Roberta Luchsinger diz à CNN que fará delação premiada e Planalto nega interlocução com Lula
3 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 4 veículos de direita

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Em entrevista exclusiva divulgada em 17 de outubro, a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal junto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a transformou em boi de piranha ao chamá-la de pilantra. Ela disse querer fazer delação premiada. O Planalto nega qualquer interlocução com ela e vê tentativa de interferir no segundo turno.
A cobertura de esquerda enquadra a entrevista como manobra eleitoral de última hora: segundo apuração de bastidores, a lobista buscava negociar a exposição havia semanas e só traria o que os sigilos já revelaram, sem prova contra o presidente Lula, o que favoreceria a campanha adversária.
A cobertura de direita destaca a promessa de delação premiada e a acusação de que o presidente Lula mente, além da afirmação de que o filho dele despachava com ministros, apresentando o caso como risco de responsabilização do núcleo do poder.
16 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal junto com Lulinha, disse em entrevista no sábado, 17 de outubro, que Lula a expôs como boi de piranha e que quer fazer delação premiada. A Presidência nega qualquer interlocução com ela.
A lobista Roberta Luchsinger disse, em entrevista exclusiva divulgada na noite de sábado, 17 de outubro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a transformou em boi de piranha ao chamá-la de pilantra em entrevistas públicas. Ela também afirmou que quer fazer delação premiada e que não poupará ninguém. Luchsinger é investigada pela Polícia Federal, junto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três inquéritos por tráfico de influência. A suspeita é que ambos tenham atuado perante autoridades de órgãos federais para favorecer empresas.
A cobertura de centro relatou que ela criticou o uso da máquina pública e do horário nobre contra si. Segundo as aspas, qualquer coisa que acontecer com ela ou com as filhas terá a digital do presidente. Lula usou a expressão pilantra em entrevista à TV em agosto, quando disse que as suspeitas contra o filho são ilações tiradas de telefonemas. Voltou a usá-la em podcast no início de outubro, quando a comparou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e disse que ela enganou muita gente. Luchsinger também chamou Lulinha de covarde como o pai, por não ter saído em sua defesa, e afirmou que, ao se calar, ele deixou de ser seu amigo. Ela relatou ainda isolamento depois do bloqueio de bens e citou a ajuda financeira dada ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A Presidência da República respondeu em nota. Afirmou que Lula desconhece inteiramente os fatos relatados, que jamais manteve interlocução com ela, que não recebeu suas demandas e que não existe contrato do governo federal com a lobista. Acrescentou que causa estranheza que as declarações surjam às vésperas do segundo turno e as classificou como tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático.
Veículos de direita enfatizaram a promessa de delação e a acusação de que o presidente mente. Destacaram a afirmação de que Lulinha se reunia semanalmente com ministros, inclusive para discutir a comercialização de medicamentos à base de canabidiol, e a viagem dele ao Ceará, à casa do ex-ministro Camilo Santana. A assessoria de Santana negou que ele tenha tratado de governo ou de negócios com Lulinha e disse não ter relação com a lobista. Esses veículos situam o caso na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
Veículos de esquerda trataram a entrevista como movimento político. Um comentário de bastidor, publicado antes da exibição, sustentou que a lobista negociava havia semanas a exposição, inclusive, segundo fontes não identificadas, com a campanha de Flávio Bolsonaro. Disse também que ela não teria prova nova contra o presidente além do que os sigilos telefônico e bancário já revelaram, e que a fala serviria de munição quando Lula cresce nas pesquisas. A afirmação sobre a negociação com a campanha adversária não foi comprovada.
O que ainda não se sabe: não há acordo de colaboração firmado, e nenhuma das reportagens apresenta documento que sustente o que a lobista diz saber sobre o presidente ou sobre as reuniões com ministros. A defesa de Lulinha não respondeu aos pedidos de comentário. Tampouco ficou claro se a Polícia Federal ou o Supremo Tribunal Federal vão tratar a promessa de delação.
Empresária afirmou à CNN Brasil neste sábado (17) que poderia acrescentar às investigações em curso “detalhes” que não constam das mensagens trocadas por ela no WhatsApp

Por meio da Secom, o chefe do Executivo voltou a negar ter mantido 'qualquer interlocução' com a lobista

A empresária Roberta Luchsinger afirmou que pretende firmar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações sobre suspeitas de

Em entrevista a canal de TV, ela disse que está disposta a colaborar com as investigações da Polícia Federal

Em entrevista exclusiva à CNN, empresária investigada por suposto tráfico de influência afirma que o presidente sabia das reuniões que o filho promovia com ministros do governo

Secom afirma que Lula desconhece relatos de Roberta Luchsinger, nega interlocução com a lobista e diz não haver contratos com ela.

O chefe do Executivo também disse não haver contratos firmados entre o governo federal e a lobista

Em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger afirmou que Lula é "um grande mentiroso" e declarou que fará delação premiada "sem poupar ninguém"

Planalto afirmou em nota que entrevista às vésperas do 2º turno é tentativa de tumultuar o processo democrático. Leia no Poder360.

Lula diz, em nota à CNN, que jamais manteve interlocução com lobista Roberta Luchsinger UOL Notícias
Empresária criticou as falas do presidente da República em que ela era referida como "pilantra"

Lobista avalia que o amigo deveria ter saído em sua defesa depois de Lula dizer na "TV Globo" que ela é uma pilantra. Leia no Poder360.

A Roberta Luchsinger, lobista que tinha uma relação de proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é a Miriam Cordeiro da vez.

Em entrevista à CNN, empresária acusa o presidente da República de mentir

Chamada de "craque do jogo" nas redes, lobista disse que petista mente e não pode seguir na Presidência. Leia no Poder360

Secom afirma que Lula desconhece relatos de Roberta Luchsinger, nega interlocução com a lobista e diz não haver contratos com ela.

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.