Secex: superávit de setembro chega a US$ 6,45 bi com exportações 22,2% maiores
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Resumo da cobertura
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2 fontes políticas
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Briefing
O que importa para você
- Exportações diárias subiram para US$ 1,693 bilhão, puxadas por petróleo bruto (+89,6%) e minério de cobre (+132,5%).
- Soja, café e algodão cresceram cerca de 20% nas vendas externas.
- O saldo do ano chega a US$ 61,77 bilhões.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam nos números da Secretaria de Comércio Exterior: superávit de US$ 6,45 bilhões em setembro até a quarta semana, exportações 22,2% maiores na média diária e importações 7,4% maiores.
O que ainda está incerto
- O resultado fechado de setembro, que inclui a última semana.
- As causas da alta, como preços de commodities ou câmbio, não foram explicadas por nenhuma fonte.
A Secretaria de Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 6,45 bilhões em setembro até a quarta semana. A média diária das exportações cresceu 22,2% sobre 2025, puxada pela indústria extrativa, enquanto as importações subiram 7,4%.
A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 6,45 bilhões em setembro, até a quarta semana do mês, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, a Secex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 28 de setembro. No período, as exportações somaram US$ 30,488 bilhões e as importações, US$ 24,036 bilhões.
Só na quarta semana, o país exportou US$ 8,81 bilhões e importou US$ 6,41 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões. No acumulado de 2026, o superávit chega a US$ 61,77 bilhões.
A comparação mais usada é a da média diária. Nela, as exportações de setembro cresceram 22,2% em relação ao mesmo período de 2025, passando de US$ 1,385 bilhão para US$ 1,693 bilhão por dia. As importações também subiram, mas em ritmo menor, de 7,4%, chegando a US$ 1,335 bilhão por dia.
A alta das vendas externas veio de todos os grandes setores. A indústria extrativa liderou, com avanço de 52,2%, puxada pelo petróleo bruto, que cresceu 89,6%, e pelos minérios de cobre, com alta de 132,5%. A indústria de transformação avançou 13,8%, com destaque para óleos combustíveis, ouro não monetário e celulose. A agropecuária cresceu 12,8%, com soja, café não torrado e algodão em alta. Do lado das importações, a maior contribuição veio da indústria de transformação, com óleos combustíveis, máquinas de processamento de dados e veículos de passeio.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, concentrada no saldo semanal e mensal e na divisão por setor. Um veículo alinhado à esquerda também repercutiu o boletim, mas em tom igualmente factual, com detalhamento por produto e sem acrescentar leitura política. Veículos de direita não publicaram sobre o dado até o momento. Na prática, as duas coberturas convergem integralmente nos números e se diferenciam apenas no grau de detalhe.
O que ainda não se sabe é o resultado fechado de setembro, que depende da última semana do mês. Nenhuma das coberturas explicou as causas da alta, como variação de preços do petróleo e dos minérios ou do câmbio, nem ouviu economistas ou representantes dos setores exportadores sobre a sustentabilidade do ritmo.
Fontes

Valor resulta de US$ 8,81 bilhões em exportações e US$ 6,41 bilhões em importações, no período

Dados do MDIC mostram avanço das vendas externas acima das importações na 4ª semana do mês; petróleo e minérios lideram alta das exportações