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A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado Federal chega ao fim de julho de 2026 sem favorito consolidado. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra a ex-deputada Manuela d'Ávila (PSOL) na frente, com 30,7% das intenções de voto no cenário estimulado, seguida por Marcel Van Hattem (Novo), com 28,6%. A diferença de 2,1 pontos percentuais é menor que a margem de erro de 2,6 pontos, o que configura empate técnico entre os dois. Logo atrás, o ex-governador Germano Rigotto (MDB) soma 26,3% e também empata tecnicamente com o segundo colocado.
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Resumo da cobertura
Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas sobre a disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado Federal aponta cinco candidatos competitivos. No cenário estimulado, em que o eleitor podia citar até dois nomes, Manuela d'Ávila (PSOL) lidera com 30,7%, seguida por Marcel Van Hattem (Novo), com 28,6%, e Germano Rigotto (MDB), com 26,3%. Paulo Pimenta (PT) tem 23,7% e Sanderson (PL), 20,3%. A margem de erro de 2,6 pontos percentuais coloca os primeiros colocados em empate técnico. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 60 municípios gaúchos entre 16 e 19 de julho de 2026 e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-09313/2026.
O cenário se completa com o ex-ministro Paulo Pimenta (PT), que registra 23,7%, e o ex-deputado federal Sanderson (PL), com 20,3%. Juntos, os cinco formam um bloco competitivo por duas cadeiras, num pleito em que o eleitor gaúcho escolhe dois nomes. Mais atrás aparecem o deputado estadual Frederico Antunes (PSD), com 7,4%, Renato Jaguarão (Cidadania), com 2,8%, e Milton Cardoso (PSDB), com 2,6%.
Até o momento, apenas um veículo cobriu este levantamento específico, e a cobertura é de perfil factual, sem enquadramento ideológico: reporta percentuais, recortes demográficos e ficha técnica, dando o mesmo tratamento a candidatos de PSOL, Novo, MDB, PT e PL. Não há, neste momento, cobertura de outros lados do espectro para comparar ênfases, o que impede afirmar como a pesquisa seria enquadrada por veículos de perfis editoriais distintos.
Os recortes internos são o dado mais revelador da sondagem. Manuela d'Ávila tem seu melhor desempenho entre mulheres, onde chega a 36,2%, e entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, faixa em que atinge 35,4%. Marcel Van Hattem inverte o padrão: lidera entre homens, com 37,1%, e entre eleitores com ensino superior completo, com 38,1%, estrato no qual Manuela registra 30,2%. O contraste desenha dois eleitorados distintos e razoavelmente estáveis, com pouca sobreposição aparente.
A foto muda bastante quando os nomes não são apresentados previamente. Na pesquisa espontânea, 76,8% dos entrevistados dizem não saber ou não opinam. Entre os que citam algum nome, Van Hattem aparece numericamente à frente, com 8,1%, seguido por Manuela d'Ávila, com 4,1%, e Paulo Pimenta, com 2,9%. Votos nulos ou em branco somam 5,9% nesse formato. Esse desnível entre estimulada e espontânea é comum em disputas para o Senado, cargo com menor visibilidade que o Executivo, e indica que a maior parte do eleitorado ainda não fixou uma escolha.
No cenário estimulado, os que declaram voto em nenhum, branco ou nulo representam 9,7% da amostra estadual, e 6,6% não sabem ou não responderam. A pesquisa ouviu presencialmente 1.500 eleitores em 60 municípios do Rio Grande do Sul, entre 16 e 19 de julho de 2026, com nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-09313/2026.
Um ponto metodológico merece atenção do leitor: o cenário estimulado permitia citar até dois candidatos, o que faz a soma dos percentuais ultrapassar 100% e impede comparação direta com sondagens de menção única. A matéria não detalha essa implicação.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há informação sobre quem contratou o levantamento, nem comparação com sondagens anteriores que permita medir tendência de alta ou queda de cada nome. Também não há reação dos candidatos citados, nem indicação de quais nomes estarão de fato na urna, já que as convenções partidárias definem as candidaturas formais. Sem série histórica e sem cobertura de outros veículos sobre a mesma pesquisa, o retrato vale como fotografia de um momento, não como projeção de resultado.
Briefing
O que importa para você
Cinco candidatos brigam por apenas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado, e a diferença entre o primeiro e o terceiro colocado (30,7% a 26,3%) cabe na margem de erro de 2,6 pontos.
Cada eleitor gaúcho vota em dois nomes, o que torna combinações entre campos diferentes decisivas para o resultado.
Com 76,8% de indecisos na pesquisa espontânea, o quadro é altamente instável e tende a mudar com a campanha.
O que ainda está incerto
Não se sabe quem contratou e financiou o levantamento.
Não há comparação com pesquisas anteriores, o que impede medir tendência de alta ou queda de cada candidato.
Não está definido quais desses nomes serão de fato homologados como candidatos pelas convenções partidárias.
Linha do Tempo
22 de jul. de 2026, 00:00
Instituto divulga pesquisa sobre o Senado no Rio Grande do Sul registrada no TSE sob o número RS-09313/2026