Netanyahu enfrenta Gadi Eisenkot na primeira eleição de Israel desde 7 de outubro
7 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
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Como decidimos →Israel realiza nesta terça-feira, 27 de outubro, eleições gerais para os 120 assentos do Knesset, o parlamento do país, a primeira votação desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, enfrenta o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, do partido de centro Yashar. As pesquisas indicam que nenhum dos blocos deve alcançar as 61 cadeiras necessárias para governar, o que deve levar a negociações longas de coalizão. O resultado oficial está previsto para 4 de novembro.
Pelo prisma de ordem e responsabilidade institucional, a eleição israelense é uma escolha sobre quem garante a segurança do país depois de 7 de outubro de 2023. Benjamin Netanyahu defende manter a coalizão para acabar com a ameaça nuclear iraniana e conta com o apoio público do presidente dos Estados Unidos, enquanto Gadi Eisenkot cobra responsabilização pelas falhas de segurança e o fim da isenção militar dos ultraortodoxos.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de esquerda.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Israel escolhe nesta terça-feira, 27 de outubro, os 120 deputados do Knesset na primeira eleição desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta o ex-chefe militar Gadi Eisenkot, e as pesquisas indicam que nenhum bloco deve alcançar as 61 cadeiras. O resultado oficial está previsto para 4 de novembro.
Israel vai às urnas nesta terça-feira, 27 de outubro, para escolher os 120 integrantes do Knesset, o parlamento do país. É a primeira eleição geral desde o ataque do grupo Hamas em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1.200 pessoas morreram em Israel e 251 foram levadas como reféns. Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar, e a disputa principal opõe o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, ao ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot, que lidera o partido de centro Yashar.
As matérias convergem sobre o quadro geral. Israel é parlamentarista: os eleitores votam em listas partidárias, e os deputados escolhem o primeiro-ministro. Um governo precisa de ao menos 61 cadeiras, e os partidos só entram no parlamento se superarem 3,25% dos votos válidos. As últimas pesquisas mostram que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição devem alcançar a maioria sozinhos. Os partidos árabes, com cerca de 14 cadeiras projetadas, podem ser decisivos. Depois da apuração, o presidente Isaac Herzog indicará quem tentará formar o governo, com prazo inicial de 28 dias, prorrogável por mais 14. O resultado oficial está previsto para 4 de novembro. Se ninguém montar uma coalizão, uma nova eleição pode ser convocada, com Netanyahu no cargo como interino.
Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu e deixou o governo em 2024 por divergências sobre a condução do conflito em Gaza, onde perdeu um filho. Ele promete uma investigação independente sobre as falhas que antecederam os ataques e o fim da isenção do serviço militar para os judeus ultraortodoxos. Netanyahu responde na Justiça por suborno, fraude e quebra de confiança, e nega irregularidades. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio a ele durante a campanha.
A cobertura de centro, majoritária nesta história, concentrou-se no funcionamento do sistema eleitoral, nos números das pesquisas e nos cenários de coalizão, em tom descritivo. Veículos de direita publicaram guias de tom igualmente factual, com foco na aritmética parlamentar, em saídas como um governo rotativo entre Netanyahu e Eisenkot e no peso da segurança e do custo de vida para o eleitor. Veículos de esquerda trataram a votação como um julgamento popular de Netanyahu. Destacaram a guerra em Gaza, classificada como genocídio por um comitê independente da Organização das Nações Unidas, o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, o isolamento internacional de Israel e a ausência da solução de dois Estados e da reconstrução de Gaza no debate. Também registraram que o premiê compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial de uma explosão nuclear em Tel Aviv, e que Eisenkot o acusou de incitar o medo.
Ainda não se sabe qual bloco terá mais cadeiras, nem quem Herzog convidará a formar o governo. Também está em aberto se algum dos lados aceitará o apoio dos partidos árabes, hoje rejeitados pelos dois grandes blocos. As matérias divergem em detalhes, como o número exato de partidos na disputa e a projeção de cadeiras de cada bloco.
País vai às urnas pela primeira vez desde os ataques sofridos em 7 de outubro de 2023 e as investidas militares na Faixa de Gaza. Futuro de Netanyahu e novas respostas do exército israelense também estão em jogo.

País vai às urnas nesta terça-feira, 27, em votação que pode colocar fim a governo de Benjamin Netanyahu

As pesquisas não mostram um grupo favorito para obter as 61 cadeiras necessárias para fazer maioria no Knesset, nem entre os partidários do 1º ministro, nem entre seus opositores



Votação é a primeira desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando mais de 1.200 pessoas morreram e outras 251 foram levadas como reféns

Após seis mandatos, premiê é desafiado por ex-general e enfrenta o eleitorado, sob o peso de guerras, acusações de corrupção e rejeição a seu governo extremista.

Netanyahu, de 76 anos, liderou o governo mais à direita da história de Israel. Ele é o primeiro-ministro a mais tempo no poder no país

Israel, um país profundamente dividido, comparece às urnas nesta terça-feira (27) pela primeira vez desde os ataques do movimento islamista Hamas em 7 de outubro de 2023, eleições que serão consideradas um veredicto sobre a guinada do país à direita sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.