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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comparou Lula a Joe Biden em discurso na Feicorte, em Presidente Prudente (SP), ao lado de Tarcísio de Freitas. Flávio confirmou que irá aos EUA em 6 de julho defender empresas brasileiras na audiência do USTR contra a sobretaxa de 25% proposta por Trump. A decisão sobre a tarifa está prevista para 15 de julho.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-presidente americano Joe Biden durante discurso na terça-feira, 23 de junho, na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, a Feicorte, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. "Suspeito que o Lula está ficando meio Biden", disse o senador, em referência à decisão de Biden de desistir da reeleição em 2024 após pressões de aliados e adversários que questionavam sua capacidade de seguir no cargo. Flávio discursava ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na mesma ocasião, o senador confirmou que irá aos Estados Unidos no dia 6 de julho para comparecer a uma audiência pública do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com o objetivo de defender empresas brasileiras contra a nova sobretaxa de 25% proposta pelo governo de Donald Trump. Flávio afirmou que a ação é necessária porque, segundo ele, o Brasil "já tem as empresas mais taxadas do mundo pelo atual governo". Disse ainda que, a partir do próximo ano, o país terá "um presidente da República que vai sentar de igual para igual com todo o mundo para defender os interesses do nosso povo".
A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou os fatos com aspas integrais e contexto: detalhou a referência a Biden, registrou a presença de Tarcísio e apresentou os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada após o anúncio das tarifas. O levantamento mostrou divisão na opinião pública: 47% disseram concordar com a versão de Lula, segundo a qual Flávio teria atuado em favor das tarifas, 35% acreditaram na explicação do senador, que diz ter pedido a Trump para não sobretaxar o Brasil, e 18% não souberam responder. A decisão sobre a sobretaxa está prevista para 15 de julho, ao fim das negociações entre Washington e Brasília.
Veículos de direita, como o InfoMoney, deram relevo ao enquadramento do senador, destacando a crítica à carga tributária do "atual governo [Lula]", a promessa de defesa das empresas exportadoras e a comparação com Biden como sinal de desgaste do petista. Nessa leitura, a viagem aos Estados Unidos aparece como ação concreta em favor da livre iniciativa e dos exportadores brasileiros.
Uma leitura à esquerda do mesmo episódio enfatizaria que a maioria dos entrevistados responsabiliza o próprio Flávio pela ameaça tarifária, lendo a comparação com Biden como ataque pessoal para desviar do desgaste de ter se aproximado de Trump dias antes do anúncio das sobretaxas, com risco direto a empregos e à indústria nacional.
O que ainda não se sabe é se a sobretaxa de 25% será de fato implementada em 15 de julho, já que sua aplicação não é automática e depende do desfecho das negociações. Também permanece em aberto qual será o resultado da audiência do USTR em 6 de julho e como o governo Lula responderá formalmente às acusações trocadas com o senador.
A sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pode entrar em vigor a partir de 15 de julho, afetando exportadores. Flávio comparece à audiência do USTR em 6 de julho. Pesquisa Genial/Quaest: 47% culpam o senador, 35% acreditam nele.
Os dois lados reconhecem que Flávio Bolsonaro comparou Lula a Biden, confirmou ida aos EUA em 6 de julho para defender empresas brasileiras e que a pesquisa Genial/Quaest apontou divisão da opinião pública sobre sua atuação nas tarifas.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Poder360 reporta as declarações de Flávio com aspas integrais, contextualiza a referência a Biden, traz os três percentuais da pesquisa Genial/Quaest (47%, 35%, 18%) com paridade e explica o calendário da decisão tarifária sem vocabulário valorativo. Cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
InfoMoney adota o enquadramento do senador: destaca a crítica ao 'atual governo [Lula]', a promessa de defesa das empresas e a comparação Lula-Biden sem contraponto do Planalto. Vocabulário de carga tributária e defesa da livre iniciativa, típico do eixo de direita, embora cite a pesquisa que desfavorece Flávio.
Perspectivas omitidas

Em discurso durante evento em SP na 3ª feira ao lado de Tarcísio, senador afirma que o petista está "ficando meio Biden". Leia no Poder360.

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