Edson Fachin adia encontro com a OAB e centraliza a apuração da crise no STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, cancelou a reunião com a direção nacional da Ordem dos Advogados do Brasil que estava marcada para a quarta-feira, 9 de setembro, e não fixou nova data. O encontro trataria das apurações que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin puxou os dois relatórios em disputa para o próprio gabinete, abriu prazo de manifestação para a Procuradoria-Geral da República, para a Polícia Federal e para os ministros envolvidos, e afirmou que a resposta institucional será firme e sem precipitação. Enquanto isso, a crise avançou com o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal determinado por Mendonça, medida suspensa por pedido de vista de Gilmar Mendes.
Lida pela chave da defesa das instituições, a crise no Supremo Tribunal Federal expõe menos uma disputa entre dois ministros do que a tentativa do poder econômico de contaminar o Judiciário. No centro do caso estão mensagens de um ex-banqueiro que citam autoridades da Corte, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, e o que está em jogo é impedir que investigações sobre o sistema financeiro e sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social sejam usadas como moeda de disputa interna.
Pela leitura da responsabilização institucional, a crise mostra ministros do Supremo Tribunal Federal que agiram sem controle e que agora tentam resolver internamente aquilo que deveria ser julgado às claras.
16 fontes políticas
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Toda a cobertura converge em três pontos: Fachin cancelou o encontro com a direção da Ordem dos Advogados do Brasil sem nova data, puxou para a Presidência da Corte os dois relatórios que sustentam as acusações entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, e abriu prazo para que ministros, Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal se manifestem antes de qualquer decisão.
O presidente do Supremo Tribunal Federal desmarcou o encontro com a cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil, previsto para quarta-feira, e não definiu nova data. Enquanto isso, concentrou no próprio gabinete os relatórios que embasam as acusações recíprocas entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, cancelou a reunião que teria com a direção nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, marcada para a quarta-feira, 9 de setembro. O presidente da entidade, Beto Simonetti, foi avisado na segunda-feira, 7, e não há nova data definida. O encontro trataria justamente do centro da crise: as acusações recíprocas entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sequência que levou a esse ponto aparece de forma parecida em toda a cobertura. Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens apreendidas de Vorcaro que citam Moraes, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes reagiu determinando o envio de relatórios de inteligência com menções a integrantes da Corte e, com base neles, apontou a Fachin indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução, por Mendonça, das investigações sobre o Banco Master e sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social. Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news, chamou os dois documentos para o próprio gabinete e abriu prazo de manifestação para os ministros envolvidos, para a Procuradoria-Geral da República e para a Polícia Federal. Em cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a resposta será firme, proporcional e rigorosa, sem precipitação, e que nenhuma autoridade está acima da Constituição. Na terça-feira, 8, em evento do Conselho Nacional de Justiça, disse estar convencido de que o Judiciário está à altura dos desafios. No mesmo dia a crise escalou: Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, medida levada a referendo virtual da Segunda Turma e suspensa por pedido de vista de Gilmar Mendes, que ponderou ser matéria de plenário e lembrou o impacto da decisão sobre as eleições do mês seguinte.
A cobertura de centro concentrou-se no encadeamento processual e nas divisões internas da Corte. Registrou que Fachin não explicou o cancelamento nem indicou nova data, que ex-presidentes do tribunal defenderam levar o caso a sessão presencial e pública do plenário, e que Flávio Dino questionou publicamente a promessa de encerrar o inquérito das fake news, ao perguntar se um julgador pode anunciar o fim de uma investigação como se fosse candidato. Também detalhou a divisão dentro da própria advocacia: o Conselho Federal pediu apuração rigorosa e isenta em relação a quem quer que seja, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, enquanto as seccionais do Paraná e de Rondônia pediram o afastamento cautelar de Moraes e, no caso paranaense, a suspeição de Gonet.
Veículos de direita deram peso maior à cobrança de responsabilização e ao comportamento das instituições. Destacaram a mobilização das seccionais, a convocação de reunião extraordinária pela seccional do Distrito Federal para a terça-feira, 8, às 19h, e criticaram a presença de parte da cúpula do Conselho Federal em um encontro jurídico em Lugano, na Suíça, enquanto a crise se agravava em Brasília. Nessa leitura, manter a apuração concentrada na Presidência da Corte, sem julgamento aberto, alimenta a percepção de que ministros são julgados por seus pares. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio; a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, enfatizaria a origem financeira da crise, o risco de que a disputa interna esvazie as investigações sobre o Banco Master e sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social, e a cobrança feita por Lula para que se investigue todos sem blindagem, acompanhada da defesa de uma reforma do Judiciário.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há data para o encontro entre Fachin e a direção da advocacia, nem definição sobre se ele assumirá os inquéritos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social, hoje sob relatoria de Mendonça. Também não está decidido se o inquérito das fake news será encerrado, se o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal será referendado pelo plenário depois do pedido de vista, nem qual é o teor exato dos relatórios de inteligência que sustentam as acusações contra Mendonça. Os dois ministros no centro do caso não se manifestaram publicamente sobre o cancelamento da reunião.

O Supremo Tribunal Federal (STF) cancelou o pronunciamento do ministro Alexandre de Moraes que estava previsto para a manhã desta


Em meio à crise institucional envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, suspendeu

Nesta quarta (9), presidente do STF suspendeu decisões de Dino e Mendonça sobre diretor da PF e tirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das Fakes News.

Presidente da Corte tira Moraes do inquérito das fake news, mantém Andrei na PF e leva disputa ao plenário. Leia no Poder360.

Decisão do presidente do STF evita primeiro encontro público entre os ministros desde que a crise interna veio à tona, na semana passada.
Trabalho do Plenário previa julgamento sobre Marco Civil da Internet e poderes investigativos da Polícia Federal; suspensão ocorre em dia de forte tensão após decisão de Dino reverter ordem de Mendonça.

Cancelamento ocorre após decisão do ministro Flávio Dino, nesta manhã, que reintegrou Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF

Cancelamento da sessão presencial do Plenário do STF se deu em meio à crise interna vivenciada por conta do caso Master.

Presidente do STF também reforçou a promessa de encerrar o inquérito das fake news, que foi usado por Moraes para pedir a investigação de Mendonça

Presidente do Supremo diz que Justiça brasileira “não faltará à legalidade constitucional”

Durante evento com corregedores da Justiça, presidente do STF afirmou que os "dias de hoje" reclamam um diálogo permanente e uma "resposta a altura dos desafios"

A OAB-DF convocou uma reunião extraordinária do Conselho Seccional para a próxima terça-feira (8), às 19h, diante da crise que

Encontro estava previsto para quarta-feira e não tem nova data

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Nesta matéria: viés de centro.