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O Psol anunciou que destinara cerca de R$ 2,3 milhoes do fundo eleitoral a campanha de reeleicao da deputada federal Erika Hilton (SP), o maior valor entre todas as candidaturas proporcionais do partido em 2026. O anuncio veio um dia depois de a deputada criticar publicamente a direcao nacional, acusando-a de descumprir acordos internos e de privilegiar candidatos brancos e cisgenero na distribuicao de recursos. O presidente da federacao Psol-Rede, Juliano Medeiros, respondeu que Hilton recebera o maior valor entre os candidatos a deputado do partido e que os criterios de distribuicao foram mantidos.
O Partido Socialismo e Liberdade anunciou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, que pretende destinar cerca de R$ 2,3 milhoes do fundo eleitoral a campanha de reeleicao da deputada federal Erika Hilton, de Sao Paulo. Segundo a legenda, trata-se do maior valor entre todas as candidaturas proporcionais do partido para as eleicoes de outubro. O montante e cerca de 61,5% superior ao que a parlamentar recebeu em 2022, quando teve R$ 1,4 milhao, e fica abaixo do teto de R$ 3,1 milhoes fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral para o cargo.
O anuncio veio um dia depois de Hilton criticar publicamente a direcao nacional do Psol. Na terca-feira, 23, a deputada usou as redes sociais para dizer que estava "chocada e decepcionada" com a divisao dos recursos. Ela acusou a sigla de descumprir acordos firmados com sua corrente politica e de privilegiar candidaturas de pessoas brancas e cisgenero na distribuicao das verbas, em detrimento de candidatos negros, trans e perifericos. A parlamentar citou nominalmente Juliano Medeiros, presidente da federacao Psol-Rede e candidato de primeira viagem, que teria a mesma prioridade que ela, e a ex-deputada Manuela D'Avila, recem-filiada e pre-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que segundo Hilton receberia mais que o dobro de sua verba.
A cobertura de centro, como a do Poder360, da CNN Brasil e da Itatiaia, relatou os dois lados com paridade: reproduziu a critica da deputada e a nota integral do partido, que afirma manter uma politica consolidada de incentivo, inclusive financeiro, a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indigenas, LGBTs e pessoas com deficiencia. Nessa versao, a proposta ainda sera votada nas instancias partidarias e estabelece um teto com o maior valor possivel para os detentores de mandato que buscam a reeleicao, considerados os principais puxadores de voto.
Veiculos de direita, como a Veja e a Revista Oeste, enfatizaram a contradicao entre a queixa e o valor recebido. O enquadramento destacou que, apesar das criticas, Hilton tera a maior verba de toda a legenda, superior ate ao que Guilherme Boulos, hoje ministro de Lula, obteve em 2022. Essa cobertura tratou o episodio sobretudo como uma rixa interna e como uma questao de uso de dinheiro publico, ja que o fundo eleitoral e verba estatal que somou mais de R$ 4,9 bilhoes no ultimo ciclo. A Folha, em tom de bastidor, acrescentou que parte da direcao avalia que a deputada teria criado a crise para preparar uma eventual ida ao PT.
Veiculos de esquerda e o proprio discurso da deputada enfatizaram a dimensao de equidade racial e de genero. Hilton argumenta que, por ser uma parlamentar negra e travesti que ja recebeu ameacas, precisa de uma estrutura maior de seguranca e logistica, e que tratar candidaturas historicamente excluidas com os mesmos criterios de estreantes brancos reproduz o que ela chamou de "privilegio branco e cis". A deputada afirmou ter permanecido no partido para ajudar a superar a clausula de barreira, ampliar a bancada de esquerda e trabalhar pela reeleicao de Lula.
O presidente da federacao Psol-Rede, Juliano Medeiros, respondeu classificando o episodio como um dialogo "fraterno" e desmentiu que estreantes teriam a mesma prioridade que mandatarios. Segundo ele, os maiores repasses vao para os responsaveis pela manutencao da bancada, e Hilton recebera o maior valor entre os candidatos a deputado do pais por ser uma grande puxadora de votos com reeleicao assegurada. Dirigentes ouvidos em reserva pelo SBT News questionaram ainda por que a deputada nao mencionou aliados na mesma situacao, como Natalia Boulos, esposa do ministro Guilherme Boulos.
O que ainda nao se sabe e o desfecho da votacao nas instancias partidarias, que pode confirmar ou alterar os valores anunciados, e se a deputada de fato avalia trocar de legenda. Tambem nao ha numeros oficiais e detalhados, divulgados pelo proprio partido, das verbas previstas para cada pre-candidato citado na disputa.
Todos os lados confirmam que Erika Hilton recebera a maior verba de campanha entre as candidaturas proporcionais do Psol, cerca de R$ 2,3 milhoes do fundo eleitoral, e que a proposta ainda sera votada nas instancias partidarias.
Como cada lado cobriu
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual: apresenta os valores (R$ 2,3 milhoes), a critica da deputada sobre privilegio branco e cis, a nota integral do partido e exemplos citados (Juliano Medeiros, Manuela D'Avila). Da paridade as duas versoes sem vocabulario valorativo do redator.
Cobertura factual neutra: aspas no titulo ('maior investimento') atribuem a afirmacao ao partido. Reproduz a critica de Hilton (deputada negra e travesti, clausula de barreira, reeleicao de Lula) e a nota do Psol com paridade. Sem vocabulario valorativo.
Coluna de bastidores que adiciona dados exclusivos (faixas de R$ 2,3 mi para Hilton, R$ 2,2 mi para outros deputados, R$ 2 mi para Natalia Boulos e Medeiros) e explica como funcionam o FEFC e o fundo partidario. Traz a avaliacao de dirigentes de que ela prepara ida ao PT. Factual com angulo de bastidor.
Veículos com viés à direita
Titulo 'critica, mas tera 2,3 milhoes' enquadra a deputada como reclamando apesar de bem servida, framing critico tipico de cobertura de direita sobre o Psol. Comparacao com Boulos reforca a narrativa de contradicao. Tom enfatiza a rixa interna mais que o merito da critica.
Perspectivas omitidas

Partido espera dar a congressista R$ 2,3 milhões, R$ 100 mil a mais que o destinado a outras candidaturas a deputado federal. Leia no Poder360.

Partido espera que a parlamentar seja a maior puxadora de votos da legenda na disputa eleitoral

Dirigentes afirmam que deputada deve receber a maior verba entre os candidatos proporcionais da legenda em 2026

O partido afirma que grande parte dos recursos do Fundo Eleitoral será distribuído para candidatas mulheres, LGBTQIAPN+, negras, pessoas com deficiência e indígenas

Deputada federal criticou recursos destinados a candidatos estreantes, mas não citou aliada

Em comunicado, sigla diz que valor destinado a quem busca a reeleição é o maior possível e considera os “principais puxadores de voto”
PSOL: Hilton terá direito a maior cota de fundo eleitoral - 24/06/2026 - Painel Folha de S.Paulo
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Verbo 'contesta' no titulo enquadra o partido rebatendo a deputada. Destaca a auto-apresentacao 'ela se apresenta como mulher trans' de forma distanciada e marca a story como 'Gastos publicos / Contas publicas', framing de direita sobre uso de dinheiro publico em campanha.
Perspectivas omitidas



