“Eu sou o chefe”, diz Trump ao chegar atrasado à reunião matinal do G7
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Donald Trump chegou com quase uma hora de atraso à sessão matinal do G7, na França, e brincou ao assumir a cabeceira da mesa: 'Eu sou o chefe'. A fala arrancou risos dos demais líderes. O terceiro dia da cúpula tratou do acordo preliminar de cessar-fogo entre EUA e Irã, da guerra na Ucrânia, de sanções à Rússia e da segurança das cadeias de minerais críticos. Lula, convidado, cumprimentou Trump, mas a reunião bilateral sobre tarifas não foi confirmada.
Veículos deste lado: CNN Brasil e Poder360
Em meio à pose de autoridade de Trump no G7, com a frase 'Eu sou o chefe', o que importa para o Brasil é a tentativa do governo Lula de destravar a negociação das tarifas impostas pelos EUA. Diplomatas brasileiros apostavam num encontro bilateral para reverter as taxas de 25% anunciadas em junho, vistas como medida 'mais política do que comercial' e que ignora os argumentos técnicos do país.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Esquerda e centro relatam os mesmos fatos: o atraso de Trump, a frase 'Eu sou o chefe', o cumprimento sem reunião bilateral entre Lula e Trump e a presença do Brasil como convidado do G7.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou com cerca de uma hora de atraso à sessão matinal do G7, realizada na França nesta quarta-feira, e arrancou risos dos demais líderes ao parar na ponta da mesa e brincar: "Eu sou o chefe". Quando ele entrou na sala, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ocupava a cadeira reservada ao líder dos EUA. Trump então se sentou ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, que havia aberto a sessão.
A cobertura de centro relatou o episódio em tom factual e o situou no terceiro dia da cúpula, marcado pela divulgação dos detalhes do acordo preliminar de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, cuja apresentação formal estava prevista para sexta-feira, na Suíça. Segundo essa cobertura, os aliados compartilham as preocupações com o programa nuclear iraniano, mas nunca apoiaram a decisão americana de entrar em guerra, e temem que Teerã tenha ganhado vantagem ao reafirmar o controle sobre o Estreito de Ormuz. A pauta da sessão também incluiu a guerra na Ucrânia, com uma declaração conjunta de apoio a Kiev e novas sanções à Rússia, além da segurança econômica global: cadeias de minerais críticos, redução da dependência da China e os efeitos da inteligência artificial. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou das negociações em busca de mais respaldo político e militar.
Todos os lados convergem nos fatos básicos: o atraso, a frase bem-humorada, a presença de Trump como representante de um dos países do grupo e o fato de que Lula e Trump se cumprimentaram, mas não realizaram a reunião bilateral esperada. O Brasil não integra o G7, mas foi convidado para a cúpula.
É no peso dado a cada ângulo que a cobertura diverge. Veículos de esquerda enfatizaram que o assunto central, do ponto de vista brasileiro, era a negociação das tarifas impostas por Trump. Diplomatas do país apostavam num encontro entre Lula e Trump para destravar as conversas, e a ausência de interação entre os dois na foto oficial foi vista por interlocutores como sinal negativo. Para essa cobertura, as novas tarifas de 25% anunciadas em junho são uma medida "mais política do que comercial", que ignora os argumentos técnicos apresentados pelo Brasil ao longo dos últimos meses; houve avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca eliminou uma tarifa de 40% sobre diversos itens. Já veículos de centro trataram o gancho brasileiro como um tema entre vários, mantendo o foco na agenda multilateral de segurança econômica e nas tensões com Rússia, Irã e China. Lendo a mesma cena pela ótica de mercado, veículos de direita tenderiam a ver as tarifas como alavanca legítima de barganha e o protagonismo de Trump como afirmação do poder econômico americano, em que destravar o comércio depende de negociação pragmática e direta.
O que ainda não se sabe é se e quando a reunião bilateral entre Lula e Trump vai acontecer, nem se ela resultará em revisão das tarifas. Também permanecem em aberto os termos finais do acordo entre EUA e Irã, que dependiam da apresentação formal na Suíça, e o alcance das novas sanções à Rússia anunciadas pelo grupo.
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