Pesquisa AtlasIntel em Minas Gerais: Lula 44,3% e Flávio Bolsonaro 35,4%
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 5 veículos de direita

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Para a cobertura de direita, o quadro é de desgaste do presidente e de consolidação de Flávio Bolsonaro como alternativa competitiva. O senador aparece numericamente à frente no segundo turno da pesquisa nacional da AtlasIntel, o governo é desaprovado pela maioria, Lula tem a maior rejeição entre todos os candidatos e o eleitorado de centro-direita migra majoritariamente para o senador nos cenários de segundo turno.
Para a cobertura de esquerda, o conjunto de pesquisas confirma que Lula segue à frente no primeiro turno na maior parte do país e que a avaliação do governo voltou a subir, ainda que o saldo permaneça negativo.
Entre 7 e 11 de setembro de 2026, uma sequência de levantamentos colocou a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro nos cenários nacionais de segundo turno.
11 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os campos reproduzem os mesmos números e reconhecem que a disputa nacional de segundo turno está dentro da margem de erro, com Lula à frente no primeiro turno na maior parte dos levantamentos e rejeição alta para os dois principais candidatos.
Entre 7 e 11 de setembro de 2026, vários institutos divulgaram levantamentos sobre a corrida presidencial. O quadro nacional é de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas os recortes estaduais mostram diferenças grandes. Esta análise reúne os números de cada pesquisa e o que cada lado da cobertura escolheu destacar.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas entre 7 e 11 de setembro de 2026 colocou a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, dentro da margem de erro em praticamente todos os cenários nacionais de segundo turno. No levantamento nacional da AtlasIntel, feito com 5.000 eleitores entre 4 e 9 de setembro e com margem de erro de 1 ponto percentual, Lula aparece com 43% no primeiro turno, contra 37,4% do senador. No segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 46,4% e o presidente, 46,2%, diferença de 0,2 ponto que o próprio instituto classifica como empate técnico.
O Datafolha, que ouviu 2.002 eleitores entre 8 e 10 de setembro, registrou empate nos dois turnos pela primeira vez nesta eleição: 39% a 35% no primeiro e 46% a 44% no segundo, com margem de dois pontos percentuais. A Quaest mediu 41% para cada um no segundo turno. O instituto Ideia, que entrevistou 1.500 pessoas por telefone entre 4 e 7 de setembro, apontou rejeição de 46,6% ao presidente e de 45,7% ao senador, além de 46% para cada um em um eventual confronto direto. Nos recortes estaduais o quadro é bem mais desigual: em Minas Gerais, a AtlasIntel mostrou Lula com 44,3% e Flávio Bolsonaro com 35,4% no primeiro turno; no Pará, o mesmo instituto apontou 48,8% a 45,6% no segundo turno; e na Bahia, o Real Time Big Data mediu 55% a 24% em favor do presidente no cenário estimulado de primeiro turno. Todos os levantamentos citados estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com amostra, período de campo e margem de erro informados.
Os números são os mesmos em toda a cobertura, mas cada campo escolhe um ângulo. Veículos de esquerda destacaram que a avaliação do governo oscilou para cima em setembro, com 38,3% de ótimo ou bom, e cobraram do senador uma explicação sobre a liminar obtida pelo Partido Liberal no Tribunal Superior Eleitoral, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel desfavorável a ele. Nessa leitura, o episódio ganha peso porque, no mesmo período, o pré-candidato divulgou um levantamento do instituto Gerp que o coloca à frente do presidente, empresa que em 2022 projetou vitória de Jair Bolsonaro três dias antes de Lula vencer com 50,90% dos votos válidos.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e no dado bruto: número de entrevistados, período de campo, margem de erro, grau de confiança, quem pagou o estudo e o número de registro na Justiça Eleitoral. Nessas matérias, os cenários estaduais e nacionais são apresentados lado a lado, sem atribuir vantagem política a nenhum dos dois principais candidatos, e as variações entre rodadas aparecem acompanhadas da ressalva de margem de erro.
Veículos de direita enfatizaram que o presidente tem a maior rejeição entre todos os candidatos, com 52,5%, e que seu governo é desaprovado por 53,8% dos entrevistados e avaliado como ruim ou péssimo por 50,8%. Esse campo deu relevo à vantagem numérica do senador no segundo turno da AtlasIntel e à migração de eleitores de centro-direita medida pela Quaest: 59% dos que apoiam Romeu Zema, 58% dos de Renan Santos, 47% dos de Pablo Marçal e 46% dos de Augusto Cury declaram voto em Flávio Bolsonaro num confronto com o presidente. A leitura editorial que emerge é a de um governo desgastado diante de um adversário que consolidou o campo conservador.
Há ainda diferenças internas ao eleitorado que nenhum lado disputa. Em Minas Gerais, o senador lidera entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 45,1%, faixa em que Renan Santos alcança 25,1%, enquanto o presidente domina entre os de 35 a 44 anos e entre os de 60 anos ou mais, com 59%. É o retrato de um país dividido por região e por idade, e não apenas por preferência partidária.
O que ainda não se sabe é quanto desse equilíbrio vai resistir até a votação. Nenhum instituto conseguiu isolar o efeito eleitoral da crise no Supremo Tribunal Federal, revelada poucos dias antes das entrevistas e conhecida por 73% dos eleitores segundo uma das pesquisas. Também não há desfecho para a disputa judicial sobre a pesquisa suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral, nem medição posterior às novas revelações sobre financiamento de campanha. Por fim, os levantamentos estaduais foram feitos por institutos e métodos diferentes, o que impede somar seus resultados numa projeção nacional.
Levantamento AtlasIntel ouviu 1.212 eleitores no Estado, de 5 a 10 de setembro; a margem de erro é de 3 pontos. Leia no Poder360.

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Pesquisa Real Time Big Data mostra presidente 31 pontos à frente do senador; no 2º turno, petista tem 61%, contra 30%. Leia no Poder360.

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