factual de agência.
Perspectivas omitidas
Reportagem de calendário. Informa o prazo de 5 de agosto para as convenções, o registro na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, o início da campanha em 16 de agosto, a propaganda gratuita em 28 de agosto e as datas de 4 e 25 de outubro. Registra apenas que a federação PSOL-Rede definiu candidatura, sem juízo sobre nenhuma legenda.
Perspectivas omitidas



