
Marcelo Checon, amigo de Lulinha, soma R$ 63 milhões em 13 contratos
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O empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, fechou 13 contratos com o governo federal desde 2023 e faturou R$ 63 milhões em serviços de eventos. Antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa tinha uma única contratação com a União, de R$ 197 mil. O primeiro contrato do atual governo saiu de um pregão do Ministério da Cultura, questionado por concorrente no Tribunal de Contas da União, que reconheceu parte dos argumentos e ainda assim manteve o certame; a partir dele, outros ministérios contrataram a empresa sem nova licitação. Checon é amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger, investigada por tráfico de influência. O Gabinete de Segurança Institucional registrou 39 entradas do empresário no Palácio do Planalto entre 2023 e 2025. A defesa do filho do presidente nega qualquer ilicitude.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, fechou 13 contratos com o governo federal desde 2023 e faturou R$ 63 milhões em serviços de eventos. Antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa tinha uma única contratação com a União, de R$ 197 mil.
Direita
Veículos de direita tratam o caso como retrato de captura do Estado: um empresário que faturava R$ 197 mil com a União multiplica o faturamento por 323 vezes depois de estreitar laços com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e com a lobista Roberta Luchsinger, cuja mansão em Brasília reunia ministros, funcionários graduados do Palácio do Planalto e Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado Careca do INSS.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto organiza a apuração como planilha pública: lista as 13 contratações com data, órgão e valor pago, atribui a origem da revelação a outra reportagem, registra que o Tribunal de Contas da União reconheceu parcialmente os questionamentos mas manteve o pregão, e reserva um bloco de outro lado com a nota integral da defesa negando ilicitude. Vocabulário descritivo, sem adjetivação sobre o governo e sem afirmar irregularidade, o que caracteriza perfil factual de centro, ainda que a seleção do recorte (visitas ao Planalto, viagens ao exterior) sugira suspeita por proximidade.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O enquadramento é de accountability agressiva sobre o poder público: abre pela mansão da lobista como ponto de encontro de ministros e do filho do presidente, ancora o crescimento do faturamento no multiplicador de 323 vezes e fecha com a coincidência de oito minutos entre duas entradas no Palácio do Planalto. Não há contraditório equivalente ao peso dos números, e a decisão do Tribunal de Contas da União que preservou o pregão não aparece. Perfil de direita pela ênfase em patrimonialismo, captura do Estado e responsabilização do governo, não por herança do veículo.
Perspectivas omitidas
Dono de uma empresa de eventos, Marcelo Checon tinha uma única contratação de R$ 197 mil com a União antes de 2023. De lá para cá, somou 13 contratos e R$ 63 milhões, enquanto entrava 39 vezes no Palácio do Planalto e frequentava a casa de uma lobista investigada por tráfico de influência. O caso divide o noticiário entre coincidência e captura do Estado.
O empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, fechou 13 contratos com o governo federal nos últimos três anos e recebeu R$ 63 milhões por serviços de organização de eventos. Antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, a empresa mantinha uma única contratação com a União, no valor de R$ 197 mil. Checon é amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, e da lobista Roberta Luchsinger, investigada por tráfico de influência e dona de uma mansão em Brasília descrita como ponto de encontro de ministros e de auxiliares do Palácio do Planalto.
Os números centrais são os mesmos em toda a cobertura. O primeiro contrato do atual governo foi assinado no fim de 2023, com o Ministério da Cultura, depois de a empresa vencer um pregão para prestação de serviços de eventos. Uma concorrente derrotada acionou o Tribunal de Contas da União alegando irregularidades e prejuízo. A partir daquele certame, outros órgãos passaram a contratar a MChecon sem novo processo licitatório, entre eles a Presidência da República e os ministérios da Fazenda, da Educação, do Trabalho, do Turismo, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento e Assistência Social. Os valores individuais vão de R$ 117 mil a R$ 8,7 milhões. O Gabinete de Segurança Institucional catalogou 39 registros de entrada do empresário no Palácio do Planalto entre 2023 e 2025, alguns no mesmo dia, além de 14 entradas de Lulinha e 8 da lobista no mesmo período.
A cobertura de centro relatou o caso como uma listagem documental, contrato por contrato, com data, órgão contratante e valor pago extraídos do Portal da Transparência, e acrescentou o desfecho do questionamento no Tribunal de Contas da União: os ministros reconheceram parcialmente os argumentos da empresa derrotada, mantiveram o pregão e recomendaram ao governo medidas para evitar os mesmos problemas em contratações futuras. Esse recorte também deu espaço à resposta da defesa do filho do presidente, que classifica a relação com o empresário como amizade pública, nega qualquer ilicitude e atribui a repercussão a uma mensagem vazada de relatório policial preliminar, divulgada, segundo os advogados, em período eleitoral.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. Ali o dado que organiza a matéria é o multiplicador: o faturamento da empresa com a União cresceu 323 vezes depois que Checon estreitou laços com Lulinha e com Roberta Luchsinger. A mansão da lobista aparece como elo entre os personagens, frequentada também por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e pelo ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, pasta que assinou com a empresa um contrato de R$ 8,7 milhões em agosto de 2024. Essa cobertura destaca ainda que, em 5 de julho de 2023, o empresário e a lobista entraram no Palácio do Planalto com oito minutos de diferença, e registra que nenhum dos citados explicou a coincidência. A decisão do Tribunal de Contas da União que manteve o pregão não aparece nesse enquadramento.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do caso até o momento. A leitura que costuma sustentar esse campo está, ainda assim, disponível no material factual: o contrato de origem passou por licitação e sobreviveu ao exame do órgão de controle, nenhuma decisão administrativa ou judicial apontou desvio nos R$ 63 milhões pagos, e a contratação por adesão, sem nova disputa, é prática recorrente na administração federal, anterior a este governo. Sem essa voz no noticiário, a discussão sobre a regra que permite replicar um pregão em vários ministérios ficou fora do debate público.
O que ainda não se sabe é o essencial. O Gabinete de Segurança Institucional afirma não ter controle sobre o destino dos visitantes dentro do prédio, de modo que as 39 entradas não indicam com quem o empresário se reuniu nem sobre o quê. Não há informação pública sobre investigação formal que alcance os contratos da MChecon, nem sobre eventual sobrepreço nos serviços prestados. Também não se sabe se as adesões feitas por outros ministérios cumpriram os requisitos legais, se a Controladoria-Geral da União vai analisar a sequência de contratações e se o empresário será chamado a depor no inquérito que apura a atuação da lobista.
Toda a cobertura converge nos números: 13 contratos, R$ 63 milhões faturados desde 2023, uma única contratação de R$ 197 mil antes da posse, 39 entradas de Marcelo Checon no Palácio do Planalto entre 2023 e 2025 e a amizade dele com Fábio Luís Lula da Silva e com a lobista Roberta Luchsinger.

Marcelo Checon visitou 39 vezes o Palácio do Planalto de 2023 a 2025; defesa do filho do presidente nega irregularidades. Leia no Poder360.

Marcelo Checon, amigo de Lulinha e de Roberta Luchsinger, conseguiu fechar contrato com a pasta de Wellington Dias
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