Faltam 100 dias para a eleição — como estava a corrida presidencial nesta época em 2022
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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A 100 dias da eleição, Lula consolida a liderança sobre Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, em todos os institutos divulgados desde a semana anterior. Para veículos de esquerda, o quadro reforça a leitura de que o projeto progressista mantém vantagem enquanto a candidatura da oposição perde fôlego, em meio ao desgaste provocado pelo caso Dark Horse e pelas tensões na família Bolsonaro. A cobertura lembra que o avanço da extrema-direita e a instabilidade global mantêm a democracia como tema central do pleito.
A 100 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, as pesquisas Datafolha e Genial/Quaest mostram o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro e no segundo turnos.
A 100 dias do primeiro turno, a corrida presidencial segue concentrada em dois nomes, com Lula à frente, mas veículos de direita destacam o empate técnico no segundo turno em alguns institutos e a rejeição elevada do presidente, que beira 46%.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Os três lados reconhecem que Lula lidera as pesquisas de primeiro e segundo turno sobre Flávio Bolsonaro a 100 dias do pleito, e que a disputa está concentrada em dois nomes, ambos com alta rejeição.
A 100 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, a corrida presidencial brasileira entra em nova fase com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das pesquisas de intenção de voto sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição. A cobertura de centro relatou que os levantamentos mais recentes do Datafolha e da Genial/Quaest mostram Lula à frente tanto no primeiro quanto no segundo turno. No Datafolha, o presidente registra 41% das intenções no primeiro turno, contra 31% do senador, e 47% a 43% na simulação de segundo turno. Já a Quaest aponta Lula com 39% no primeiro turno, ante 29% de Flávio, abrindo seis pontos de vantagem no segundo, 44% a 38%.
Um traço comum a toda a cobertura é a concentração da disputa em dois nomes. Lula e Flávio somam cerca de 72% das intenções de voto, deixando candidaturas como as de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Cabo Daciolo (Mobiliza) abaixo dos dois dígitos. Os dois líderes também acumulam os maiores índices de rejeição: 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula e 48% rejeitam Flávio. O eleitorado aparece dividido por gênero, renda, religião e região, com Lula forte entre mulheres, eleitores de menor renda e o Nordeste, e Flávio à frente entre homens, evangélicos e moradores do Sul.
As reportagens divergem no ângulo de ênfase. Veículos de esquerda destacaram que Lula aparece à frente em todos os institutos divulgados na semana anterior, de Nexus/BTG a CNT/MDA, e enquadraram o pleito como defesa do 'futuro democrático' diante do que chamam de 'ameaça bolsonarista', associando a perda de fôlego da oposição ao desgaste provocado pelo caso Dark Horse, reportado pelo Intercept Brasil, sobre o financiamento de um filme biográfico de Jair Bolsonaro. Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o empate técnico no segundo turno apontado por institutos como o PoderData/Aya (46% a 43%) e a alta rejeição do presidente, além de traçarem um paralelo com 2022, quando uma operação da Polícia Federal contra o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ocorreu às vésperas da divulgação de uma rodada do Datafolha, ecoando a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro no ciclo anterior.
A cobertura de centro contextualizou esse mesmo episódio sem editorializar, registrando que o caso Dark Horse passou a ocupar o debate político e aumentou a pressão sobre a campanha do senador. Os três lados convergem ao lembrar que, em 2022, Lula liderava com margem mais confortável sobre Jair Bolsonaro a essa altura da pré-campanha, segundo o Datafolha de 23 de junho daquele ano, e que a diferença final nas urnas acabou muito mais estreita do que as pesquisas de meados do ano sugeriam.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado indeciso, que cresceu de 5% para 10% em um mês na Quaest, vai se acomodar até o início da campanha oficial. Também permanece em aberto o efeito do caso Dark Horse e da operação contra Jaques Wagner sobre o voto, já que algumas rodadas foram a campo antes de captar inteiramente esses episódios. As candidaturas, por fim, ainda podem mudar até 15 de agosto, prazo final de registro.
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